{"id":10570,"date":"2025-12-20T17:09:55","date_gmt":"2025-12-20T17:09:55","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/estudo-do-bdp-mais-familias-e-mais-imigrantes-explicam-a-falta-de-casasutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-12-20T17:09:55","modified_gmt":"2025-12-20T17:09:55","slug":"estudo-do-bdp-mais-familias-e-mais-imigrantes-explicam-a-falta-de-casasutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/estudo-do-bdp-mais-familias-e-mais-imigrantes-explicam-a-falta-de-casasutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Estudo do BdP: Mais fam\u00edlias e mais imigrantes explicam a"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_573da66e106f7.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    Entre 2011 e 2021, o n\u00famero de fam\u00edlias excedeu em 4 mil, em m\u00e9dia, por ano, a oferta de casas e, no per\u00edodo entre 2021 e 2024, superou em 14 mil, em m\u00e9dia, por ano, a oferta de habita\u00e7\u00f5es, com o crescimento dos agregados familiares e da imigra\u00e7\u00e3o a explicarem a tend\u00eancia. Os \u00faltimos 15 anos mostram uma invers\u00e3o profunda da tend\u00eancia registada nas tr\u00eas d\u00e9cadas anteriores, quando o aumento dos alojamentos, de mais de 80 mil por ano, era muito superior \u00e0 varia\u00e7\u00e3o no n\u00famero de fam\u00edlias, de cerca de 40 mil por ano. O estudo sobre mercado de habita\u00e7\u00e3o em Portugal, publicado no boletim econ\u00f3mico de dezembro do banco central, avalia o impacto e as press\u00f5es da demografia na oferta e na procura de resid\u00eancias em Portugal nas quatro d\u00e9cadas entre 1981 e 2021, com base na informa\u00e7\u00e3o dos Censos, e entre 2021 e 2024, a partir de nova informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel. Nos \u00faltimos 45 anos, o n\u00famero de fam\u00edlias em Portugal aumentou, em m\u00e9dia, em cerca de 35 mil por ano, com o maior crescimento a ter lugar entre 1991 e 2011 (47 mil, em m\u00e9dia, por ano) e entre 2021 e 2024 (36 mil, em m\u00e9dia, por ano). Este crescimento foi acompanhado por uma redu\u00e7\u00e3o da dimens\u00e3o dos agregados. Se, em 1981, as fam\u00edlias tinham, em m\u00e9dia, 3,4 pessoas, entre 2011 e 2021 esse n\u00famero reduziu-se para 2,5. O estudo do BdP conclui que esta diminui\u00e7\u00e3o &#8220;reflete o aumento da esperan\u00e7a m\u00e9dia de vida, a redu\u00e7\u00e3o da fertilidade e o menor n\u00famero de uni\u00f5es familiares&#8221;, com os idosos a darem o maior contributo para o peso das fam\u00edlias pequenas. Mas foi o saldo migrat\u00f3rio a principal causa do acr\u00e9scimo do n\u00famero de fam\u00edlias desde 2017. No per\u00edodo 2021&#8211;2024, traduziu-se por 127 mil indiv\u00edduos, em m\u00e9dia, por ano, comparando com 10 mil, por ano, no per\u00edodo 1981&#8211;2021. Assumindo que a dimens\u00e3o m\u00e9dia das fam\u00edlias imigrantes \u00e9 igual \u00e0 das fam\u00edlias residentes em 2021, o banco central conclui que a entrada l\u00edquida de indiv\u00edduos explica um aumento m\u00e9dio anual no n\u00famero de fam\u00edlias de 52 mil neste \u00faltimo per\u00edodo 2021&#8211;2024. A n\u00edvel regional, o n\u00famero de fam\u00edlias tem crescido no litoral e diminu\u00eddo no interior do pa\u00eds, com 67% dos munic\u00edpios a registarem uma subida no per\u00edodo mais recente, devido principalmente ao saldo migrat\u00f3rio &#8220;que compensou em muitos munic\u00edpios a tend\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias devida ao saldo natural negativo&#8221;. Odemira destaca-se entre os munic\u00edpios com maiores aumentos percentuais do n\u00famero de fam\u00edlias, e tamb\u00e9m com maior dinamismo da procura face \u00e0 oferta de alojamentos, seguido pelas regi\u00f5es Oeste e Vale do Tejo, Centro, Algarve e Pen\u00ednsula de Set\u00fabal. Com maior redu\u00e7\u00e3o percentual de fam\u00edlias estiveram o interior do Norte e do Alentejo. Inversamente, observa-se que a oferta de alojamentos &#8220;aumentou a um ritmo muito mais lento desde 