Presidente do BPI Pede Investigação “Até ao Fim” à Morte de

Presidente do BPI Pede Investigação “Até ao Fim” à Morte de

O presidente da Comissão Executiva do BPI, João Pedro Oliveira e Costa, defendeu esta segunda-feira, 2 de Fevereiro, que a investigação à morte de Pedro Ferraz dos Reis, administrador nomeado pelo banco português para o Banco Comercial e de Investimentos (BCI), em Moçambique, “deve ir até ao fim para haver certeza completa” sobre as circunstâncias do caso, informou o jornal Observador. Falando pela primeira vez publicamente sobre o assunto, Oliveira e Costa afirmou ter ficado “completamente chocado” com a morte do gestor português, encontrado num hotel em Maputo a 19 de Janeiro, e que as autoridades vieram posteriormente classificar como suicídio, depois de inicialmente ter sido admitada a hipótese de homicídio. “Era alguém que conhecia há mais de 20 anos. Posso dizer que tinha elevadíssimas qualidades profissionais e pessoais, gostava muito de Moçambique, era muito respeitado. Só posso ter uma memória muito positiva e fiquei claramente muito abalado”, afirmou o líder do BPI. O responsável sublinhou que a clarificação das circunstâncias compete às autoridades judiciais, acrescentando que “devem ser elas a investigar e a tirar as suas conclusões”, tendo ainda agradecido ao Presidente da República e ao Governo “por todo o apoio que prestaram” no processo. João Pedro Oliveira e Costa falava em Lisboa, durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados anuais do banco. O presidente do BPI revelou igualmente que Pedro Ferraz dos Reis tinha já manifestado a vontade de continuar em Moçambique por mais tempo, estando inclusive apalavrada a sua permanência por, pelo menos, mais um mandato. “Havia grande confiança no Dr. Pedro Ferraz dos Reis. Ele mostrou vontade e gosto de continuar, tinha paixão por Moçambique”, disse, acrescentando que essa intenção foi comunicada “com toda a tranquilidade” à gestão do banco em Lisboa. Oliveira e Costa manifestou ainda “enorme respeito pela família”, destacando o impacto da perda junto da esposa e das duas filhas do gestor, que o acompanhavam em Moçambique. “Foi um enorme abalo”, reiterou. Pedro Ferraz dos Reis foi encontrado morto no hotel Polana, em Maputo, a 19 de Janeiro. Na véspera do funeral, a Polícia Judiciária portuguesa e o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) de Moçambique concluíram, em conferência de imprensa conjunta, tratar-se de um suicídio. “Do que foi observado não nos parece restarem grandes dúvidas de que houve ali um suicídio”, afirmou o inspector-chefe da Polícia Judiciária, Santos Martins, em resposta aos jornalistas. Antes disso, o director-geral do SERNIC referira que as autoridades judiciais de ambos os países tinham “confirmado e consolidado o resultado que a investigação moçambicana avançara no dia 20”, um dia após a morte do administrador português.

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