{"id":11114,"date":"2026-01-06T00:39:02","date_gmt":"2026-01-06T00:39:02","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/trabalhadores-que-ficam-nas-empresas-sao-principal-motor-dos-salariosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-01-06T00:39:02","modified_gmt":"2026-01-06T00:39:02","slug":"trabalhadores-que-ficam-nas-empresas-sao-principal-motor-dos-salariosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/trabalhadores-que-ficam-nas-empresas-sao-principal-motor-dos-salariosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Trabalhadores que ficam nas empresas s\u00e3o &#8220;principal motor&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_695baa6a3a990.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    Os sal\u00e1rios reais cresceram, nos \u00faltimos anos, sobretudo gra\u00e7as aos trabalhadores que ficaram nas mesmas empresas. A conclus\u00e3o \u00e9 de um estudo do Banco de Portugal (BdP), que revela que a estabilidade no emprego \u00e9 o &#8220;principal motor&#8221; dos sal\u00e1rios em Portugal. &#8220;A decomposi\u00e7\u00e3o da varia\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio real no per\u00edodo entre 2011 e 2024 revela diferen\u00e7as significativas entre os grupos analisados \u200b\u200b(Gr\u00e1fico C5.1). Os trabalhadores que permanecem na empresa em dois meses consecutivos \u2014 que representam a maioria dos trabalhadores \u2014 s\u00e3o o principal motor do crescimento salarial, contribuindo em m\u00e9dia 1,6 pontos percentuais (pp) por ano&#8221;, pode ler-se no Boletim Econ\u00f3mico de dezembro de 2025, divulgado pelo supervisor da banca. Mais: &#8220;O seu contributo tem um perfil pro-c\u00edclico, sendo elevado em per\u00edodos de maior crescimento econ\u00f3mico e negativo em per\u00edodos recessivos (nomeadamente na crise das d\u00edvidas soberanas)&#8221;. Relativamente \u00e0s novas contrata\u00e7\u00f5es, o BdP diz que estas &#8220;t\u00eam, em m\u00e9dia, sal\u00e1rios mais baixos do que os trabalhadores que permaneceram na empresa, exercendo um efeito negativo sobre o crescimento dos sal\u00e1rios agregados (\u20132,5 pp em m\u00e9dia)&#8221;. &#8220;Importa clarificar que, apesar dos sal\u00e1rios das novas contrata\u00e7\u00f5es serem em m\u00e9dia inferiores aos prevalecentes nas empresas, as transi\u00e7\u00f5es entre empresas est\u00e3o associadas a ganhos salariais significativos ao n\u00edvel do trabalhador (Gr\u00e1fico C5.2). A distribui\u00e7\u00e3o das varia\u00e7\u00f5es salariais \u00e9, no entanto, heterog\u00e9nea \u2014 apenas cerca de 40 por cento das transi\u00e7\u00f5es est\u00e3o associadas a aumentos salariais no momento da transi\u00e7\u00e3o&#8221;, revela ainda o supervisor da banca. Sa\u00eddas de trabalhadores t\u00eam impacto nos sal\u00e1rios? Outra conclus\u00e3o do estudo do BdP \u00e9 que as &#8220;sa\u00eddas de trabalhadores t\u00eam um impacto positivo no crescimento salarial (2,3 pp em m\u00e9dia), refletindo o facto de os trabalhadores que saem das empresas auferirem, em m\u00e9dia, sal\u00e1rios inferiores aos dos trabalhadores que permanecem nas empresas&#8221;. &#8220;O contributo espec\u00edfico dos trabalhadores que transitam posteriormente para outras empresas \u00e9, em m\u00e9dia, de 0,3 pp&#8221;, pode ler-se. Revis\u00e3o laboral pode deixar 13 mil pessoas &#8220;presas&#8221; a contratos a prazo De recordar que as altera\u00e7\u00f5es propostas pelo Governo aos prazos dos contratos podem levar a que cerca de 13 mil trabalhadores por ano deixem de ver o seu contrato convertido em sem termo, conclui uma an\u00e1lise do ISCTE. O Governo decidiu avan\u00e7ar com uma reforma &#8220;profunda&#8221; da legisla\u00e7\u00e3o laboral, cuja proposta tem sido contestada pelas centrais sindicais e que levou \u00e0 marca\u00e7\u00e3o de uma greve geral para quinta-feira, a primeira paralisa\u00e7\u00e3o conjunta desde 2013. Lusa | 09:24 &#8211; 09\/12\/2025 estimativa consta do &#8220;Panorama 2026&#8221;, a nova publica\u00e7\u00e3o anual do Instituto para as Pol\u00edticas P\u00fablicas e Sociais do ISCTE (IPPS-ISCTE), coordenada por Pedro Ad\u00e3o e Silva, soci\u00f3logo e antigo ministro da Cultura do terceiro governo de Ant\u00f3nio Costa, que antecipa o que se ir\u00e1 passar no novo ano em cinco \u00e1reas: desafios geoestrat\u00e9gicos, situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica nacional, cen\u00e1rios macroecon\u00f3micos e evolu\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho e dos rendimentos dos portugueses. &#8220;Se as regras dos contratos a termo forem novamente flexibilizadas, podemos estimar que cerca de 13 mil trabalhadores por ano deixariam de ver o seu contrato convertido em sem termo&#8221;, conclui a an\u00e1lise do ISCTE elaborada por Paulo Marques, \u00e0 luz do anteprojeto de revis\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o laboral apresentado pelo Governo de Lu\u00eds Montenegro. No anteprojeto, o Governo prop\u00f5e um aumento da dura\u00e7\u00e3o m\u00e1xima dos contratos a prazo, de dois para tr\u00eas anos, bem como que os primeiros contratos a termo possam passar a durar um ano, quando atualmente o limite \u00e9 de seis meses. Leia Tamb\u00e9m: Sal\u00e1rio m\u00ednimo de 1.600\u20ac? CGTP fala em &#8220;ato desesperado&#8221; de Montenegro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os sal\u00e1rios reais cresceram, nos \u00faltimos anos, sobretudo gra\u00e7as aos trabalhadores que ficaram nas mesmas empresas. 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