{"id":11413,"date":"2026-01-09T00:42:47","date_gmt":"2026-01-09T00:42:47","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/forum-para-competitividade-preve-que-pib-cresca-2-a-2-3-este-anoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-01-09T00:42:47","modified_gmt":"2026-01-09T00:42:47","slug":"forum-para-competitividade-preve-que-pib-cresca-2-a-2-3-este-anoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/forum-para-competitividade-preve-que-pib-cresca-2-a-2-3-este-anoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"F\u00f3rum para Competitividade prev\u00ea que PIB cres\u00e7a 2% a 2,3%"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_680a3ab393051.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    &#8220;Em termos conjunturais, o ano de 2026 at\u00e9 se apresenta um pouco mais favor\u00e1vel para Portugal do que 2025, o problema s\u00e3o os riscos&#8221;, l\u00ea-se numa nota de conjuntura hoje divulgada. De acordo com as estimativas do F\u00f3rum para a Competitividade, no quarto trimestre de 2025 o Produto Interno Bruto (PIB) ter\u00e1 subido entre 0,5% e 0,7% em cadeia, o correspondente a uma varia\u00e7\u00e3o hom\u00f3loga entre 1,7% e 1,9%, traduzindo-se numa varia\u00e7\u00e3o anual de 1,9%. Segundo detalha, a desacelera\u00e7\u00e3o hom\u00f3loga face aos 2,4% do terceiro trimestre &#8220;prende-se sobretudo com o excecional crescimento em cadeia do quarto trimestre de 2024, que foi de 1,2%&#8221;. J\u00e1 em 2026 o PIB &#8220;dever\u00e1 crescer entre 2,0% e 2,3%, j\u00e1 que as condi\u00e7\u00f5es conjunturais da economia portuguesa s\u00e3o genericamente favor\u00e1veis, devendo beneficiar tamb\u00e9m do est\u00edmulo da reta final do PRR (Plano de Recupera\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia)&#8221;. &#8220;As condi\u00e7\u00f5es conjunturais da economia portuguesa s\u00e3o genericamente favor\u00e1veis. O PIB est\u00e1 pr\u00f3ximo do seu potencial, devendo crescer em linha com este. A taxa de desemprego est\u00e1 no intervalo da taxa natural de desemprego (entre 6% e 7%) e a\u00ed deve permanecer&#8221;, concretiza o F\u00f3rum. Quanto ao emprego, &#8220;tem vindo a registar elevados n\u00edveis de crescimento (da ordem dos 3%) porventura excessivos, na medida em que dificultam o aumento do n\u00edvel de capital por trabalhador&#8221;, apontando como &#8220;prov\u00e1vel algum abrandamento do crescimento do emprego, em linha com as altera\u00e7\u00f5es na legisla\u00e7\u00e3o da imigra\u00e7\u00e3o&#8221;. Antecipando que se mantenha em 2026 o &#8220;ligeiro excedente&#8221; das contas externas e a tend\u00eancia de &#8220;redu\u00e7\u00e3o sucessiva da d\u00edvida externa&#8221;, o F\u00f3rum para a Competitividade acredita que este ano &#8220;talvez se consiga um novo &#8216;superavit&#8217; or\u00e7amental, apesar dos est\u00edmulos associados \u00e0 finaliza\u00e7\u00e3o do PRR&#8221;. J\u00e1 em termos estruturais o F\u00f3rum considera que &#8220;as coisas n\u00e3o est\u00e3o risonhas&#8221; para a economia portuguesa, apontando como &#8220;problemas principais&#8221; o facto de o potencial de crescimento do PIB continuar &#8220;demasiado baixo, em torno de 2%&#8221;, e a produtividade manter &#8220;n\u00edveis de crescimento demasiado baixos&#8221;. &#8220;Relacionado com isso, o peso do investimento no PIB continua abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica e do necess\u00e1rio para impulsionar o capital por trabalhador e, por essa, via a produtividade e os sal\u00e1rios&#8221;, continuando a aguardar-se &#8220;as anunciadas reformas estruturais e os seus resultados&#8221;. Em 2026, o consumo &#8220;dever\u00e1 continuar suportado por um apreci\u00e1vel crescimento do emprego, por um aumento dos sal\u00e1rios reais, mas j\u00e1 sem al\u00edvio fiscal e sem redu\u00e7\u00e3o adicional das taxas de juro&#8221;. J\u00e1 o investimento &#8220;tem condi\u00e7\u00f5es para uma forte acelera\u00e7\u00e3o, beneficiando do PRR e se as prometidas altera\u00e7\u00f5es ao licenciamento se concretizarem, nomeadamente a prefer\u00eancia pelo deferimento t\u00e1cito, sendo essencial o esclarecimento do IVA na constru\u00e7\u00e3o&#8221;. As exporta\u00e7\u00f5es &#8220;t\u00eam tido um comportamento modesto e ser\u00e3o necess\u00e1rias reformas para a melhoria da competitividade, para conseguirmos melhores resultados, atrav\u00e9s de um aumento das quotas de mercado, sobretudo naqueles onde a nossa posi\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda muito baixa&#8221;, considera. Em termos conjunturais, o F\u00f3rum considera que 2026 tem &#8220;uma curiosa combina\u00e7\u00e3o&#8221;: &#8220;Por um lado, o cen\u00e1rio central \u00e9 unanimemente considerado benigno, com a generalidade das economias a crescer em linha com a tend\u00eancia; por outro, apresenta um n\u00edvel de riscos elevado e com fortes potenciais disruptivos: Venezuela, Ucr\u00e2nia, Gronel\u00e2ndia, Fran\u00e7a, IA, entre muitos outros&#8221;, refere. O F\u00f3rum faz ainda um paralelismo entre a greve geral de dezembro e o &#8220;apag\u00e3o&#8221; em termos de impacto no PIB, prevendo que o protesto tenha penalizado o crescimento da economia em menos de 0,1%. &#8220;A greve geral de 11 de dezembro tem algumas similitudes com o apag\u00e3o, cujo impacto inicialmente estimado seria entre 0,1% e 0,2% do PIB. No entanto, o PIB do segundo trimestre aumentou 0,7%, bastante mais do que o esperado, pelo que \u00e9 improv\u00e1vel que o impacto do apag\u00e3o tenha sido superior a 0,1%&#8221;, explica. Quanto ao impacto da greve geral &#8212; que, contrariamente ao &#8220;apag\u00e3o&#8221;, n\u00e3o foi &#8220;uma surpresa&#8221; e teve &#8220;um impacto muito superior no setor p\u00fablico do que no setor privado&#8221; &#8211;, estima que, &#8220;no c\u00f4mputo geral, (&#8230;) ter\u00e1 sido inferior a 0,1% do PIB, porque o setor p\u00fablico tem um peso reduzido na economia e no setor privado a ades\u00e3o ter\u00e1 sido baixa e h\u00e1 margem para compensar a atividade noutros dias&#8221;. Leia Tamb\u00e9m: Comiss\u00e3o Europeia prop\u00f5e 293,7 mil milh\u00f5es a agricultores da UE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Em termos conjunturais, o ano de 2026 at\u00e9 se apresenta um pouco mais favor\u00e1vel para Portugal do que 2025, o problema s\u00e3o os riscos&#8221;, l\u00ea-se numa nota de conjuntura hoje divulgada. 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