{"id":12154,"date":"2026-01-17T10:55:48","date_gmt":"2026-01-17T10:55:48","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/cip-sauda-uemercosul-e-pede-politicas-publicas-para-abrir-mercadosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-01-17T10:55:48","modified_gmt":"2026-01-17T10:55:48","slug":"cip-sauda-uemercosul-e-pede-politicas-publicas-para-abrir-mercadosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/cip-sauda-uemercosul-e-pede-politicas-publicas-para-abrir-mercadosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"CIP sa\u00fada UE\/Mercosul e pede pol\u00edticas p\u00fablicas para &#8220;abrir"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_692836761898d.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    O Conselho da Uni\u00e3o Europeia anunciou, em 09 de janeiro, a aprova\u00e7\u00e3o do acordo comercial com quatro pa\u00edses do Mercosul, que vai eliminar as tarifas sobre 91% das exporta\u00e7\u00f5es da UE ao longo de 15 anos, enquanto acabam, progressivamente, as tarifas sobre 92% das exporta\u00e7\u00f5es do Mercosul num per\u00edodo de at\u00e9 10 anos. Em comunicado hoje divulgado, a Confedera\u00e7\u00e3o Empresarial de Portugal (CIP) afirma que o acordo abre &#8220;grandes perspetivas de crescimento econ\u00f3mico nos dois lados do Atl\u00e2ntico&#8221; e \u00e9 &#8220;uma boa not\u00edcia para as empresas&#8221; da Uni\u00e3o Europeia (UE), dado que &#8220;representa uma oportunidade para reverter o arrefecimento gen\u00e9rico que se verificou nos mercados ao longo de 2025&#8221;, o qual, segundo a confedera\u00e7\u00e3o, foi &#8220;agravado&#8221; pela pol\u00edtica tarif\u00e1ria dos EUA. Para a CIP, &#8220;as dificuldades sentidas, quer pelos pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia, quer pelos pa\u00edses do Mercosul, na rela\u00e7\u00e3o comercial com os Estados Unidos desde que Donald Trump voltou \u00e0 Casa Branca, podem, a partir de 2026, ser compensadas pelo alargamento dos mercados para as empresas \u00e0s geografias do outro lado do Atl\u00e2ntico&#8221;. Neste contexto, a confedera\u00e7\u00e3o apela para que a UE e os seus Estados-membros invistam em pol\u00edticas p\u00fablicas que permitam &#8220;abrir novos mercados&#8221;. &#8220;\u00c9 fundamental que os governos, o Conselho Europeu e a Comiss\u00e3o Europeia cumpram as promessas de reformas que fizeram, por forma a permitir que as empresas invistam e criem empregos&#8221;, afirma o presidente da CIP, citado na mesma nota. &#8220;A diversifica\u00e7\u00e3o comercial deve ser o foco essencial dos governos e das empresas europeias nos pr\u00f3ximos anos, utilizando todo o potencial de crescimento que o acordo UE-Mercosul representa&#8221;, defende Armindo Monteiro. Segundo a CIP, a soma dos mercados da UE com o Mercosul &#8220;representa um produto interno bruto (PIB) combinado de cerca de 20 bili\u00f5es de euros&#8221;, e &#8220;reunir\u00e1 700 milh\u00f5es de consumidores e passar\u00e1 a representar 25% das trocas globais&#8221;. No que toca especificamente ao mercado portugu\u00eas, o presidente da CIP defende que &#8220;as empresas portuguesas t\u00eam qualidades e instrumentos para aumentar o valor acrescentado das suas vendas, melhorando de forma substancial as quotas de mercado na Am\u00e9rica Latina&#8221;. Apesar de sublinhar que &#8220;Portugal tem com o mercado do Mercosul uma rela\u00e7\u00e3o desequilibrada&#8221;, com as importa\u00e7\u00f5es a excederem as exporta\u00e7\u00f5es, a confedera\u00e7\u00e3o dos &#8216;patr\u00f5es&#8217; acredita que as empresas nacionais t\u00eam &#8220;instrumentos, compet\u00eancias e din\u00e2mica&#8221; para inverter esta tend\u00eancia e melhorar &#8220;de forma substancial as quotas de mercado na Am\u00e9rica Latina&#8221;. A confedera\u00e7\u00e3o aponta &#8220;a l\u00edngua e a proximidade cultural&#8221; como uma &#8220;vantagem relevante&#8221;, dado que &#8220;dos 270 milh\u00f5es de consumidores que representa o mercado do Mercosul, cerca de 215 milh\u00f5es est\u00e3o no Brasil e falam portugu\u00eas&#8221;. A CIP, considera, por isso, este acordo uma &#8220;oportunidade estrat\u00e9gica&#8221; para acelerar a transi\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria nacional &#8220;para uma economia mais tecnol\u00f3gica, mais digital, com maior sustentabilidade energ\u00e9tica e ambiental&#8221;. &#8220;Estas s\u00e3o grandes vantagens competitivas que importa afirmar e desenvolver: a sustentabilidade e a circularidade s\u00e3o fundamentais para que o tecido empresarial de Portugal possa competir na Am\u00e9rica Latina com o dinamismo econ\u00f3mico americano e asi\u00e1tico&#8221;, conclui. A assinatura do acordo comercial no Gran Teatro Jos\u00e9 Asunci\u00f3n Flores, do Banco Central do Paraguai, contar\u00e1 com a presen\u00e7a da presidente da Comiss\u00e3o Europeia, Ursula von der Leyen, do presidente do Conselho Europeu, Ant\u00f3nio Costa, dos ministros os Neg\u00f3cios Estrangeiros dos pa\u00edses que comp\u00f5em o Mercosul e ainda do atual l\u00edder do bloco sul-americano, o Presidente do Paraguai, Santiago Pe\u00f1a. Leia Tamb\u00e9m: UE\/Mercosul: Acordo \u00e9 &#8220;\u00faltima chance&#8221; de o Atl\u00e2ntico &#8220;manter relev\u00e2ncia&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Conselho da Uni\u00e3o Europeia anunciou, em 09 de janeiro, a aprova\u00e7\u00e3o do acordo comercial com quatro pa\u00edses do Mercosul, que vai eliminar as tarifas sobre 91% das exporta\u00e7\u00f5es da UE ao longo de 15 anos, enquanto acabam, progressivamente, as tarifas sobre 92% das exporta\u00e7\u00f5es do Mercosul num per\u00edodo de at\u00e9 10 anos. 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