{"id":1378,"date":"2025-07-25T10:43:06","date_gmt":"2025-07-25T10:43:06","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/governo-abordou-cinco-candidatos-para-bdp-antes-de-alvaro-santos-pereirautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-07-25T10:43:06","modified_gmt":"2025-07-25T10:43:06","slug":"governo-abordou-cinco-candidatos-para-bdp-antes-de-alvaro-santos-pereirautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/governo-abordou-cinco-candidatos-para-bdp-antes-de-alvaro-santos-pereirautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Governo abordou cinco candidatos para BdP antes de \u00c1lvaro"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_672409234a5ff.jpg\" \/><br \/>Questionado sobre o assunto na quinta-feira, na confer\u00eancia de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros, o ministro da Presid\u00eancia contornou a quest\u00e3o, garantindo apenas que \u00c1lvaro Santos Pereira era &#8220;a melhor escolha&#8221; para estar aos comandos do Banco de Portugal. Agora, sabe-se a resposta: o Governo recebeu cinco &#8216;negas&#8217; antes de fechar o nome do antigo ministro da Economia para pr\u00f3ximo governador do banco central.  A not\u00edcia \u00e9 avan\u00e7ada pelo Neg\u00f3cios, que revela que a primeira escolha do Governo de Lu\u00eds Montenegro foi o economista Ricardo Reis, que \u00e9 professor na London School of Economics (LSE), consultor do Banco de Inglaterra e tem sido um dos economistas muitas vezes ouvido pelo Banco Central Europeu (BCE) em quest\u00f5es relacionadas com infla\u00e7\u00e3o e impacto da pol\u00edtica monet\u00e1ria na economia. Ricardo Reis n\u00e3o ter\u00e1 propriamente rejeitado o convite, mas ter\u00e3o surgido incompatibilidades resultantes das regras de nomea\u00e7\u00e3o para o conselho de administra\u00e7\u00e3o do supervisor financeiro. Jo\u00e3o Cabral dos Santos, economista a trabalhar na Reserva Federal (Fed) de Nova Iorque, e S\u00e9rgio Rebelo, atual MUFG Bank Distinguished Professor of International Finance da Kellogg School of Management, onde foi diretor do departamento de Finan\u00e7as, foram tamb\u00e9m abordados. Em nenhum dos casos a resposta foi positiva &#8211; n\u00e3o \u00e9 certo se por recusa dos mesmos ou tamb\u00e9m por incompatibilidades. O muito apontado V\u00edtor Gaspar, antigo ministro das Finan\u00e7as de Passos Coelho tamb\u00e9m esteve &#8216;na calha&#8217;. Apesar de estar, como foi dito, prestes a deixar as fun\u00e7\u00f5es de Diretor do Departamento de Finan\u00e7as P\u00fablicas do FMI, por reforma, ter\u00e1 rejeitado o convite. Sabe o Neg\u00f3cios que V\u00edtor Gaspar ter\u00e1 mesmo aceitado um outro desafio numa outra organiza\u00e7\u00e3o. A \u00faltima recusa surgiu por parte de Pedro Machado, antigo diretor dos Servi\u00e7os Jur\u00eddicos e diretor-adjunto do Departamento de Supervis\u00e3o Prudencial do Banco de Portugal. Desde mar\u00e7o de 2020 no Single Resolution Board (SRB), na B\u00e9lgica, ter\u00e1 invocado quest\u00f5es pessoais para rejeitar o convite. Assim sendo, \u00c1lvaro Santos Pereira acabou por ser abordado pelo Governo nas \u00faltimas duas semanas. O atual economista-chefe da OCDE ter\u00e1 pedido tempo para analisar o convite, j\u00e1 que estava fora e longe da fam\u00edlia. Acabou por aceitar &#8211; e o seu nome foi anunciado esta quinta-feira, j\u00e1 depois do fim oficial do mandato de M\u00e1rio Centeno. Doutorado em Economia e atualmente economista-chefe da OCDE, em Paris, o governador indigitado para o Banco de Portugal (BdP), \u00c1lvaro Santos Pereira, foi ministro da Economia e do Emprego durante os anos da &#8216;troika&#8217; do Governo de Passos Coelho. Lusa | 15:37 &#8211; 24\/07\/2025 O percurso (atribulado) de Centeno O mandato de M\u00e1rio Centeno \u00e0 frente do Banco de Portugal chega ao fim, ap\u00f3s cinco anos marcados pela pandemia e pela guerra na Ucr\u00e2nia e com um final atribulado, com algumas discord\u00e2ncias com o ministro das Finan\u00e7as. Recorde-se que Centeno