{"id":11209,"date":"2026-01-07T09:35:25","date_gmt":"2026-01-07T09:35:25","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/da-habitacao-ao-trabalho-ocde-analisou-portugal-e-deixou-varios-recadosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-01-07T09:35:25","modified_gmt":"2026-01-07T09:35:25","slug":"da-habitacao-ao-trabalho-ocde-analisou-portugal-e-deixou-varios-recadosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/da-habitacao-ao-trabalho-ocde-analisou-portugal-e-deixou-varios-recadosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Da habita\u00e7\u00e3o ao trabalho: OCDE analisou Portugal e deixou"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_695d3e440e5f8.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    A Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f3mico (OCDE) divulgou na ter\u00e7a-feira o &#8216;Economic Survey&#8217; no qual fez uma avalia\u00e7\u00e3o a Portugal e deixou at\u00e9 v\u00e1rios recados, sobretudo para resolver a crise da habita\u00e7\u00e3o &#8211; mas n\u00e3o s\u00f3. Crise da habita\u00e7\u00e3o: Como resolver? O agravamento do IMI, limites \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o de mais-valias com a venda de habita\u00e7\u00f5es e agravamento fiscal sobre &#8220;habita\u00e7\u00f5es subutilizadas&#8221; ou devolutas em &#8220;zonas de elevada procura&#8221; s\u00e3o as principais recomenda\u00e7\u00f5es do estudo da OCDE. No &#8216;Economic Survey&#8217; de Portugal, onde analisa o desempenho econ\u00f3mico do pa\u00eds, a OCDE dedica um cap\u00edtulo aos desafios da crise da habita\u00e7\u00e3o, propondo solu\u00e7\u00f5es como a &#8220;simplifica\u00e7\u00e3o das licen\u00e7as de constru\u00e7\u00e3o&#8221;, a &#8220;reforma da tributa\u00e7\u00e3o&#8221; e o &#8220;reequil\u00edbrio da regulamenta\u00e7\u00e3o dos arrendamentos&#8221;. Para a organiza\u00e7\u00e3o, os incentivos fiscais dados aos propriet\u00e1rios em Portugal para &#8220;colocar os edif\u00edcios vagos no mercado ou libertar habita\u00e7\u00f5es subutilizadas s\u00e3o fracos&#8221;, contribuindo para reduzir a &#8220;mobilidade&#8221; e agravar a &#8220;desigualdade intergeracional&#8221;. A OCDE defende, por isso, uma &#8220;transi\u00e7\u00e3o gradual dos impostos sobre as transa\u00e7\u00f5es para os impostos sobre a propriedade&#8221;, designadamente atrav\u00e9s do aumento significativo do IMI, assim como um agravamento da tributa\u00e7\u00e3o das mais-valias com a venda de habita\u00e7\u00f5es e um &#8220;refor\u00e7o dos impostos sobre as habita\u00e7\u00f5es subutilizadas em zonas de elevada procura&#8221;. Al\u00e9m disso, a OCDE afirmou que o mercado de arrendamento em Portugal &#8220;continua subdesenvolvido e fragmentado&#8221;, com apenas 12% de fam\u00edlias a declararem viver em casas arrendadas e com os arrendamentos informais a poderem atingir at\u00e9 60%. A OCDE afirmou hoje que o mercado de arrendamento em Portugal &#8220;continua subdesenvolvido e fragmentado&#8221;, com apenas 12% de fam\u00edlias a declararem viver em casas arrendadas, e com os arrendamentos informais a poderem atingir at\u00e9 60%. Lusa | 15:07 &#8211; 06\/01\/2026 Num subcap\u00edtulo dedicado \u00e0 efici\u00eancia energ\u00e9tica, a OCDE ressalva que, &#8220;apesar do clima ameno de Portugal e da procura energ\u00e9tica globalmente baixa&#8221;, a fraca qualidade da habita\u00e7\u00e3o &#8220;contribui para elevados n\u00edveis de pobreza energ\u00e9tica&#8221; e &#8220;prejudica a sa\u00fade e o bem-estar das