{"id":12747,"date":"2026-01-22T21:07:34","date_gmt":"2026-01-22T21:07:34","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/cgtp-quer-revogar-bancos-de-horas-e-adaptabilidade-laboralutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-01-22T21:07:34","modified_gmt":"2026-01-22T21:07:34","slug":"cgtp-quer-revogar-bancos-de-horas-e-adaptabilidade-laboralutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/cgtp-quer-revogar-bancos-de-horas-e-adaptabilidade-laboralutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"CGTP quer revogar bancos de horas e adaptabilidade laboral"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_696692492c62b.webp?crop_params=eyJsYW5kc2NhcGUiOnsiY3JvcFdpZHRoIjoyNTYwLCJjcm9wSGVpZ2h0IjoxNDQwLCJjcm9wWCI6MCwiY3JvcFkiOjIxMn19\" \/><\/p>\n<p>                                                    Estas propostas constam do documento entregue \u00e0 ministra do Trabalho, Solidariedade e Seguran\u00e7a Social, na reuni\u00e3o bilateral realizada a 3 de setembro, em resposta ao anteprojeto de revis\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o laboral apresentado pelo Governo a 24 de julho.<\/p>\n<p>                                                    No documento, a central sindical liderada por Tiago Oliveira defende a revoga\u00e7\u00e3o do regime da caducidade e sobrevig\u00eancia da contrata\u00e7\u00e3o coletiva, &#8220;substituindo-o por um regime que garanta a continuidade da vig\u00eancia dos instrumentos de regulamenta\u00e7\u00e3o coletiva negocial enquanto n\u00e3o forem substitu\u00eddos por outros, negociados livremente entre as partes, assegurando que n\u00e3o existem condicionamento ou constrangimentos que limitem a liberdade negocial&#8221;, assim como a consagra\u00e7\u00e3o &#8220;em toda a sua plenitude&#8221; do princ\u00edpio do tratamento mais favor\u00e1vel.<br \/>\n                                                    No que tocam a medidas que visam a parentalidade, a CGTP quer &#8220;revogar os regimes de adaptabilidade e de bancos de horas&#8221;, alargar o regime de hor\u00e1rio flex\u00edvel de trabalhadores com responsabilidades familiares previsto no C\u00f3digo do Trabalho, &#8220;abrangendo os que t\u00eam filhos at\u00e9 16 anos de idade e os cuidadores informais&#8221;, bem como limitar &#8220;as possibilidades de recusa de concess\u00e3o deste regime por parte das entidades patronais&#8221;, l\u00ea-se no documento, que foi hoje divulgado pela CGTP \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o social.<br \/>\n                                                    Por outro lado, quer limitar os &#8220;regimes de trabalho noturno, de trabalho por turnos e de labora\u00e7\u00e3o cont\u00ednua a atividades caracterizadas pela real e efetiva necessidade de assegurar a continuidade do servi\u00e7o ou produ\u00e7\u00e3o&#8221;.<br \/>\n                                                    Neste \u00e2mbito, quer, entre outras medidas, instituir um &#8220;limite m\u00e1ximo&#8221; que &#8220;garanta ao trabalhador o direito de n\u00e3o prestar trabalho&#8221; noturno ou por turno &#8220;durante toda a sua vida ativa&#8221;.<br \/>\n                                                    No que toca aos contratos, a CGTP quer limitar os motivos justificativos da celebra\u00e7\u00e3o de contratos a termo &#8220;\u00e0s situa\u00e7\u00f5es de substitui\u00e7\u00e3o de trabalhadores temporariamente impedidos de prestar atividade e a situa\u00e7\u00f5es de acr\u00e9scimo de atividade&#8221; e revogar os regimes dos contratos de trabalho de muito curta dura\u00e7\u00e3o.<br \/>\n                                                    Ao mesmo tempo, defende que se sejam aplicadas aos trabalhadores independentes em situa\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia econ\u00f3mica &#8220;todas as normas legais aplic\u00e1veis aos trabalhadores por conta de outrem&#8221; e que estes sejam integrados &#8220;no regime geral da seguran\u00e7a social dos trabalhadores por conta de outrem&#8221;.<br \/>\n                                                    No documento entregue ao Governo, a central sindical defende ainda que o regime de compensa\u00e7\u00e3o da cessa\u00e7\u00e3o de contrato de trabalho por despedimento coletivo, por extin\u00e7\u00e3o do posto de trabalho e por inadapta\u00e7\u00e3o seja alterado, &#8220;estabelecendo o valor da compensa\u00e7\u00e3o em 30 dias de retribui\u00e7\u00e3o base e diuturnidades por cada ano de antiguidade&#8221;.<br \/>\n                                                    A CGTP prop\u00f5e ainda que seja garantido &#8220;o direito de livre e pleno exerc\u00edcio de atividade sindical nas empresas e em todos os locais de trabalho&#8221;, independentemente da exist\u00eancia de organiza\u00e7\u00e3o sindical, &#8220;sem restri\u00e7\u00f5es ou limita\u00e7\u00f5es de tempo e sem que as entidades patronais possam obstar ao desempenho dessas atividades&#8221;.<br \/>\n                                                    Entre as v\u00e1rias medidas apresentadas, constam ainda reivindica\u00e7\u00f5es antigas como a redu\u00e7\u00e3o do &#8220;per\u00edodo normal de trabalho para as 35 horas semanais sem perda de retribui\u00e7\u00e3o, para todos os trabalhadores&#8221;, bem como a consagra\u00e7\u00e3o de 25 dias \u00fateis de f\u00e9rias.<br \/>\n                                                    A ministra do Trabalho tem vindo a reiterar que a CGTP se tem colocado \u00e0 margem das negocia\u00e7\u00f5es, enquanto a central sindical rejeita estas cr\u00edticas, indicando que o Governo n\u00e3o acolheu qualquer das suas propostas e &#8220;bloqueou&#8221; a discuss\u00e3o.<br \/>\n                                                    Desde que o anteprojeto foi apresentado, a 24 de julho, a CGTP tem realizado v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es de luta para exigir a retirada da proposta, tendo hoje anunciado uma manifesta\u00e7\u00e3o para 28 de fevereiro.<br \/>\n                                                    A CGTP e a UGT levaram a cabo em 11 de dezembro uma greve geral contra a proposta do Governo, a quinta a juntar as duas centrais sindicais e o que n\u00e3o acontecia desde a paralisa\u00e7\u00e3o conjunta de 27 de junho de 2013.<br \/>\n                                                    Ap\u00f3s a paralisa\u00e7\u00e3o, a ministra do Trabalho convocou a UGT para uma reuni\u00e3o, tendo apresentado uma nova proposta, com algumas tend\u00eancias e novas medidas. N\u00e3o obstante, a CGTP diz que o Governo ainda n\u00e3o lhe fez chegar qualquer nova proposta, que n\u00e3o a inicial, apresentada a 24 de julho.<br \/>\n                                                    Leia Tamb\u00e9m: CGTP convoca protesto nacional para 28 de fevereiro contra lei laboral<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estas propostas constam do documento entregue \u00e0 ministra do Trabalho, Solidariedade e Seguran\u00e7a Social, na reuni\u00e3o bilateral realizada a 3 de setembro, em resposta ao anteprojeto de revis\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o laboral apresentado pelo Governo a 24 de julho. 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