2011&#8221; do que nas duas d\u00e9cadas anteriores, com a an\u00e1lise do BdP a mostrar que passou de uma m\u00e9dia de 82 mil, no per\u00edodo 1981&#8211;2011, para 11 mil, em 2011&#8211;2021, e 22 mil, em 2021&#8211;2024. O estudo destaca tamb\u00e9m que o n\u00famero de resid\u00eancias secund\u00e1rias e alojamentos vagos tem vindo a reduzir-se, de maneira a acomodar o aumento da procura por resid\u00eancias habituais n\u00e3o satisfeito pelo aumento da oferta de novos fogos, embora &#8220;a maioria dos munic\u00edpios continue a ter um n\u00famero de vagos relativamente elevado&#8221;, superior a 4% do total. A quantidade de alojamentos que ainda se mant\u00eam vagos \u00e9 explicada por uma multiplicidade de fatores, designadamente por serem im\u00f3veis &#8220;antigos&#8221; e a precisarem de &#8220;melhorias&#8221;, ou por terem &#8220;v\u00e1rios propriet\u00e1rios&#8221;, em resultado de heran\u00e7as, a dificultar a sua coloca\u00e7\u00e3o no mercado. &#8220;A inseguran\u00e7a e a instabilidade jur\u00eddica e fiscal&#8221; do mercado do arrendamento, a lentid\u00e3o dos despejos, a tributa\u00e7\u00e3o &#8220;relativamente reduzida&#8221; sobre a propriedade de im\u00f3veis, assente em &#8220;valores patrimoniais em muitos casos desatualizados&#8221;, ou a rendibilidade &#8220;historicamente elevada&#8221; do investimento em habita\u00e7\u00e3o que contribui para a sua manuten\u00e7\u00e3o sem utiliza\u00e7\u00e3o, s\u00e3o outros fatores apontados. O estudo do boletim econ\u00f3mico refere ainda que &#8220;o parque habitacional p\u00fablico \u00e9 muito reduzido em Portugal (cerca de 2%), contrastando com outros pa\u00edses europeus&#8221;, como os Pa\u00edses Baixos ou a \u00c1ustria, &#8220;onde atinge valores que excedem 20%&#8221;. O BdP debru\u00e7ou-se ainda sobre o setor da constru\u00e7\u00e3o, considerando que &#8220;o aumento da oferta por via da nova constru\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m um fator relevante para atenuar as press\u00f5es existentes no mercado&#8221;. &#8220;Nos pr\u00f3ximos anos, a constru\u00e7\u00e3o de novos fogos dever\u00e1 continuar a aumentar&#8221;, concluiu a an\u00e1lise, sendo que esta acelera\u00e7\u00e3o vai depender do &#8220;aumento da capacidade produtiva e da produtividade assim como da estabilidade e previsibilidade dos diversos fatores legais que afetam o setor&#8221;. Na apresenta\u00e7\u00e3o do boletim econ\u00f3mico, o governador do Banco de Portugal, \u00c1lvaro Santos Pereira, destacou que, no mercado da habita\u00e7\u00e3o, a procura &#8220;est\u00e1 bem acima da oferta&#8221; e n\u00e3o tem havido resposta, particularmente no litoral do pa\u00eds. Santos Pereira apontou que a oferta &#8220;deve ser a prioridade&#8221; quando se aborda a crise da habita\u00e7\u00e3o, salientando que &#8220;grande parte do constrangimento na oferta \u00e9 ao n\u00edvel dos munic\u00edpios&#8221;. &#8220;Os licenciamentos est\u00e3o a demorar demasiado tempo&#8221;, argumentou, defendendo a necessidade de que os munic\u00edpios &#8220;publiquem os prazos m\u00e9dios de licenciamento&#8221;. No \u00e2mbito desta an\u00e1lise, o governador considerou que se deve perceber o que \u00e9 necess\u00e1rio fazer para aumentar o ritmo da constru\u00e7\u00e3o, acrescentando que \u00e9 tamb\u00e9m &#8220;importante investir mais na forma\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o e atrair trabalhadores qualificados, porque existe uma falta de m\u00e3o-de-obra bastante grande&#8221; neste setor. Leia Tamb\u00e9m: &#8220;Her\u00f3i&#8221; de ataque em Sydney recebe cheque de 1,4 milh\u00f5es de euros. Veja<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 2011 e 2021, o n\u00famero de fam\u00edlias excedeu em 4 mil, em m\u00e9dia, por ano, a oferta de casas e, no per\u00edodo entre 2021 e 2024, superou em 14 mil, em m\u00e9dia, por ano, a oferta de habita\u00e7\u00f5es, com o crescimento dos agregados familiares e da imigra\u00e7\u00e3o a explicarem a tend\u00eancia. 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