“Superámos todas, mesmo todas, as previsões”. Governo

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou, nesta sexta-feira, que o Governo aprovou medidas para enfrentar o aumento dos combustíveis devido à guerra no Oriente Médio com um custo de cerca de 150 milhões de euros por mês. “O Conselho de Ministros analisou profundamente a situação orçamental e económica do país, tendo em conta a evolução orçamental e também a evolução geopolítica no Médio Oriente e o contexto económico e social do país”, começou por dizer Luís Montenegro, em conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros. “Superamos todas, todas mesmo, as previsões econômicas das principais instituições”, disse Montenegro, referindo-se aos dados mais recentes do INE sobre o superávit orçamentário de 2025. As medidas aprovadas pelo governo O governo decidiu avançar com um desconto de 10 centavos por litro no diesel colorido, medida que vem sendo reivindicada pelos agricultores para enfrentar a escalada de preços devido ao conflito no Oriente Médio. Esse apoio, a ser pago pelo IFAP — Instituto de Financiamento da Agricultura e Pesca, vale nas semanas em que o preço médio estiver 10 centavos acima do valor registrado na semana de 2 a 6 de março, antes do primeiro aumento. Além disso, as associações humanitárias de bombeiros receberão um apoio extraordinário de 360 euros por veículo pesado, para fazer frente à alta dos preços dos combustíveis, anunciou também o primeiro-ministro. O governo também aprovou um apoio extraordinário de 10 centavos por litro, a ser aplicado entre 1º de abril e 30 de junho, no diesel profissional para veículos de transporte de mercadorias e ônibus. A medida foi anunciada hoje pelo primeiro-ministro, que explicou que “em questão está um mecanismo extraordinário para o diesel profissional”, que consiste em um apoio de mais 10 centavos por litro, que se soma ao que já havia sido anunciado hoje pelo governo, até o limite de 15 mil litros. Além disso, o primeiro-ministro afirmou que “não está em cima da mesa nenhuma intervenção ao nível do IVA”, nem nos combustíveis, nem no cabaz alimentar. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, rejeitou nesta sexta-feira que o governo esteja considerando uma intervenção no IVA ou no cabaz alimentar, acrescentando que essa medida não está na mesa. Beatriz Vasconcelos | 13:34 – 27/03/2026 Reveja declarações do primeiro-ministro: (Notícia atualizada às 13h56) Leia Também: Preços dos combustíveis vão baixar, mas Governo mantém desconto no ISP



Publicar comentário