Trabalha ao frio? ACT lança campanha a alertar para riscos e

Trabalha ao frio? ACT lança campanha a alertar para riscos e

A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) anunciou o lançamento de uma campanha de sensibilização sob o tema ‘Exposição a condições climáticas extremas – ​Frio’, que visa sensibilizar e alertar para os riscos do trabalho nestas condições. “​A exposição a condições climáticas extremas traz um conjunto de novos desafios para a segurança e saúde no trabalho (SST), exigindo uma adaptação a esta nova realidade e a promoção de atitudes preventivas perante o surgimento ou agravamento de novos riscos”, pode ler-se num comunicado divulgado pela ACT. A ACT explica que o “ser humano é um ser homeotérmico, de sangue quente, que necessita de manter o corpo a uma temperatura média de cerca de 37 °C para garantir o seu funcionamento adequado e a própria sobrevivência”, sendo que “esta condição obriga a uma procura constante de equilíbrio térmico entre o organismo e o ambiente envolvente”. Ora, “os trabalhadores que estão expostos a baixas temperaturas ou a exposições prolongadas ao frio enfrentam vários riscos para a segurança e saúde”. “Quanto maior for a alteração da temperatura interna corporal, maior será a resposta fisiológica do organismo, o que exige a adoção de medidas preventivas sempre que exista risco de comprometer os limites da homeotermia”, conclui a ACT. Assim, “neste contexto, a ACT lança, durante o mês de novembro, uma campanha de sensibilização dedicada à exposição ao frio e aos seus impactos na segurança e saúde no trabalho”, sendo que “esta campanha pretende responder à necessidade crescente de informação e sensibilização sobre os riscos associados às baixas temperaturas no no local de trabalho, e como preveni-los de forma eficaz”. ​O impacto do frio A exposição prolongada ao frio, explica a ACT, “pode ​​reduzir e comprometer o desempenho de tarefas particularmente complexas e de elevada exigência mental”. “Em situações de temperaturas inferiores a 15 °C, o desconforto térmico, o aumento da fadiga e a perda de sensibilidade tornam-se mais pronunciados. Assim, sempre que o trabalhador esteja sujeito a stresse térmico por frio, devem ser implementadas medidas adicionais de proteção”, pode ler-se no site da ACT. A ACT lembra que, “em Portugal, a lei estabelece que o empregador deve garantir aos trabalhadores condições de segurança e de saúde em todos os aspetos do seu trabalho, incluindo os aspetos relacionados com a temperatura e a humidade dos locais de trabalho, assegurando-se da sua adequação ao tipо de atividade desenvolvida e ao esforço físico exigido aos trabalhadores”. “As exigências físicas relacionadas com o trabalho, as condições, a duração e a frequência do mesmo, determinam, em grande medida, o risco de stresse por frio. Diferentes variáveis, como o frio intenso, a humidade presente nas superfícies e objetos, a exposição a intempérie e o vento forte, podem influenciar a rapidez com que o corpo perde calor durante o desempenho de atividades com exposição ao frio”, revela ainda a ACT. Mais: “Uma correta avaliação dos riscos pode ser condicionada pelos fatores individuais de cada trabalhador, devido ao nível de tolerância dos mesmos quando expostos ao frio”. No âmbito desta campanha, a ACT vai divulgando vários materiais informativos, que pode consultar aqui. Leia Também: Conselho da Europa quer tratado global sobre Inteligência Artificial

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