Vila Galé mantém 2 dos 4 hotéis em Cuba abertos, mas

“Não posso adiantar muito porque ainda temos dois hotéis abertos, mas estão a rever os planos a todo a tempo e, portanto, vão suspendendo e fechando temporariamente os hotéis, vão concentrando (os turistas) noutros, isto tem alguma dinâmica”, disse o responsável aos jornalistas à margem do 35.º Congresso Nacional da AHP, organizado pela Associação da Hotelaria de Portugal, no Porto. Na terça-feira, foram as companhias aéreas canadenses Air Transat e WestJet que anunciaram a suspensão dos voos para Cuba, onde os estoques de combustível diminuíram rapidamente desde que os Estados Unidos aumentaram a pressão sobre a ilha comunista, que tem uma dependência do mercado canadense como um mercado emissor de turistas. Cuba sofre as consequências da suspensão das entregas de petróleo da Venezuela, ordenada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro pelas forças armadas dos EUA no início de janeiro. O grupo português é o único hoteleiro a operar em Cuba, onde conta com os hotéis Vila Galén Cayo Paredón Grande, localizado nos cayos da costa norte, o Vila Galé Cayo Santa María, situado em Cayo Santa María, o Vila Galé Tropical Varadero, localizado em Varadero, e o Havana na capital cubana. “Temos esses dois nos Cayo abertos, porque tinham ainda operações de canadenses (…), mas estes hotéis podem vir a ficar temporariamente encerrados”, reforçou, acrescentando que o grupo ainda não recebeu hospedes de outros hotéis. Enquanto isso, a situação pode se reverter e “em Varadero pode haver a possibilidade de reabrir”. “Cuba tem uma oferta hoteleira gigantesca. Os dois (hotéis) dos cayos têm cada um 600 quartos e o Vardero tem 450. O de Havana tem 60 quartos. No momento estão fechados dois, mas pode reverter”, insistiu. Questionado sobre a origem dos turistas na época do fechamento, o administrador disse que eles tinham “algum mercado português” e depois “outros mercados distribuídos, mas principalmente mercado canadense”. Gonçalo Rebelo de Almeida confirmou que a época do ano em que Cuba recebe mais portugueses é na alta temporada, com as operações ‘charter’ normalmente em maio e outubro. “Até o momento, a informação que existe é que a operação da Ávoris com saída de Portugal ainda está para avançar”, disse. Na quarta-feira, o ministro de Estado e das Relações Exteriores afirmou que o governo acompanha a situação. “A questão de Cuba é acompanhada por nós com muita atenção e também com preocupação, evidentemente”, disse Paulo Rangel, ao ser questionado por jornalistas sobre a situação naquela ilha do caribe, também à margem do 35º Congresso Nacional da AHP. Em resposta à pressão de Washington, o governo cubano anunciou medidas de emergência, incluindo uma semana de trabalho de quatro dias para empresas estatais e restrições à venda de combustível. A Air Canada também já havia anunciado o cancelamento de voos para Cuba e todas apontaram o objetivo de repatriar passageiros. No fim de semana, autoridades cubanas informaram às companhias aéreas que o abastecimento de combustível de aviação seria interrompido por um mês a partir da meia-noite de segunda-feira. Segundo a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), os aeroportos internacionais do país esgotaram as reservas de combustível Jet A1, o mais utilizado pela aviação comercial, não estando disponível entre 10 de fevereiro e 10 de março nos nove principais aeroportos. A russa Aeroflot alterou horários de voos e suspendeu a venda de passagens, enquanto a espanhola Iberia flexibilizou tarifas para passageiros com viagens marcadas e a Air Europa confirmou escala em Santo Domingo (República Dominicana) para reabastecimento em voos de e para Havana. Leia Também: Transparência contesta governo sobre avaliação de políticas anticorrupção



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