{"id":11637,"date":"2026-01-12T12:56:23","date_gmt":"2026-01-12T12:56:23","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/ponto-de-inflexao-apagao-forcou-producao-a-gas-e-afasta-nos-da-metautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-01-12T12:56:23","modified_gmt":"2026-01-12T12:56:23","slug":"ponto-de-inflexao-apagao-forcou-producao-a-gas-e-afasta-nos-da-metautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/ponto-de-inflexao-apagao-forcou-producao-a-gas-e-afasta-nos-da-metautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"&#8220;Ponto de inflex\u00e3o&#8221;. Apag\u00e3o for\u00e7ou produ\u00e7\u00e3o a g\u00e1s (e"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_680ffbcda956d.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    Segundo a an\u00e1lise da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Energias Renov\u00e1veis (APREN), 2025 marcou &#8220;um ponto de inflex\u00e3o no setor el\u00e9trico nacional&#8221;, ap\u00f3s v\u00e1rios anos de crescimento sustentado, com recuo da produ\u00e7\u00e3o e da incorpora\u00e7\u00e3o de eletricidade de origem renov\u00e1vel e desacelera\u00e7\u00e3o na instala\u00e7\u00e3o de nova capacidade.<\/p>\n<p>                                                    De acordo com os dados divulgados, a incorpora\u00e7\u00e3o renov\u00e1vel acumulada no consumo caiu para 68%, ficando abaixo do objetivo de 86% definido para 2025 e dos 93% previstos para 2030 no Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC 2030), evidenciando &#8220;um desfasamento relevante&#8221; face \u00e0s metas nacionais.<br \/>\n                                                    Em comunicado, a associa\u00e7\u00e3o explica que esta redu\u00e7\u00e3o resulta, em grande medida, do aumento da produ\u00e7\u00e3o a partir de g\u00e1s natural ap\u00f3s o apag\u00e3o registado em 28 de abril.<br \/>\n                                                    Em termos globais, a produ\u00e7\u00e3o total de eletricidade em Portugal continental atingiu 48.903 gigawatts-hora em 2025, mais 7,2% do que no ano anterior, mas a quota de eletricidade de origem renov\u00e1vel recuou 4,9 pontos percentuais, para 75,6%.<br \/>\n                                                    &#8220;Pela primeira vez, desde 2022, assistimos a uma redu\u00e7\u00e3o na incorpora\u00e7\u00e3o renov\u00e1vel&#8221;, refere a APREN, sublinhando que, entre maio e agosto de 2025, a produ\u00e7\u00e3o dos ciclos combinados &#8220;quase quadruplicou&#8221; face ao per\u00edodo hom\u00f3logo de 2024, com um aumento de 391%.<br \/>\n                                                    No que respeita \u00e0s trocas internacionais de eletricidade, a associa\u00e7\u00e3o refere que se observou uma redu\u00e7\u00e3o do saldo importador face a 2024, com uma varia\u00e7\u00e3o de -11,1%, passando de 10.442 gigawatts-hora para 9.284 gigawatts-hora, uma evolu\u00e7\u00e3o que se afirmou &#8220;maioritariamente depois do apag\u00e3o registado em abril,<br \/>\n                                                    Segundo a APREN, ap\u00f3s esse evento verificou-se &#8220;uma interrup\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria da utiliza\u00e7\u00e3o das interliga\u00e7\u00f5es com Espanha&#8221;, cuja retoma ocorreu de forma gradual e inicialmente com limita\u00e7\u00f5es de capacidade, o que contribuiu para um maior esfor\u00e7o de produ\u00e7\u00e3o nacional.<br \/>\n                                                    A produ\u00e7\u00e3o renov\u00e1vel foi assegurada sobretudo pelas centrais h\u00eddricas, com 29,7% da produ\u00e7\u00e3o total, pela energia e\u00f3lica, com 27,6%, e pela solar fotovoltaica, que representou 12,6%, correspondendo a 6.143 gigawatts-hora e a um aumento de 1,8 pontos percentuais face a 2024.