“Três vezes mais rápido do que comprar”. Quanto demora

Alugar uma casa em Portugal leva pouco mais de um mês e é “três vezes mais rápido do que comprar uma casa”, segundo dados do Imovirtual divulgados esta semana. “O Imovirtual revela que o mercado de arrendamento em Portugal continua a evidenciar uma dinâmica significativamente mais rápida do que o mercado de compra e venda, reforçando a existência de dois ritmos distintos no setor imobiliário”, pode ler-se num comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso. Agora, de acordo com os dados mais recentes do Imovirtual, em setembro de 2025 o tempo médio de permanência de um imóvel no portal para locação foi de 36,9 dias (1,2 meses), uma ligeira aceleração em relação ao mesmo período do ano anterior, quando estava em 39,4 dias (1,3 meses), representando uma variação de -6,3%. “Esse comportamento contrasta claramente com o mercado de venda, onde o tempo médio de permanência é fixado em 110 dias (3,7 meses). Na prática, os imóveis para locação são absorvidos cerca de três vezes mais rápido, mostrando uma pressão significativa de demanda e uma alta velocidade de resposta do mercado”, explica o Imovirtual. Sylvia Bozzo, Gerente de Marketing do Imovirtual, explica, citada na mesma nota, “que o aluguel é, por natureza, um processo mais rápido do que a compra, mas os dados mostram que a velocidade com que os imóveis estão saindo do mercado é particularmente alta”. “Com tempos médios de pouco mais de um mês, quem está procurando uma casa para alugar precisa estar cada vez mais atento e preparado para decidir rapidamente, porque as oportunidades tendem a desaparecer em um curto espaço de tempo”, diz. As regiões em destaque A análise regional revela ainda “um mercado surpreendentemente homogêneo, com todas as regiões registrando tempos médios de locação entre 31,5 dias (1,0 mês) e 41,9 dias (1,4 meses), demonstrando que essa dinâmica não está concentrada apenas nos grandes centros urbanos”. “A região Centro destaca-se como a mais dinâmica do país, com um tempo médio de 31,5 dias (1,0 mês), seguida pelo Norte Interior, com 32,3 dias (1,1 meses), confirmando que o interior está a assumir um papel cada vez mais relevante na absorção da procura. Já o Algarve surge como a região mais lenta, com 41,9 dias (1,4 meses), ainda assim dentro de um intervalo considerado rápido à escala nacional, evidenciando também maior variação ao longo do ano (-26,6% entre janeiro e setembro), associada à sazonalidade turística”, pode ler-se. Por sua vez, nas “áreas metropolitanas, os tempos permanecem próximos da média nacional, com a Grande São Paulo em39,9 dias (1,3 meses) e o Grande Porto em 40,6 dias (1,4 meses), refletindo uma demanda alta e constante, mas com velocidade de absorção alinhada com o resto do país”. “Ao nível distrital, Bragança destaca-se como o mercado mais rápido, com um tempo médio de apenas16,8 dias (0,6 meses), posicionando-se como o território onde os imóveis são mais rapidamente absorvidos. Em sentido inverso, alguns distritos apresentam maior volatilidade ao longo do ano, como São Miguel (+143%, de 9 para 22 dias), Évora (+105%, de 20 para 41 dias) e Beja (+97%, de 18 para 35 dias), refletindo dinâmicas locais mais sensíveis a mudanças na oferta e na demanda”, pode-se ler ainda. Leia Também: Hoje começa o frio na barriga! 3 signos viverão um novo amor



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