{"id":12391,"date":"2026-01-19T13:02:19","date_gmt":"2026-01-19T13:02:19","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/portugal-foi-5-pais-da-ue-com-mais-receitas-de-turistas-estrangeirosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-01-19T13:02:19","modified_gmt":"2026-01-19T13:02:19","slug":"portugal-foi-5-pais-da-ue-com-mais-receitas-de-turistas-estrangeirosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/portugal-foi-5-pais-da-ue-com-mais-receitas-de-turistas-estrangeirosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Portugal foi 5.\u00ba pa\u00eds da UE com mais receitas de turistas"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/45445462.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    Segundo uma an\u00e1lise divulgada hoje pelo Banco de Portugal (BdP) sobre o impacto do turismo na balan\u00e7a de pagamentos portuguesa, se relacionadas as receitas externas do turismo com o Produto Interno Bruto (PIB), Portugal sobe para quarto lugar entre os pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia (UE) em que o turismo internacional tem maior peso na economia, apenas superado pela Cro\u00e1cia, Malta e Chipre. Da an\u00e1lise resulta ainda que Portugal foi o pa\u00eds da UE que, entre 2010 e 2024, registou o maior aumento das exporta\u00e7\u00f5es de turismo (receitas da rubrica de viagens e turismo geradas por turistas n\u00e3o residentes) em percentagem do PIB, de cinco pontos percentuais. O Reino Unido, Fran\u00e7a, Alemanha e Espanha s\u00e3o tradicionalmente os principais mercados de origem das receitas do turismo internacional portugu\u00eas, mas, em 2026, os EUA entraram para este grupo e, em 2024, ultrapassaram mesmo a Espanha, passando a ocupar o quarto lugar. Neste per\u00edodo, o peso dos turistas norte-americanos nas exporta\u00e7\u00f5es de turismo aumentou de menos de 4% para mais de 10%, precisa o BdP. De registar ainda um crescimento das receitas provenientes do conjunto de mercados menos relevantes, que passaram de 29% para 33%, &#8220;refor\u00e7ando a tend\u00eancia de maior diversifica\u00e7\u00e3o na origem das receitas do turismo internacional&#8221;. E se o ver\u00e3o continua a ser o per\u00edodo com maiores exporta\u00e7\u00f5es de turismo, o seu peso relativo tem vindo a diminuir: Embora entre 2014 e 2024 as exporta\u00e7\u00f5es de turismo tenham crescido em todos os meses do ano, verificou-se uma redu\u00e7\u00e3o na import\u00e2ncia relativa dos meses de ver\u00e3o (junho, julho, agosto e setembro). Em 2014 estes quatro meses representavam 49% do total do ano, percentagem que recuou para 47% em 2024, com a maior queda a ocorrer em agosto, cujo peso desceu de 18% para 15%. Numa an\u00e1lise retrospetiva, o BdP destaca que o turismo de n\u00e3o residentes &#8220;tem desempenhado um papel relevante na economia portuguesa, marcado por v\u00e1rios momentos decisivos desde a d\u00e9cada de 1960&#8221;. Assim, nos anos 60 as receitas de viagens e turismo &#8220;cresceram de forma expressiva, num contexto de desenvolvimento econ\u00f3mico e maior estabilidade internacional&#8221;, e impulsionadas pelo progresso nos transportes, melhoria das infraestruturas tur\u00edsticas e aumento do n\u00edvel de vida. Nesse per\u00edodo, as exporta\u00e7\u00f5es de turismo atingiram 6% do PIB. Em 1974, a instabilidade pol\u00edtica provocou &#8220;um recuo significativo&#8221; da atividade tur\u00edstica, mas durante a d\u00e9cada seguinte o setor recuperou para n\u00edveis pr\u00f3ximos dos registados nos anos 60, &#8220;impulsionado pela massifica\u00e7\u00e3o do turismo balnear&#8221;. Durante as d\u00e9cadas de 1990 e 2000, o BdP relata uma redu\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es de turismo, &#8220;refletindo a crescente concorr\u00eancia de destinos alternativos mais competitivos&#8221;, tendo esta rubrica estabilizado nos 4% do PIB nesse per\u00edodo. J\u00e1 a partir de 2010 estas receitas retomaram um crescimento acentuado, apenas interrompido pela pandemia de covid-19, tendo mais do que duplicado de 4,2% do PIB em 2010 para 9,6% em 2024. Em contrapartida, as despesas de turistas portugueses no estrangeiro &#8220;t\u00eam-se mantido historicamente mais baixas&#8221;, situando-se perto de 2% do PIB nas d\u00e9cadas de 1960 e 1990 e tendo ultrapassado esse valor apenas nos anos mais recentes, atingindo 2,4% em 2024. &#8220;Assim &#8212; destaca o BdP &#8211; a evolu\u00e7\u00e3o do saldo do turismo na balan\u00e7a de pagamentos portuguesa tem resultado sobretudo do forte desempenho das receitas geradas pelo setor em Portugal, que cresceram de forma mais acentuada do que as despesas dos turistas portugueses no exterior&#8221;. No per\u00edodo mais recente, o saldo da rubrica de viagens e turismo conduziu a um saldo positivo da balan\u00e7a comercial portuguesa (diferen\u00e7a entre exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es de bens e servi\u00e7os), com a balan\u00e7a comercial a registar em 2012 o seu primeiro valor positivo desde o in\u00edcio da s\u00e9rie estat\u00edstica, numa trajet\u00f3ria que se manteve at\u00e9 ser temporariamente interrompida pela pandemia. Neste contexto, o BdP salienta que o saldo positivo da balan\u00e7a comercial &#8220;tem sido determinante&#8221; para o retorno a saldos positivos nas balan\u00e7as corrente e de capital portuguesa, algo que n\u00e3o se verificava desde 1993, indicando estes saldos que Portugal tem registado capacidade l\u00edquida de financiar o exterior. Leia Tamb\u00e9m: Espanha regista recorde de turistas em 2025. Foram 97 milh\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo uma an\u00e1lise divulgada hoje pelo Banco de Portugal (BdP) sobre o impacto do turismo na balan\u00e7a de pagamentos portuguesa, se relacionadas as receitas externas do turismo com o Produto Interno Bruto (PIB), Portugal sobe para quarto lugar entre os pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia (UE) em que o turismo internacional tem maior peso na economia, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12392,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-12391","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12391","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12391"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12391\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12392"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12391"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12391"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12391"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}