saiu diretamente do Minist\u00e9rio das Finan\u00e7as para o banco central, o que causou pol\u00e9mica na altura pela passagem de um cargo para o outro e motivou discuss\u00f5es sobre a possibilidade de determinar um per\u00edodo de nojo para estes processos. Foi tamb\u00e9m numa altura em que o pa\u00eds e o mundo se viram a bra\u00e7os com a pandemia, obrigando a um esfor\u00e7o or\u00e7amental extraordin\u00e1rio e a medidas por parte do Banco Central Europeu (BCE), onde Centeno passou a ter um assento. O ex-ministro das Finan\u00e7as anunciou que iria ser um governador interventivo, num artigo de opini\u00e3o, e de facto destacou-se por fazer v\u00e1rios alertas aos governos, tendo inclusive come\u00e7ado a escrever artigos em nome pr\u00f3prio, uma inova\u00e7\u00e3o no BdP. O mandato de M\u00e1rio Centeno \u00e0 frente do Banco de Portugal (BdP) chega ao fim, ap\u00f3s cinco anos marcados pela pandemia e pela guerra na Ucr\u00e2nia e com um final atribulado, com algumas discord\u00e2ncias com o ministro das Finan\u00e7as. Lusa | 18:32 &#8211; 24\/07\/2025 Nestes cinco anos, Centeno lidou com v\u00e1rios governos: dois executivos liderados por Ant\u00f3nio Costa, com Jo\u00e3o Le\u00e3o e Fernando Medina na pasta das Finan\u00e7as, e dois de Lu\u00eds Montenegro, ambos com Joaquim Miranda Sarmento como ministro das Finan\u00e7as. Os primeiros partilhavam a cor pol\u00edtica de Centeno mas isso n\u00e3o evitou alguma tens\u00e3o, como quando Centeno e Costa discutiram sobre o or\u00e7amento europeu e a regra, introduzida pelo Eurogrupo, que faria com que a dota\u00e7\u00e3o de Portugal diminu\u00edsse. J\u00e1 com Miranda Sarmento teve alguns desentendimentos, sobre t\u00f3picos como a fuga dos &#8216;c\u00e9rebros&#8217;, a descida do IRC, a garantia p\u00fablica para a compra de casas por parte dos jovens e as previs\u00f5es para um d\u00e9fice or\u00e7amental. A decis\u00e3o de Montenegro nomear H\u00e9lder Rosalino para secret\u00e1rio-geral do Governo tamb\u00e9m causou pol\u00e9mica, com Centeno a dizer que n\u00e3o pagaria o sal\u00e1rio do ex-administrador do BdP nesse novo cargo, que acabou por n\u00e3o assumir. J\u00e1 esta semana, ap\u00f3s o final do mandato de M\u00e1rio Centeno, o Governo anunciou que vai pedir uma auditoria \u00e0 Inspe\u00e7\u00e3o Geral de Finan\u00e7as (IGF) sobre o processo de constru\u00e7\u00e3o do novo edif\u00edcio do Banco de Portugal. Em causa est\u00e1 o contrato que o banco central liderado por M\u00e1rio Centeno celebrou em maio com a Fidelidade para comprar um edif\u00edcio nos terrenos da antiga Feira Popular, em Entrecampos, Lisboa, para as futuras instala\u00e7\u00f5es da institui\u00e7\u00e3o, por 191,99 milh\u00f5es de euros, com transa\u00e7\u00e3o final prevista para o final de 2027. O Observador noticiou na segunda-feira, 21 de julho, que o valor das futuras instala\u00e7\u00f5es ser\u00e1 superior aos 192 milh\u00f5es de euros, pois o valor refere-se apenas \u00e0s obras estruturais, estimando o jornal &#8216;online&#8217; que o custo total possa subir para 235 milh\u00f5es de euros. O jornal noticiou ainda haver alertas de consultores do Banco de Portugal designadamente sobre os licenciamentos e a eventual necessidade de avalia\u00e7\u00e3o de impacte ambiental na constru\u00e7\u00e3o do parque de estacionamento. A informa\u00e7\u00e3o levou a institui\u00e7\u00e3o a reagir em resposta a quest\u00f5es da Lusa, dizendo que cumpre todas as normas no processo de compra do edif\u00edcio. Leia Tamb\u00e9m: Centeno vai manter-se em fun\u00e7\u00f5es no BdP at\u00e9 \u00e0 entrada de Santos Pereira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Questionado sobre o assunto na quinta-feira, na confer\u00eancia de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros, o ministro da Presid\u00eancia contornou a quest\u00e3o, garantindo apenas que \u00c1lvaro Santos Pereira era &#8220;a melhor escolha&#8221; para estar aos comandos do Banco de Portugal. 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