<br \/>\n                                                    Apesar disso, a APREN alerta para um forte abrandamento da instala\u00e7\u00e3o de nova pot\u00eancia renov\u00e1vel, referindo que, com exce\u00e7\u00e3o do solar fotovoltaico, &#8220;as restantes tecnologias renov\u00e1veis t\u00eam sofrido um abrandamento muito significativo na instala\u00e7\u00e3o de nova capacidade, tendo aumentado apenas 1,2 % de 2023 para 2024, e 0,03% de 2024 para 2025&#8221;.<br \/>\n                                                    No caso do solar, entre janeiro e novembro de 2025 foram instalados 893 megawatts, abaixo dos 1,34 gigawatts registados no mesmo per\u00edodo do ano anterior, ainda que em junho esta fonte tenha sido, pela primeira vez, a principal tecnologia de gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, com uma quota de 21%.<br \/>\n                                                    Para o presidente da dire\u00e7\u00e3o da APREN, Pedro Amaral Jorge, &#8220;o ritmo atual de crescimento da instala\u00e7\u00e3o de pot\u00eancia el\u00e9trica com base em fontes de energias renov\u00e1veis est\u00e1 aqu\u00e9m do necess\u00e1rio para responder simultaneamente aos desafios clim\u00e1ticos, socioecon\u00f3micos e de competitividade das empresas do pa\u00eds&#8221;.<br \/>\n                                                    O respons\u00e1vel acrescenta que &#8220;o setor da energia tem um potencial claro para se afirmar como um dos principais motores do desenvolvimento nacional, podendo representar entre 16% e 18% do PIB em 2035&#8221;, mas isso exige &#8220;uma vis\u00e3o estrat\u00e9gica e decis\u00f5es consistentes&#8221;.<br \/>\n                                                    A associa\u00e7\u00e3o destaca ainda que o aumento da produ\u00e7\u00e3o el\u00e9trica de origem f\u00f3ssil levou a um crescimento estimado de 36,5% das emiss\u00f5es de gases com efeito de estufa do setor eletroprodutor, passando de 1,82 milh\u00f5es de toneladas de di\u00f3xido de carbono em 2024 para 2,9 milh\u00f5es de toneladas em 2025.<br \/>\n                                                    Apesar do abrandamento registado, a APREN sublinha que as energias renov\u00e1veis permitiram evitar, em 2025, a emiss\u00e3o de 10,8 milh\u00f5es de toneladas de di\u00f3xido de carbono equivalente e gerar poupan\u00e7as de 710 milh\u00f5es de euros em licen\u00e7as de emiss\u00e3o, al\u00e9m de reduzir as importa\u00e7\u00f5es de combust\u00edveis f\u00f3sseis em 873 milh\u00f5es de euros.<br \/>\n                                                    A associa\u00e7\u00e3o aponta como principais entraves ao crescimento a &#8220;inefici\u00eancia persistente&#8221; dos processos de licenciamento el\u00e9trico, ambiental e municipal, defendendo a necessidade de uma transposi\u00e7\u00e3o eficaz da diretiva europeia das renov\u00e1veis e de um enquadramento regulat\u00f3rio &#8220;est\u00e1vel e previs\u00edvel&#8221; para acelerar o investimento.<br \/>\n                                                    Leia Tamb\u00e9m: Multa de 6.000 euros para m\u00e9dicos condenados por morte de rec\u00e9m-nascido no Porto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo a an\u00e1lise da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Energias Renov\u00e1veis (APREN), 2025 marcou &#8220;um ponto de inflex\u00e3o no setor el\u00e9trico nacional&#8221;, ap\u00f3s v\u00e1rios anos de crescimento sustentado, com recuo da produ\u00e7\u00e3o e da incorpora\u00e7\u00e3o de eletricidade de origem renov\u00e1vel e desacelera\u00e7\u00e3o na instala\u00e7\u00e3o de nova capacidade. 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