{"id":13722,"date":"2026-02-05T00:58:35","date_gmt":"2026-02-05T00:58:35","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/lei-laboral-ugt-entrega-contraproposta-com-linhas-vermelhasutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-02-05T00:58:35","modified_gmt":"2026-02-05T00:58:35","slug":"lei-laboral-ugt-entrega-contraproposta-com-linhas-vermelhasutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/lei-laboral-ugt-entrega-contraproposta-com-linhas-vermelhasutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Lei laboral? UGT entrega contraproposta com &#8220;linhas"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_693b17384fd1b.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    &#8220;Esse anteprojeto, pelo manifesto desequil\u00edbrio que apresenta, com a totalidade das propostas a favorecerem o lado empregador, e pelos conte\u00fados gravosos que cont\u00e9m, com cortes de direitos em \u00e1reas centrais para os trabalhadores e os seus representantes, mereceu desde logo o rotundo n\u00e3o da UGT e dos seus sindicatos&#8221;, l\u00ea-se na contraproposta entregue hoje ao Governo e que a Lusa teve acesso. No documento, intitulado &#8220;Trabalho com Direitos XXI&#8221;, com mais de 30 p\u00e1ginas, a UGT sinaliza que &#8220;tem linhas vermelhas e em mat\u00e9rias como o banco de horas, a contrata\u00e7\u00e3o a termo, os despedimentos, o &#8216;outsourcing&#8217; (contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os a terceiros), a transmiss\u00e3o de estabelecimento, o trabalho n\u00e3o declarado, a negocia\u00e7\u00e3o coletiva, a greve ou a atividade sindical na empresa as propostas, tal como apresentadas, s\u00e3o inaceit\u00e1veis&#8221;. A central sindical lembra ainda que esta &#8220;posi\u00e7\u00e3o de n\u00e3o partilha da vis\u00e3o do Governo&#8221; para a lei laboral foi &#8220;expressa&#8221; num parecer emitido em setembro do ano passado e afirma que a &#8220;intransig\u00eancia negocial&#8221; do executivo levou \u00e0 greve geral em converg\u00eancia com a CGTP de 11 de dezembro. &#8220;Diga-se, ali\u00e1s, que tal intransig\u00eancia s\u00f3 foi atenuada com a apresenta\u00e7\u00e3o de um novo documento pelo Governo, informal e sem respostas \u00e0s quest\u00f5es centrais que continuam em cima da mesa&#8221;, sublinha. No que toca \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o por despedimento coletivo, a UGT prop\u00f5e o trabalhador passe a ter direito a uma &#8220;compensa\u00e7\u00e3o correspondente a um m\u00eas de retribui\u00e7\u00e3o base e diuturnidades por cada ano completo de antiguidade&#8221;, sendo que esta &#8220;n\u00e3o pode ser inferior a tr\u00eas meses de retribui\u00e7\u00e3o base e diuturnidades&#8221;. De recordar que na nova proposta entregue pela UGT ao Governo, o executivo admitia aumentar de 14 para 15 dias (de remunera\u00e7\u00e3o por cada ano de antiguidade na empresa) a compensa\u00e7\u00e3o por despedimento coletivo. Na contraproposta entregue hoje ao Governo, a central sindical quer ainda mexer nos requisitos de despedimento por extin\u00e7\u00e3o de posto de trabalho, quando se verifique &#8220;uma pluralidade de postos de trabalho de conte\u00fado funcional id\u00eantico&#8221;. Nesse sentido, defende que &#8220;a decis\u00e3o do empregador deve observar, por refer\u00eancia aos respetivos titulares, a seguinte ordem de crit\u00e9rios relevantes e n\u00e3o discriminat\u00f3rios: menor antiguidade no posto de trabalho, menor antiguidade na categoria profissional, classe inferior da mesma categoria profissional, menor antiguidade na empresa&#8221;. Por outro lado, quer acrescentar o &#8220;trabalhador cuidador&#8221; \u00e0s situa\u00e7\u00f5es em que \u00e9 considerado que o despedimento por iniciativa do empregador \u00e9 il\u00edcito, &#8220;se n\u00e3o for solicitado o parecer pr\u00e9vio da entidade competente na \u00e1rea da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres&#8221;. A central sindical quer ainda aumentar a indemniza\u00e7\u00e3o em substitui\u00e7\u00e3o de reintegra\u00e7\u00e3o a pedido do trabalhador, propondo que o valor que ser\u00e1 definido pelo tribunal se situe &#8220;entre 30 e 60 dias de retribui\u00e7\u00e3o base e diuturnidades por cada ano completo ou fra\u00e7\u00e3o de antiguidade&#8221;, ao inv\u00e9s dos atuais entre 15 e 45 dias. J\u00e1 no que toca indemniza\u00e7\u00e3o em substitui\u00e7\u00e3o de reintegra\u00e7\u00e3o a pedido do empregador, caso a justi\u00e7a exclua a reintegra\u00e7\u00e3o, quer o montante a determinar pelo tribunal aumente para &#8220;entre 90 e 120 dias de retribui\u00e7\u00e3o base e diuturnidades por cada ano completo ou fra\u00e7\u00e3o de antiguidade&#8221;, ao inv\u00e9s dos atuais 30 a 60 dias e que esta n\u00e3o possa &#8220;ser inferior ao valor correspondente a nove meses de retribui\u00e7\u00e3o base e diuturnidades&#8221; (atualmente o limite s\u00e3o seis meses). Entre as v\u00e1rias dezenas de medidas, a UGT prop\u00f5e ainda mexidas no banco de horas grupal, bem como na dura\u00e7\u00e3o do trabalho de trabalhador noturno, a semana de quatro dias e a jornada cont\u00ednua para pais com filhos at\u00e9 12 anos, bem como o aumento das f\u00e9rias para 25 dias. Leia Tamb\u00e9m: Lei laboral? UGT a &#8220;finalizar&#8221; a contraproposta e apresenta-a em &#8220;breve&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Esse anteprojeto, pelo manifesto desequil\u00edbrio que apresenta, com a totalidade das propostas a favorecerem o lado empregador, e pelos conte\u00fados gravosos que cont\u00e9m, com cortes de direitos em \u00e1reas centrais para os trabalhadores e os seus representantes, mereceu desde logo o rotundo n\u00e3o da UGT e dos seus sindicatos&#8221;, l\u00ea-se na contraproposta entregue hoje ao [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11686,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-13722","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13722","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13722"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13722\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11686"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13722"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13722"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13722"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}