{"id":1199,"date":"2025-07-23T20:57:41","date_gmt":"2025-07-23T20:57:41","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/patroes-insistem-no-fim-das-restricoes-a-outsourcing-sindicatos-contrautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-07-23T20:57:41","modified_gmt":"2025-07-23T20:57:41","slug":"patroes-insistem-no-fim-das-restricoes-a-outsourcing-sindicatos-contrautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/patroes-insistem-no-fim-das-restricoes-a-outsourcing-sindicatos-contrautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Patr\u00f5es insistem no fim das restri\u00e7\u00f5es a &#8216;outsourcing&#8217;."},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_660fb6c2471c4.jpg\" \/><br \/>O Governo re\u00fane-se esta quinta-feira, em concerta\u00e7\u00e3o social, com os parceiros sociais e a legisla\u00e7\u00e3o laboral dever\u00e1 marcar a agenda.  O fim das restri\u00e7\u00f5es ao &#8216;outsourcing&#8217; (contrata\u00e7\u00e3o de trabalho externo) trazidas pela Agenda do Trabalho Digno \u00e9 uma das medidas que as confedera\u00e7\u00f5es querem ver discutidas, apesar de o Tribunal Constitucional ter vindo, no in\u00edcio do m\u00eas, assegurar que a norma \u00e9 constitucional. &#8220;Ainda que caiba no largo espetro da Constitui\u00e7\u00e3o, (a restri\u00e7\u00e3o) n\u00e3o cabe nas boas pr\u00e1ticas da liberdade de contrata\u00e7\u00e3o&#8221;, argumenta o presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Empresarial de Portugal (CIP), Armindo Monteiro, \u00e0 Lusa, acrescentando que n\u00e3o entende &#8220;como \u00e9 que uma economia livre pro\u00edbe que se possa subcontratar livremente&#8221;. A posi\u00e7\u00e3o \u00e9 partilhada pelo presidente Confedera\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os de Portugal (CCP) que,&#8221;independentemente&#8221; do entendimento do pal\u00e1cio de Ratton&#8221;, insiste que &#8220;a norma n\u00e3o tem qualquer nexo&#8221;. &#8220;O &#8216;outsourcing&#8217; \u00e9, hoje em dia, uma forma de rela\u00e7\u00e3o cada vez mais importante para as empresas para dar flexibilidade face per\u00edodos de excesso de trabalho&#8221;, afirma Jo\u00e3o Vieira Lopes. Segundo esta altera\u00e7\u00e3o ao C\u00f3digo do Trabalho, que entrou em vigor em 2023, &#8220;n\u00e3o \u00e9 permitido recorrer \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os externos a entidade terceira para satisfa\u00e7\u00e3o de necessidades que foram asseguradas por trabalhador cujo contrato tenha cessado nos 12 meses anteriores por despedimento coletivo ou despedimento por extin\u00e7\u00e3o de posto de trabalho&#8221;. O fim destas restri\u00e7\u00f5es \u00e9, segundo o jornal &#8216;online&#8217; ECO, uma das altera\u00e7\u00f5es que o Governo vai apresentar aos parceiros sociais na reuni\u00e3o de quinta-feira, a par com a cria\u00e7\u00e3o de um novo regime para aquisi\u00e7\u00e3o de f\u00e9rias com perda de sal\u00e1rio, mas sem penaliza\u00e7\u00f5es na atribui\u00e7\u00e3o de outros benef\u00edcios, e a defini\u00e7\u00e3o de uma percentagem de servi\u00e7os m\u00ednimos \u00e0s greves. A Lusa questionou na ter\u00e7a-feira o Minist\u00e9rio do Trabalho, Solidariedade e Seguran\u00e7a Social sobre estas propostas, mas at\u00e9 ao momento n\u00e3o obteve resposta. A avan\u00e7ar ter\u00e1 a oposi\u00e7\u00e3o das centrais sindicais. &#8220;A UGT bateu-se fortemente por esta norma e vai continuar&#8221;, assegura o secret\u00e1rio-geral adjunto desta central sindical, S\u00e9rgio Monte, sublinhando que esta &#8220;\u00e9 uma medida de combate \u00e0 precariedade&#8221;. &#8220;\u00c9 mais uma das ferramentas que eles (Governo) querem atacar&#8221;, aponta o secret\u00e1rio-geral da CGTP, Tiago Oliveira, sublinhando que vai bater-se pela sua manuten\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m das restri\u00e7\u00f5es ao &#8216;outsourcing&#8217;, h\u00e1 outras medidas previstas na Agenda do Trabalho Digno que a CIP quer ver revogadas e que vai propor na concerta\u00e7\u00e3o social, nomeadamente as relacionadas com &#8220;os cr\u00e9ditos irrenunci\u00e1veis&#8221;, bem como com &#8220;a organiza\u00e7\u00e3o dos tempos de trabalho&#8221;, indica Armindo Monteiro. J\u00e1 a CCP quer trazer para o centro de debate quest\u00f5es relacionadas com o teletrabalho, banco de horas, bem como medidas de \u00e2mbito fiscal, para que estas \u00faltimas possam ser discutidas &#8220;em profundidade&#8221; at\u00e9 setembro e \u00e0 luz do Or\u00e7amento de Estado para 2026. Por sua vez, as centrais sindicais colocam o foco na valoriza\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios. &#8220;Temos dois milh\u00f5es de pessoas que, mesmo recebendo apoios sociais, se mant\u00eam no limiar da pobreza&#8221;, refere o secret\u00e1rio-geral da CGTP, \u00e0 Lusa, sublinhado que este indicador &#8220;\u00e9 revelador das dificuldades&#8221; que os portugueses sentem e insistindo ainda para &#8220;a revoga\u00e7\u00e3o das normas do C\u00f3digo de Trabalho que permitem a caducidade da contrata\u00e7\u00e3o coletiva&#8221;. &#8220;Achamos que \u00e9 a altura de refor\u00e7ar os termos do acordo (de rendimentos) e, para n\u00f3s, como \u00e9 \u00f3bvio, os sal\u00e1rios s\u00e3o a primeira grande prioridade&#8221;, defende o secret\u00e1rio-geral adjunto da UGT, disponibilizando-se para discutir a trajet\u00f3ria do sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional para cobrir toda a legislatura, dado que o acordo atual s\u00f3 vai at\u00e9 2028. O Governo j\u00e1 vai colocar como meta que a retribui\u00e7\u00e3o m\u00ednima atinja os 1.100 em 2029. No programa de Governo, o executivo abriu a porta a dar &#8220;maior flexibilidade no gozo de f\u00e9rias por iniciativa do trabalhador&#8221;, com a possibilidade de comprar dias de f\u00e9rias, &#8220;com um limite a definir contratualmente entre as partes&#8221;. As centrais sindicais demonstram-se abertas a discutir a proposta, mas assumem que preferiam que fosse retomado o mecanismo abolido com a &#8216;troika&#8217; em que era permitido uma majora\u00e7\u00e3o dos dias de f\u00e9rias em fun\u00e7\u00e3o da antiguidade ou da assiduidade. Para a UGT, o mecanismo que o Governo quer implementar de possibilidade de comprar dias de f\u00e9rias acarreta &#8220;riscos&#8221; e cria &#8220;desigualdades&#8221;, dado que &#8220;um trabalhador que receba o sal\u00e1rio m\u00ednimo n\u00e3o ter\u00e1 tantas hip\u00f3teses de comprar f\u00e9rias como um trabalhador que tenha um sal\u00e1rio superior&#8221;. J\u00e1 do lado das confedera\u00e7\u00f5es empresariais, a CIP v\u00ea com bons olhos a medida, mas refere que &#8220;a pr\u00f3pria designa\u00e7\u00e3o de compra de f\u00e9rias est\u00e1 errada porque, efetivamente, n\u00e3o se trata de comprar f\u00e9rias, mas de permitir uma falta justificada&#8221;, ou seja, de &#8220;criar uma forma de o trabalhador n\u00e3o prestar o seu servi\u00e7o, mas sem que isso tenha qualquer perda de direitos&#8221;, como os relacionados com os pr\u00e9mios de assiduidade ou de desempenho. E recusa um aumento do n\u00famero de dias de f\u00e9rias permitidos, indicando que os 22 dias \u00fateis s\u00e3o o &#8216;standard&#8217; da generalidade dos pa\u00edses da OCDE. J\u00e1 a CCP sublinha que est\u00e1 &#8220;aberta a discutir&#8221;, mas entende que esta medida j\u00e1 est\u00e1 prevista na lei atrav\u00e9s do &#8220;formato de licen\u00e7a sem vencimento&#8221;. A Lusa contactou tamb\u00e9m a Confedera\u00e7\u00e3o dos Agricultores de Portugal e a Confedera\u00e7\u00e3o do Turismo de Portugal, que n\u00e3o prestaram declara\u00e7\u00f5es. Leia Tamb\u00e9m: D\u00edvida das fam\u00edlias, empresas e Estado aumenta para 893.100 milh\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Governo re\u00fane-se esta quinta-feira, em concerta\u00e7\u00e3o social, com os parceiros sociais e a legisla\u00e7\u00e3o laboral dever\u00e1 marcar a agenda. O fim das restri\u00e7\u00f5es ao &#8216;outsourcing&#8217; (contrata\u00e7\u00e3o de trabalho externo) trazidas pela Agenda do Trabalho Digno \u00e9 uma das medidas que as confedera\u00e7\u00f5es querem ver discutidas, apesar de o Tribunal Constitucional ter vindo, no in\u00edcio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1200,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-1199","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1199","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1199"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1199\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1200"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1199"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1199"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1199"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}