{"id":10727,"date":"2025-12-23T09:52:48","date_gmt":"2025-12-23T09:52:48","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/governo-quer-atrair-empresas-estrangeiras-construtores-surpreendidosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-12-23T09:52:48","modified_gmt":"2025-12-23T09:52:48","slug":"governo-quer-atrair-empresas-estrangeiras-construtores-surpreendidosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/governo-quer-atrair-empresas-estrangeiras-construtores-surpreendidosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Governo quer atrair empresas estrangeiras? Construtores"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_6880b3f9723a7.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    &#8220;Percebo que o Governo esteja preocupado com a capacidade das empresas portuguesas quando tem de concretizar um investimento de 50.000 milh\u00f5es de euros em obras p\u00fablicas num espa\u00e7o de tempo relativamente curto. S\u00f3 que a quest\u00e3o foi posta ao contr\u00e1rio&#8221;, considerou o antigo baston\u00e1rio da Ordem dos Engenheiros. &#8220;Primeiro, deveria ter falado com as empresas nacionais&#8221;, porque estas &#8220;t\u00eam capacidade&#8221; de constru\u00e7\u00e3o e &#8220;est\u00e3o a ganhar m\u00fasculo&#8221; para concorrer \u00e0s grandes obras que o Governo pretende lan\u00e7ar, como o novo aeroporto de Lisboa, a terceira travessia do Tejo, as linhas de TGV, hospitais e habita\u00e7\u00e3o, segundo afirmou. O respons\u00e1vel da nova Funda\u00e7\u00e3o da Constru\u00e7\u00e3o, criada em outubro por tr\u00eas ordens profissionais &#8211; dos economistas, arquitetos e engenheiros &#8211; e por 14 empresas de constru\u00e7\u00e3o, de projetos e de fiscaliza\u00e7\u00e3o, referia-se \u00e0s recentes not\u00edcias sobre contactos de governantes portugueses com empresas de capitais turcos e chineses para divulga\u00e7\u00e3o dos investimentos previstos para Portugal nos pr\u00f3ximos anos. Em outubro, uma miss\u00e3o de empres\u00e1rios turcos de constru\u00e7\u00e3o deslocou-se a Portugal, com o apoio da Secretaria de Estado das Infraestruturas e da AICEP, depois de o pr\u00f3prio secret\u00e1rio de Estado, Hugo Esp\u00edrito Santo, e o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, terem estado em agosto na Turquia. Na semana passada, durante uma visita \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Projetistas e Consultores (APPC), Hugo Esp\u00edrito Santo disse, citado pelo jornal Expresso, que as empresas portuguesas devem &#8220;fazer parcerias&#8221; com empresas internacionais, e que o pa\u00eds precisa de &#8220;construtoras maiores, capazes de abra\u00e7ar estas obras, que s\u00e3o obras que t\u00eam risco&#8221;. &#8220;As empresas portuguesas sempre trabalharam em conjunto com as estrangeiras&#8221;, recordou Mineiro Aires, afirmando ser desej\u00e1vel que &#8220;a lideran\u00e7a de qualquer cons\u00f3rcio, de qualquer contrato, seja sempre portuguesa&#8221;. Criticando o Governo por n\u00e3o considerar essa hip\u00f3tese, explicou que &#8220;as empresas estrangeiras n\u00e3o trazem nada, nem contratam engenheiros portugueses. S\u00f3 adquirem o m\u00ednimo indispens\u00e1vel&#8221; para a realiza\u00e7\u00e3o da obra. Al\u00e9m disso, &#8220;fazem dumping&#8221; e &#8220;tentam arranjar justifica\u00e7\u00f5es para rever pre\u00e7os, o que se traduz num aumento dos custos e numa derrapagem dos prazos&#8221;. Para o administrador executivo da Funda\u00e7\u00e3o da Constru\u00e7\u00e3o, o maior problema do setor &#8220;\u00e9, sem d\u00favida, a falta de m\u00e3o-de-obra&#8221;. Um dos objetivos da Funda\u00e7\u00e3o consiste, precisamente, em &#8220;fazer forma\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra especializada&#8221;. Recordando que a crise financeira destru\u00edu cerca de 350.000 empregos na constru\u00e7\u00e3o em Portugal, o respons\u00e1vel apontou para uma car\u00eancia atual &#8220;da ordem dos 50.000 oper\u00e1rios, mais ou menos especializados&#8221;. &#8220;Tamb\u00e9m faltam engenheiros, quadros interm\u00e9dios