Reino Unido Investiu Quase 80 M$ no Acesso à Água e
advertisemen tO Reino Unido anunciou nesta quarta-feira, 1 de Abril, que, desde 2009, investiu em Moçambique 79,9 milhões de dólares em sistemas de abastecimento, provendo água potável a 1,8 milhão de pessoas nas zonas rurais. “Mais de 1,8 milhão de pessoas nas zonas rurais de Moçambique têm agora acesso à água potável segura”, avançou aquele país europeu através de um comunicado, que marcou o encerramento do programa de Transformação da Provisão de serviços de Água, Saneamento e Higiene (T-WASH, em inglês). Segundo o documento, apenas com o projeto T-WASH, implementado entre 2015-26, o Reino Unido ajudou a financiar mais de 200 sistemas de água e cerca de dois mil poços em comunidades rurais, tendo reforçado os meios de planejamento, prestação e manutenção de serviços de água e saneamento. “O T-WASH ocorreu com seus respectivos fundos entregues em duas fases, tendo melhorado o saneamento para 3,3 milhões de pessoas. O Reino Unido também apoiou a Estratégia Nacional de Água e Saneamento Rural de Moçambique (PRONASAR) que acontece desde 2009. As iniciativas foram implementadas em parceria com a Direção Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento (DNAAS)”, descreveu. Segundo a nota citada pela Lusa, as mulheres e meninas se beneficiaram de forma significativa dos projetos, ressaltando que “pesquisas feitas revelaram que o acesso à água potável melhorou a saúde física e emocional das mulheres, reduziu o tempo gasto na coleta do líquido e melhorou a frequência escolar das meninas em algumas comunidades”. Entretanto, com o fim do programa T-WASH, o Reino Unido promete apostar na mobilização de fundos para o financiamento climático e do investimento privado para garantir a sustentabilidade a longo prazo das infra-estruturas já construídas. “À medida que este programa termina, também mudamos a forma como nos posicionaremos no setor de água e saneamento em Moçambique. Nossa parceria com o Governo demonstrou que o acesso sustentável à água deve, em última análise, ser impulsionado por sistemas locais fortes”, explicou o diretor de Desenvolvimento do Reino Unido em Moçambique, Dominic Ashton, citado no comunicado. O sistema moçambicano enfrenta perdas significativas no abastecimento de água, estimadas em cerca de 45% Recentemente, o Governo reconheceu a existência de um déficit estimado em 14,3 bilhões de dólares no setor de recursos hídricos, ressaltando a urgência de mobilizar financiamento para responder aos desafios estruturais que o País enfrenta na gestão da água e no saneamento. A posição foi expressa pelo ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, durante mesa-redonda dedicada ao setor, realizada na sequência do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março. Na ocasião, o governador explicou que se trata de um investimento estruturante, com impacto direto em setores-chave da economia, como agricultura, indústria, pesca, turismo e serviços, além de contribuir para a proteção das populações. “A emergência climática não é mais uma projeção no futuro, é uma condição presente que exige decisão política, financiamento e ação coordenada”, declarou. Fernando Rafael destacou que, apesar dos avanços registrados, os desafios permanecem significativos. Atualmente, a cobertura de abastecimento de água está em 63%, enquanto o saneamento cobre apenas 38,9% da população. Esses números, segundo o oficial, revelam desigualdades persistentes e a necessidade de acelerar intervenções no setor. “O saneamento continua a ser o maior nexo estrutural. É aqui que o País terá que concentrar o seu esforço”, afirmou, alertando para o facto de mais de 7 milhões de moçambicanos ainda praticarem defecação a céu aberto, sobretudo nas zonas rurais, com impactos negativos na saúde pública, produtividade e dignidade humana.advertisement



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