{"id":10354,"date":"2025-12-17T20:10:24","date_gmt":"2025-12-17T20:10:24","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/sete-em-cada-10-jovens-nao-sao-financeiramente-autonomosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-12-17T20:10:24","modified_gmt":"2025-12-17T20:10:24","slug":"sete-em-cada-10-jovens-nao-sao-financeiramente-autonomosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/sete-em-cada-10-jovens-nao-sao-financeiramente-autonomosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Sete em cada 10 jovens n\u00e3o s\u00e3o financeiramente aut\u00f3nomos"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_69146732eb282.webp?crop_params=eyJwb3J0cmFpdCI6eyJjcm9wV2lkdGgiOjY5NCwiY3JvcEhlaWdodCI6MTIzMywiY3JvcFgiOjEzNDcsImNyb3BZIjowfX0=\" \/><\/p>\n<p>                                                    A conclus\u00e3o consta do estudo &#8220;ID Jovem: Juventude em N\u00fameros&#8221;, apresentado hoje pelo Conselho Nacional de Juventude (CNJ) na Assembleia da Rep\u00fablica, com base num inqu\u00e9rito a 3.025 jovens e v\u00e1rios grupos focais com pessoas entre os 15 e 30 anos. Com o objetivo de fazer um levantamento sobre a realidade da juventude portuguesa, um dos eixos avaliados foi a capacidade de emancipa\u00e7\u00e3o, processo que os jovens descreveram como cada vez mais longo, inst\u00e1vel e desigual, marcado por diversos fatores estruturais que dizem dificultar a independ\u00eancia. Entre os cerca de tr\u00eas mil participantes no inqu\u00e9rito, a esmagadora maioria ainda est\u00e1 a estudar, seja a tempo inteiro (72%) ou a tempo parcial (10%). Ainda assim, cerca de um ter\u00e7o est\u00e1 j\u00e1 a trabalhar e mesmo entre aqueles que trabalham a tempo inteiro (61% desses), ter um emprego n\u00e3o \u00e9 sin\u00f3nimo de autonomia financeira. Num mercado de trabalho que consideram inst\u00e1vel, competitivo, marcado por empregos prec\u00e1rios, est\u00e1gios prolongados e a aus\u00eancia de progress\u00e3o profissional, 82% dos jovens trabalhadores ganham menos de 1.500 euros mensais, quando, segundo o INE, o sal\u00e1rio m\u00e9dio nacional (bruto) fixou-se em 1.615 euros no terceiro trimestre de 2025. Muitos, sobretudo aqueles que trabalham a tempo parcial, auferem menos do que o sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional e perto de metade ganha entre 870 euros e 1.500 euros, sendo que s\u00f3 13% est\u00e3o acima desse patamar. Para sete em cada 10 jovens, o sal\u00e1rio n\u00e3o lhes permite viver de forma independente e um dos principais desafios \u00e9 o custo da habita\u00e7\u00e3o. Viver sozinho \u00e9 uma realidade para apenas 7% e os restantes ou continuam a viver com familiares (82%) ou veem-se for\u00e7ados a partilhar casa com amigos, ou parceiros. Durante os grupos focais, os jovens associaram a dificuldade em sair de casa ao desfasamento entre sal\u00e1rios e custo de vida, e acreditam que viver sozinho \u00e9 quase imposs\u00edvel nos primeiros anos de carreira. &#8220;O custo elevado da habita\u00e7\u00e3o, aliado \u00e0 precariedade laboral e salarial, condiciona profundamente a capacidade das pessoas jovens de viverem de forma aut\u00f3noma&#8221;, refere o relat\u00f3rio. A forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica, por outro lado, n\u00e3o \u00e9 vista como trampolim para com melhores condi\u00e7\u00f5es e apesar de se reconhecerem como a gera\u00e7\u00e3o mais instru\u00edda, os jovens questionam a adequa\u00e7\u00e3o do sistema educativo \u00e0s necessidades da vida adulta e profissional. Para muitos, a escola \u00e9 excessivamente te\u00f3rica, desatualizada, desajustada \u00e0s exig\u00eancias do mercado de trabalho e focada, sobretudo, em preparar os alunos para o ensino superior, que tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 percecionado como sin\u00f3nimo de melhor qualidade de vida. No que diz respeito \u00e0 qualidade de vida, outro dos eixos analisados, necessidades b\u00e1sicas como a sa\u00fade, alimenta\u00e7\u00e3o, habita\u00e7\u00e3o digna, seguran\u00e7a, e estabilidade financeira s\u00e3o apontadas como alicerce sem o qual nenhuma outra dimens\u00e3o do bem-estar pode ser alcan\u00e7ada. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade, a sa\u00fade mental surge como preocupa\u00e7\u00e3o central e aquela em que os jovens se sentem mais fragilizados: numa escala de 1 a 5, 71% consideram o seu estado de sa\u00fade f\u00edsica entre 4 e 5, mas s\u00f3 49% referem n\u00edveis id\u00eanticos de sa\u00fade mental. Noutras dimens\u00f5es da qualidade de vida, al\u00e9m das necessidades b\u00e1sicas, o estudo refere que muitos jovens j\u00e1 ponderaram emigrar, apontando falta de oportunidades de trabalho adequadas ao n\u00edvel de qualifica\u00e7\u00e3o, baixos sal\u00e1rios, carreiras pouco valorizadas em Portugal e o desejo de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida. Pouco mais de metade dos inquiridos (59%) pratica desporto regularmente, mas muitos referem dificuldades no acesso e uma subvaloriza\u00e7\u00e3o nas escolas, mas s\u00f3 uma minoria participa em atividades culturais pelo menos uma vez por m\u00eas (34%). Quanto \u00e0 digitaliza\u00e7\u00e3o, os jovens reconhecem os impactos psicol\u00f3gicos, sociais e cognitivos da hiperconectividade, mas admitem continuar a utilizar as redes de forma compulsiva, indicando sinais de depend\u00eancia digital, e manifestam-se preocupados com os efeitos da intelig\u00eancia artificial no pensamento cr\u00edtico. Leia Tamb\u00e9m: Portugal tem casas mais sobrevalorizadas e v\u00eam a\u00ed medidas. Conhe\u00e7a-as<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A conclus\u00e3o consta do estudo &#8220;ID Jovem: Juventude em N\u00fameros&#8221;, apresentado hoje pelo Conselho Nacional de Juventude (CNJ) na Assembleia da Rep\u00fablica, com base num inqu\u00e9rito a 3.025 jovens e v\u00e1rios grupos focais com pessoas entre os 15 e 30 anos. 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