pessoas&#8221;. No diagn\u00f3stico inicial sobre a crise da habita\u00e7\u00e3o em Portugal, a OCDE destaca o &#8220;fraco investimento em habita\u00e7\u00e3o nas \u00faltimas d\u00e9cadas&#8221;, o aumento dos pre\u00e7os dos terrenos e dos custos da constru\u00e7\u00e3o, a &#8220;escassez de m\u00e3o-de-obra qualificada&#8221; e os atrasos e a complexidade na obten\u00e7\u00e3o de licen\u00e7as de constru\u00e7\u00e3o. Falta de m\u00e3o-de-obra? OCDE recomenda integrar trabalhadores mais velhos Outro recado \u00e9 que a OCDE recomenda Portugal a fortalecer a integra\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho de trabalhadores mais velhos, desempregados de longa dura\u00e7\u00e3o e jovens e aumentar os incentivos para uma vida ativa mais longa, para combater escassez de m\u00e3o-de-obra. Esta escassez verifica-se em setores-chave, principalmente na manufatura, constru\u00e7\u00e3o e sa\u00fade, bem como em setores sazonais e muitas empresas sinalizam dificuldades em encontrar trabalhadores qualificados adequados, nota. &#8220;Desempenho econ\u00f3mico de Portugal tem sido forte&#8221;, mas h\u00e1 desafios A economia portuguesa tem sido resiliente, mas h\u00e1 v\u00e1rios fatores que podem pesar no crescimento nos pr\u00f3ximos anos, considera, por fim, a OCDE. &#8220;O desempenho econ\u00f3mico de Portugal tem sido forte, com um crescimento econ\u00f3mico resiliente, taxas de emprego historicamente elevadas e um r\u00e1pido decl\u00ednio da d\u00edvida p\u00fablica. No entanto, a invas\u00e3o em larga escala da Ucr\u00e2nia pela R\u00fassia e o aumento das tens\u00f5es comerciais t\u00eam travado o crescimento na Europa e afetado a economia portuguesa&#8221;, l\u00ea-se no documento. A economia portuguesa tem sido resiliente, mas h\u00e1 v\u00e1rios fatores que podem pesar no crescimento nos pr\u00f3ximos anos, alerta a Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f3mico (OCDE) no &#8216;Economic Survey&#8217; divulgado hoje. Lusa | 15:05 &#8211; 06\/01\/2026 H\u00e1 fatores que podem penalizar o crescimento e que aumentam a necessidade de reformas estruturais, na vis\u00e3o da OCDE, onde se inclui &#8220;a escassez de m\u00e3o de obra, o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, a necessidade de manter os ganhos de produtividade, a r\u00e1pida valoriza\u00e7\u00e3o da habita\u00e7\u00e3o e o crescente impacto das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas&#8221;. Para sustentar o crescimento e continuar a reduzir a d\u00edvida p\u00fablica, deve ser assumida uma posi\u00e7\u00e3o de &#8220;prud\u00eancia or\u00e7amental&#8221;, bem como avan\u00e7ar com reformas estruturais, recomenda a organiza\u00e7\u00e3o, nomeadamente no sentido de dar prioridade a investimentos p\u00fablicos que aumentem a produtividade e contendo as press\u00f5es na despesa de longo prazo, atrav\u00e9s de uma &#8220;combina\u00e7\u00e3o equilibrada de medidas para aumentar as receitas e limitar o crescimento das despesas relacionadas com o envelhecimento&#8221;. Leia Tamb\u00e9m: &#8220;Fraco investimento em habita\u00e7\u00e3o&#8221;. Arrendamento informal pode atingir 60%<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f3mico (OCDE) divulgou na ter\u00e7a-feira o &#8216;Economic Survey&#8217; no qual fez uma avalia\u00e7\u00e3o a Portugal e deixou at\u00e9 v\u00e1rios recados, sobretudo para resolver a crise da habita\u00e7\u00e3o &#8211; mas n\u00e3o s\u00f3. Crise da habita\u00e7\u00e3o: Como resolver? 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