e encarregados de obra, que s\u00e3o de um valor imenso&#8221;, acrescentou. A solu\u00e7\u00e3o passa por &#8220;captar os trabalhadores que emigraram durante a crise&#8221;, pagando-lhes &#8220;sal\u00e1rios suficientemente atrativos&#8221; e, em simult\u00e2neo, &#8220;estruturar um fluxo migrat\u00f3rio com os PALOP e com o Brasil&#8221;. &#8220;Sem preju\u00edzo do recurso a outras nacionalidades, temos um mercado vasto onde se fala a nossa l\u00edngua e onde \u00e9 mais f\u00e1cil fazer recrutamento&#8221;, defendeu o antigo baston\u00e1rio, referindo-se aos pa\u00edses de express\u00e3o portuguesa. As recentes restri\u00e7\u00f5es \u00e0 entrada de imigrantes em Portugal s\u00e3o encaradas com preocupa\u00e7\u00e3o. &#8220;Pass\u00e1mos do 80 para o oito, e isso, a par do discurso de \u00f3dio, vai desmobilizar as pessoas de virem para Portugal&#8221;. Mas &#8220;\u00e9 irrealista pensar que, se fecharmos a &#8216;torneira&#8217;, o pa\u00eds continuar\u00e1 a crescer&#8221;, disse ainda. Outro problema do setor \u00e9 a contrata\u00e7\u00e3o p\u00fablica, com o administrador executivo da Funda\u00e7\u00e3o da Constru\u00e7\u00e3o a defender uma revis\u00e3o jur\u00eddica ampla ou mesmo a publica\u00e7\u00e3o de um novo c\u00f3digo, j\u00e1 que o atual, embora tenha sido objeto de 15 revis\u00f5es, ainda funciona como &#8220;um garrote&#8221;, provocando &#8220;muita ques\u00edlia e atrasos irrecuper\u00e1veis&#8221;. &#8220;Os meus dignos colegas engenheiros, competentes e sabedores, que est\u00e3o \u00e0 frente dos donos de obra, ficam inibidos se n\u00e3o escolherem a proposta mais a barata&#8221;, ironizou, explicando que &#8220;se algu\u00e9m entregar uma obra ao terceiro classificado, porque \u00e9 o melhor e n\u00e3o vai tentar arranjar trabalhos a mais, arrisca-se a aparecer na primeira p\u00e1gina de jornal, acusado de corrup\u00e7\u00e3o e de negociatas&#8221;. Para Mineiro Aires, &#8220;isto tem de ser contrariado&#8221;, porque &#8220;quem n\u00e3o tiver margens de lucro, n\u00e3o pode pagar bem aos trabalhadores&#8221;. Outra consequ\u00eancia \u00e9 que &#8220;os projetos andam a perder qualidade devido \u00e0 pressa. Para n\u00e3o se perderem fundos, apressa-se tudo, e depois os projetos s\u00e3o fracos e os pre\u00e7os s\u00e3o maus. S\u00e3o debilidades que t\u00eam de ser combatidas&#8221;. A Funda\u00e7\u00e3o da Constru\u00e7\u00e3o, criada com uma dota\u00e7\u00e3o inicial de 283.000 euros, pretende lan\u00e7ar um Observat\u00f3rio da Constru\u00e7\u00e3o para disponibilizar informa\u00e7\u00e3o relevante sobre a atividade em Portugal, nomeadamente sobre concursos p\u00fablicos, adjudica\u00e7\u00f5es, pre\u00e7os, prazos, tipo de empresas, consumos, n\u00famero de trabalhadores, n\u00edvel de sal\u00e1rios, entre outros. Mineiro Aires explica ainda que a Funda\u00e7\u00e3o pretende &#8220;contribuir para a sociedade&#8221; e &#8220;melhorar a perce\u00e7\u00e3o do que \u00e9 a engenharia nacional, de quais s\u00e3o os problemas do pa\u00eds e de quais s\u00e3o os problemas da constru\u00e7\u00e3o&#8221;. &#8220;Estamos num espa\u00e7o aberto, em concorr\u00eancia aberta, mas h\u00e1 que defender a engenharia nacional&#8221;, disse. Afirmando que pretende &#8220;fazer parcerias com as associa\u00e7\u00f5es do setor, e trabalhar em conjunto com todos os atores e interventores na \u00e1rea da constru\u00e7\u00e3o&#8221;, n\u00e3o esconde a vontade de interagir com o Governo na tomada de decis\u00e3o. &#8220;H\u00e1 mat\u00e9rias sobre as quais podemos dar os nossos contributos para ajudar a que o Governo possa tomar melhores decis\u00f5es&#8221;, acrescentou. Leia Tamb\u00e9m: Este el\u00e9trico da Renault fez mais de 1.000 km a 100 km\/h sem carregar<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Percebo que o Governo esteja preocupado com a capacidade das empresas portuguesas quando tem de concretizar um investimento de 50.000 milh\u00f5es de euros em obras p\u00fablicas num espa\u00e7o de tempo relativamente curto. 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