“Queda em altura pode ser fatal”: ACT dá conselhos para

“Reparar telhados após a tempestade pode ser tão perigoso quanto a própria tempestade. Uma queda em altura pode ser fatal. Proteja-se”: O alerta é da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), numa altura em que muitos tentam recuperar as suas casas após o mau tempo das últimas semanas. “Após a passagem de uma tempestade, muitos telhados ficam danificados e exigem reparações urgentes. Estes trabalhos envolvem um elevado risco de queda em altura. Estruturas instáveis, superfícies molhadas, telhas partidas e vento forte são fatores que aumentam significativamente o risco de acidentes graves ou mortais”, adianta a ACT, num folheto informativo sobre o tema. A ACT deixa ainda um conjunto de recomendações (e dicas) para quem tem estes trabalhos pela frente. Fique a par: Antes de subir a um telhado: • avalie os riscos;• planeie previamente o trabalho;• utilize equipamentos de trabalho seguros;• utilize equipamentos de proteção individual;• evite trabalhar sozinho;• evite improvisos. Não trabalhe isolado. Se não for possível: • informe alguém;• leve o telemóvel consigo;• em emergência, ligue 112;• não tente descer sozinho, se estiver lesionado. O comandante nacional da Proteção Civil alertou hoje para o elevado número de hospitalizações e ferimentos em trabalhos de reparação de telhados e recomendou medidas de proteção como o uso de uma corda para evitar quedas em altura. Lusa | 14:38 – 07/02/2026 Antes de usar uma escada, certifique-se que está: • em bom estado;• bem apoiada e fixada;• no ângulo correto (≈75º);• ultrapassa 90cm do nível de acesso. Durante a utilização de uma escada: • não a reposicione a partir de um plano superior (altura). Desça e reposicione aescada a partir do solo;• não exceda a carga total máxima da escada;• não utilize uma escada como ponte;• não utilize os últimos degraus como plataforma de trabalho. Nas reparações em telhados: • identifique as zonas mais resistentes;• sinalize zonas frágeis;• distribua o peso do corpo;• prenda ferramentas para evitar quedas;• não acumule materiais nos beirais;• não trabalhe sobre lonas ou plásticos;• faça pausas – a fadiga representa um risco acrescido;• sempre que possível trabalhe a partir do interior (sótão). Mais: “Se precisa de reparar o seu telhado certifique-se que tem condições físicas para o efeito. Patologias como hipertensão, diabetes, etc., ou a toma de medicação como anti-histamínicos e anti-hipertensivos são um risco acrescido”. Deve ainda utilizar: • arnês com ponto de ancoragem seguro;• capacete;• calçado de proteção antiderrapante;• luvas adequadas. A Proteção Civil registou 13.388 ocorrências relacionadas com as tempestades entre o dia 1 de fevereiro e as 12h00 de terça-feira em Portugal continental, informou o comandante nacional. Mais de uma dezenas de pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros. Leia Também: Proteção Civil alerta para acidentes a reparar telhados e pede prevenção



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