Tarifas: BdP não vê evidência de direcionamento de bens da

Na caixa integrada ao Boletim Econômico de março, divulgada hoje, o banco central indica que em 2025 houve um aumento significativo no volume de importações da UE da China (e queda no preço dessas importações). Contudo, considera que este crescimento deve-se a vários fatores, caso de ganhos de competitividade das empresas chinesas, não traduzindo necessariamente um redirecionamento do comércio da China para a UE devido ao aumento das barreiras comerciais com os Estados Unidos. “(…) Até o final de 2025, não terá havido um redirecionamento das exportações chinesas para o mercado da UE sistematicamente associado ao aumento dos direitos aduaneiros aplicados pelos EUA”, lê-se na publicação do BdP. Ainda assim, o banco central considera que persiste o risco de redirecionamento de bens da China para a Europa, até porque esses ajustes costumam levar tempo para se materializar, e considerou que pode ter mais impacto em países com estrutura de importação mais parecida com a dos Estados Unidos, caso de Alemanha e França. O BdP diz, inclusive, que, à medida que a China se posiciona mais em segmentos de maior valor agregado, vem aumentando a proporção de bens em que apresenta vantagem. No caso de Portugal, acrescenta, a sobreposição não aumentou mas é relativamente alta, o que atribui, “por exemplo, a vantagem comparativa revelada das duas economias (China e Portugal) em setores como vestuário, têxteis, calçado e mobiliário”. Leia Também: 19º dia de guerra: Israel mata ministro iraniano em dia de funerais



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