Rússia Disponibilizou 1,5 M$ Para Assistência Alimentar Aos
advertisemen tO Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM) anunciou que o Governo da Rússia disponibilizou 1,5 milhão de dólares para prestar assistência alimentar às populações afectadas pelo terrorismo nas províncias de Nampula e Cabo Delgado, região norte de Moçambique. Citada pela Lusa, a representante do PAM em Moçambique, Claire Conan, explicou que a verba vai ajudar a fortalecer a alimentação de quase 200 mil pessoas que enfrentam insegurança alimentar e desnutrição, especialmente mulheres e crianças, tendo também sido adquiridas 70 toneladas métricas de óleo vegetal e 370 toneladas de ervilhas, produtos entregues às famílias necessitadas. “Este apoio surge numa altura em que as famílias do norte de Moçambique enfrentam alguns dos seus dias mais difíceis. A assistência alimentar regular ajuda-os a reconstruir as suas vidas, constrói um caminho para a estabilidade e dá esperança”, referiu, acrescentando que o conflito armado na região, agravado pelos choques climáticos, continua a desalojar famílias, perturbar meios de subsistência e empurrar comunidades para o limite. Por sua vez, o embaixador da Rússia em Moçambique, Vladimir Tararov, disse não ser segredo para ninguém que a população no norte de Moçambique, infelizmente, enfrenta uma grave escassez de alimentos devido aos constantes ataques terroristas que abalam a região, minando o seu desenvolvimento. “A nossa ajuda não pode resolver todo o nódulo de flagelos enfrentados pelos habitantes da província de Cabo Delgado, mas espero que possa contribuir para aliviar o sofrimento de pessoas. É um passo pequeno, mas certo e na direcção certa”, concluiu. Na semana passada, o Governo admitiu estar a reforçar “o grau de prontidão” para evitar novos ataques extremistas nas províncias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa, na região norte de Moçambique, admitindo que ainda prevalecem desafios para a protecção das comunidades. Falando no Parlamento, durante a sessão de perguntas e respostas dos deputados, o ministro da Defesa, Cristóvão Chume, afirmou que as autoridades estão a privilegiar uma estratégia holística e integrada que conjuga intervenções nos domínios militar, humanitário, de desenvolvimento e de cooperação internacional. O governante prometeu que o Executivo vai continuar a reforçar as Forças de Defesa e Segurança (FDS), ao mesmo tempo que vai impulsionar estudos e pesquisas que visam aprofundar a compreensão sobre a arquitectura que envolve o grupo extremista, o que inclui a sua cadeia de logística e de financiamento, as suas lideranças, intenções e o modo operacional. Recentemente, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) fez saber que mais de 66 mil pessoas fugiram de dois postos administrativos em Memba, na província de Nampula, norte de Moçambique, devido ao alastramento dos ataques de grupos terroristas. “Confirma-se o deslocamento de 13 131 famílias, cerca de 66,1 mil pessoas, entre os dias 16 e 22 de Novembro, do distrito de Memba para o de Eráti, ambos em Nampula. A população, composta também por mulheres grávidas e crianças, fugiu dos postos administrativos de Mazua e Chipene que estão próximos da vizinha província de Cabo Delgado”, esclareceu a entidade através de um relatório. Desde Outubro de 2017, Cabo Delgado – província rica em recursos naturais, nomeadamente gás – tem sido palco de uma insurgência armada que já provocou milhares de mortos e originou uma crise humanitária com mais de um milhão de deslocados internos. Em Abril, os ataques alastraram também à vizinha província do Niassa. Um dos episódios mais graves ocorreu na Reserva do Niassa e no Centro Ambiental de Mariri, no distrito de Mecula, onde grupos armados não estatais atacaram instalações, roubaram bens, destruíram acampamentos e uma aeronave do parque. Estes actos resultaram na morte de, pelo menos, duas pessoas, e levaram à deslocação de mais de dois mil indivíduos, dos quais 55% crianças.advertisement



Publicar comentário