{"id":11279,"date":"2026-01-07T22:43:19","date_gmt":"2026-01-07T22:43:19","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/nacionalizacao-da-efacec-dificuldades-estavam-a-ser-muitasutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-01-07T22:43:19","modified_gmt":"2026-01-07T22:43:19","slug":"nacionalizacao-da-efacec-dificuldades-estavam-a-ser-muitasutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/nacionalizacao-da-efacec-dificuldades-estavam-a-ser-muitasutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Nacionaliza\u00e7\u00e3o da Efacec? &#8220;Dificuldades estavam a ser"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_628d1f5c1608d.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    Numa audi\u00e7\u00e3o na Comiss\u00e3o de Economia e Coes\u00e3o Territorial, Pedro Siza Vieira explicou que o caso da Efacec foi diferente do da NOS e do Eurobic, que tamb\u00e9m contavam com participa\u00e7\u00f5es de Isabel do Santos, uma vez que tinha com uma participa\u00e7\u00e3o &#8220;muito significativa&#8221; da empres\u00e1ria angolana. Segundo o antigo governante, ap\u00f3s contactos com as administra\u00e7\u00f5es das v\u00e1rias empresas afetadas, o executivo percebeu que &#8220;do ponto de vista financeiro, do ponto de vista comercial, do ponto de vista operacional, as dificuldades estavam a ser muitas&#8221;, o que tamb\u00e9m estava a levar a uma degrada\u00e7\u00e3o r\u00e1pida da situa\u00e7\u00e3o financeira da Efacec. Apesar de Isabel dos Santos ter, inicialmente, mandatado a administra\u00e7\u00e3o da Efacec para a venda da sua participa\u00e7\u00e3o, houve dificuldades, uma vez que as a\u00e7\u00f5es estavam arrestadas pelo Governo de Angola e porque estavam &#8220;empenhadas em favor dos bancos&#8221; que tinham dado cr\u00e9dito \u00e0 empres\u00e1ria angolana, em cerca de 160 milh\u00f5es de euros. Ap\u00f3s as dilig\u00eancias no plano diplom\u00e1tico junto de Angola e junto dos bancos para um acordo de venda da participa\u00e7\u00e3o &#8212; um processo que demorou &#8220;muito tempo&#8221; &#8211;, Siza Vieira apontou que, a certa altura, se tornou &#8220;muito claro que a engenheira Isabel dos Santos n\u00e3o estava a procurar facilitar a venda&#8221;. &#8220;Percebemos que era muito complicado para um Governo que estava a procurar recuperar capacidade industrial, que estava a preparar-se (&#8230;) para fazer grandes investimentos na eletrifica\u00e7\u00e3o, perder uma empresa s\u00f3 porque uma senhora que est\u00e1 no Dubai n\u00e3o quer assinar um papel&#8221;, justificou. O antigo ministro disse que foram feitos v\u00e1rios contactos com institui\u00e7\u00f5es e empresas nacionais clientes da Efacec que dependiam da continuidade da empresa. A nacionaliza\u00e7\u00e3o, em julho de 2020, seis meses ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o dos Luanda Leaks, foi, assim, a forma de resolver o impasse acionista e permitir a devolu\u00e7\u00e3o da empresa ao setor privado. Neste cen\u00e1rio, Siza Vieira defendeu que &#8220;o tempo \u00e9 essencial&#8221; para empresas em dificuldades e que a decis\u00e3o foi tomada para &#8220;manter a empresa numa situa\u00e7\u00e3o em que morreria por um impasse acionista&#8221;. O antigo ministro considerou ainda que a interven\u00e7\u00e3o na Efacec salvaguardou o interesse p\u00fablico, mas refere que o impacto no interesse financeiro do Estado poderia ter sido diminu\u00eddo caso a nacionaliza\u00e7\u00e3o tivesse sido feita mais cedo. &#8220;Numa empresa em dificuldades, um m\u00eas \u00e9 muito tempo. Quando ocorreu a nacionaliza\u00e7\u00e3o, a empresa j\u00e1 levava meses de cancelamentos de encomendas, de impossibilidade de acesso ao sistema financeiro&#8221;, sublinhou. Ainda assim, o antigo ministro registou que s\u00f3 por o Estado se tornar acionista de uma empresa &#8220;n\u00e3o passa a ser respons\u00e1vel pelas d\u00edvidas&#8221; que esta tem. &#8220;Enquanto estive no Governo, houve sempre uma grande parcim\u00f3nia na disponibiliza\u00e7\u00e3o de meios financeiros \u00e0 Efacec. Se por algum motivo viesse a encerrar, o que o Estado tinha eram as garantias que tinha concedido ao sistema financeiro e que levariam a que fosse tratado como mais um credor de uma empresa que entrou em insolv\u00eancia&#8221;, refor\u00e7ou. Nesse sentido, acrescentou que, por vezes, ser mais comedido na cautela para salvaguardar o interesse financeiro do Estado pode levar a que &#8220;se pague mais caro no futuro&#8221;. Em novembro de 2023, o Estado finalizou a venda ao fundo de investimento alem\u00e3o Mutares da totalidade do capital da Efacec. Leia Tamb\u00e9m: Almo\u00e7os simples e saborosos: 3 receitas r\u00e1pidas com poucos ingredientes<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Numa audi\u00e7\u00e3o na Comiss\u00e3o de Economia e Coes\u00e3o Territorial, Pedro Siza Vieira explicou que o caso da Efacec foi diferente do da NOS e do Eurobic, que tamb\u00e9m contavam com participa\u00e7\u00f5es de Isabel do Santos, uma vez que tinha com uma participa\u00e7\u00e3o &#8220;muito significativa&#8221; da empres\u00e1ria angolana. 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