{"id":10019,"date":"2025-12-13T10:35:19","date_gmt":"2025-12-13T10:35:19","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/palop-com-adesao-lenta-ao-livre-comercio-em-africautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-12-13T10:35:19","modified_gmt":"2025-12-13T10:35:19","slug":"palop-com-adesao-lenta-ao-livre-comercio-em-africautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/palop-com-adesao-lenta-ao-livre-comercio-em-africautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"PALOP com ades\u00e3o lenta ao livre com\u00e9rcio em \u00c1frica"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_62c1457956334.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    &#8220;Os pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa, mais lentos na operacionaliza\u00e7\u00e3o do acordo, est\u00e3o a investir nas reformas necess\u00e1rias para colher benef\u00edcios a longo prazo, porque para eles o acordo de livre com\u00e9rcio continental (AfCFTA, na sigla em ingl\u00eas) representa n\u00e3o apenas a liberaliza\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio, mas um caminho estrat\u00e9gico para a resili\u00eancia econ\u00f3mica, a conectividade intra-africana e uma diversifica\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel&#8221;, disse o analista Jervin Naidoo. &#8220;Enquanto pa\u00edses como a Eti\u00f3pia, Qu\u00e9nia, Gana e Ruanda est\u00e3o a aproveitar a ajuda da Iniciativa de Com\u00e9rcio Guiado (GTI), a maioria das na\u00e7\u00f5es africanas de l\u00edngua portuguesa ainda est\u00e1 a lan\u00e7ar as bases, enfrentando desafios de infraestrutura, institucionais e de diversifica\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es&#8221;, afirmou o economista em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Lusa. &#8220;Em Angola, o progresso tem sido gradual, limitado por inefici\u00eancias log\u00edsticas, obst\u00e1culos burocr\u00e1ticos e barreiras n\u00e3o tarif\u00e1rias persistentes, mas Luanda v\u00ea o acordo como uma oportunidade para se integrar nas cadeias de valor continentais, especialmente na agricultura, na ind\u00fastria ligeira e nos servi\u00e7os de transporte, ao mesmo tempo que atrai investimento e reduz a depend\u00eancia das receitas do petr\u00f3leo&#8221;, afirmou. Depois de ratificar o acordo no final de 2020, Angola encara-o como &#8220;uma pedra angular para a diversifica\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica&#8221;, aponta, acrescentando que &#8220;a utiliza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica do AfCFTA tamb\u00e9m poderia refor\u00e7ar o papel de Angola nos corredores comerciais da \u00c1frica Austral&#8221;. Em Cabo Verde, o envolvimento com o AfCFTA \u00e9 &#8220;cauteloso e gradual&#8221;, apesar de o governo ser adepto dos termos do acordo. &#8220;O governo encara o acordo como um potencial catalisador para atrair investimento estrangeiro e expandir o com\u00e9rcio continental de servi\u00e7os e bens de nicho, mas os elevados custos de transporte e a capacidade de exporta\u00e7\u00e3o limitada t\u00eam retardado a operacionaliza\u00e7\u00e3o&#8221;, diz o analista, apontando que S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe tem desafios relacionados com a insularidade e os &#8220;elevados custos de transporte&#8221;. Na Guin\u00e9-Bissau e na Guin\u00e9 Equatorial, o principal entrave \u00e9 a instabilidade pol\u00edtica e as restri\u00e7\u00f5es log\u00edsticas e burocr\u00e1ticas, respetivamente. Mo\u00e7ambique, por seu turno, &#8220;fez progressos mais vis\u00edveis no para se preparar para o AfCFTA, alinhando o acordo com os esfor\u00e7os de integra\u00e7\u00e3o regional no \u00e2mbito da Comunidade de Desenvolvimento da \u00c1frica Austral (SADC)&#8221;, diz Jervin Naidoo. &#8220;Maputo v\u00ea o AfCFTA como um mecanismo para diversificar as exporta\u00e7\u00f5es para al\u00e9m do g\u00e1s natural e do alum\u00ednio, por\u00e9m, a inseguran\u00e7a em Cabo Delgado, as infraestruturas fr\u00e1geis e os procedimentos alfandeg\u00e1rios complexos impedem uma r\u00e1pida operacionaliza\u00e7\u00e3o&#8221;, referiu. Naidoo explicou que &#8220;o envolvimento da \u00c1frica lus\u00f3fona com o AfCFTA evidencia o ritmo desigual da integra\u00e7\u00e3o continental&#8221; e que os pa\u00edses pioneiros &#8220;demonstram como estruturas coordenadas, boa prepara\u00e7\u00e3o log\u00edstica e um eficaz alinhamento regulat\u00f3rio podem traduzir-se em com\u00e9rcio vi\u00e1vel&#8221;. A an\u00e1lise do economista da Oxford Economics surge depois da primeira exporta\u00e7\u00e3o oficial feita atrav\u00e9s da Iniciativa de Com\u00e9rcio Guiado (GTI), um programa-piloto para os pa\u00edses fazerem com\u00e9rcio ao abrigo dos mecanismos do AfCFTA. Estas exporta\u00e7\u00f5es s\u00e3o &#8220;um exemplo claro de como os primeiros intervenientes est\u00e3o a come\u00e7ar a operacionalizar o acordo&#8221;, disse Jervin Naidoo. Em novembro, a Eti\u00f3pia exportou carne, fruta e outros produtos agr\u00edcolas para o Qu\u00e9nia, Som\u00e1lia e \u00c1frica do Sul, sendo o primeiro exemplo pr\u00e1tico de com\u00e9rcio livre no continente desde que foi dado o primeiro passo para um mercado comum cujo objetivo \u00e9 evoluir, a longo prazo, para a livre circula\u00e7\u00e3o de pessoas e servi\u00e7os, para al\u00e9m de bens. O acordo de livre com\u00e9rcio em \u00c1frica \u00e9 um projeto continental de integra\u00e7\u00e3o de mais de 1,4 mil milh\u00f5es de pessoas e de mobiliza\u00e7\u00e3o de um potencial econ\u00f3mico de 3,4 bili\u00f5es de d\u00f3lares (2,9 bili\u00f5es de euros) em \u00c1frica, tendo sido aprovado pela Uni\u00e3o Africana em 2019, e conta com 49 pa\u00edses que j\u00e1 ratificaram o tratado que dever\u00e1 permitir uma forte redu\u00e7\u00e3o ou isen\u00e7\u00e3o das tarifas aduaneiras nas trocas comerciais na regi\u00e3o. Leia Tamb\u00e9m: Programa portugu\u00eas &#8220;Sa\u00fade nos Junta&#8221; apoiou 17 iniciativas nos PALOP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Os pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa, mais lentos na operacionaliza\u00e7\u00e3o do acordo, est\u00e3o a investir nas reformas necess\u00e1rias para colher benef\u00edcios a longo prazo, porque para eles o acordo de livre com\u00e9rcio continental (AfCFTA, na sigla em ingl\u00eas) representa n\u00e3o apenas a liberaliza\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio, mas um caminho estrat\u00e9gico para a resili\u00eancia econ\u00f3mica, a conectividade intra-africana [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10020,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-10019","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10019","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10019"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10019\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10020"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10019"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10019"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10019"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}