{"id":13861,"date":"2026-02-06T05:19:41","date_gmt":"2026-02-06T05:19:41","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/o-que-une-e-que-separa-as-centrais-sindicais-nas-alteracoes-a-lei-laboralutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-02-06T05:19:41","modified_gmt":"2026-02-06T05:19:41","slug":"o-que-une-e-que-separa-as-centrais-sindicais-nas-alteracoes-a-lei-laboralutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/o-que-une-e-que-separa-as-centrais-sindicais-nas-alteracoes-a-lei-laboralutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"O que une e que separa as centrais sindicais nas altera\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_6967854b60e9c.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    O documento surge cerca de seis meses depois de a tutela liderada por Ros\u00e1rio Palma Ramalho ter apresentado aos parceiros sociais o anteprojeto de reforma da legisla\u00e7\u00e3o laboral e depois de, em novembro, o Governo ter apresentado \u00e0 UGT uma nova proposta, com algumas ced\u00eancias e novas medidas face ao documento inicial, ap\u00f3s o an\u00fancio da greve geral. A CGTP, por sua vez, reitera que o Governo ainda n\u00e3o lhe fez chegar qualquer nova proposta, al\u00e9m da inicial apresentada a 24 de julho, e mant\u00e9m as propostas entregues ao Governo na reuni\u00e3o bilateral realizada a 03 de setembro. Das f\u00e9rias aos despedimentos, eis um resumo das principais propostas que as duas centrais entregaram ao Governo no \u00e2mbito da discuss\u00e3o da revis\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o laboral: F\u00e9rias Tanto a CGTP como a UGT defendem que o per\u00edodo anual de f\u00e9rias passe dos atuais 22 dias para 25 dias \u00fateis. N\u00e3o obstante, a central sindical liderada por M\u00e1rio Mour\u00e3o admite que estes possam ser reduzidos &#8220;no caso de o trabalhador ter faltado injustificadamente&#8221;, nomeadamente &#8220;um dia de f\u00e9rias por uma falta ou dois meios-dias&#8221;, &#8220;dois dias de f\u00e9rias por duas faltas ou quatro meios-dias&#8221; ou &#8220;tr\u00eas dias de f\u00e9rias por tr\u00eas ou mais faltas ou seis ou mais meios-dias&#8221;, l\u00ea-se na contraproposta entregue pela UGT na quarta-feira ao Governo a que a Lusa teve acesso. Hor\u00e1rio de trabalho Ambas as centrais sindicais prop\u00f5em que o per\u00edodo normal de trabalho seja reduzido das atuais 40 horas semanais para 35 horas semanais, com um limite de sete horas di\u00e1rias. Caducidade A CGTP quer revogar o regime de caducidade e sobrevig\u00eancia da contrata\u00e7\u00e3o coletiva, propondo que seja substitu\u00eddo &#8220;por um regime que garanta a continuidade da vig\u00eancia dos instrumentos de regulamenta\u00e7\u00e3o coletiva negocial enquanto n\u00e3o forem substitu\u00eddos por outros, negociados livremente entre as partes, assegurando que n\u00e3o existem condicionamento ou constrangimentos que limitem a liberdade negocial&#8221;, segundo o documento entregue \u00e0 ministra do Trabalho, Solidariedade e Seguran\u00e7a Social, na reuni\u00e3o bilateral realizada a 03 de setembro. Por sua vez, a contraproposta da UGT contempla ainda mexidas na caducidade dos contratos de trabalho a termo certo e a termo incerto. Em ambos os casos quer que a compensa\u00e7\u00e3o para o trabalhador seja &#8220;correspondente a 45 dias de retribui\u00e7\u00e3o base e diuturnidades por cada ano completo de antiguidade&#8221;, ao inv\u00e9s dos atuais 24 dias estipulados no C\u00f3digo do Trabalho. A proposta da UGT contempla ainda altera\u00e7\u00f5es relativamente \u00e0 sobrevig\u00eancia da contrata\u00e7\u00e3o coletiva. Adaptabilidade e banco de horas A CGTP prop\u00f5e revogar os regimes de adaptabilidade e os bancos de horas. J\u00e1 a UGT quer que, no regime de adaptabilidade individual, o per\u00edodo normal de trabalho di\u00e1rio possa ser aumentado at\u00e9 duas horas, &#8220;que o trabalho semanal possa atingir quarenta e cinco horas, s\u00f3 n\u00e3o se contando nestas o trabalho suplementar prestado por motivo de for\u00e7a maior&#8221;. A lei atual prev\u00ea, neste caso, que o trabalho semanal possa atingir as 50 horas. No que toca ao banco de horas, a central sindical liderada por M\u00e1rio Mour\u00e3o considera que a proposta do Governo de revogar o banco de horas grupal e voltar a repor o banco de horas individual \u00e9 uma das &#8220;linhas vermelhas&#8221; para um eventual acordo. N\u00e3o obstante, prop\u00f5e que o banco de horas grupal possa ser aprovado por referendo por &#8220;60% dos trabalhadores abrangidos&#8221;, ao inv\u00e9s dos atuais 65%. Trabalho noturno No que concerne ao trabalho noturno, a CGTP defende limitar o regime, de modo a &#8220;instituir um limite m\u00e1ximo de presta\u00e7\u00e3o de trabalho&#8221;, garantindo que o trabalhador n\u00e3o tenha este regime &#8220;durante toda a sua vida ativa&#8221;. Al\u00e9m disso, quer dispensar deste regime os trabalhadores com filhos at\u00e9 16 anos, ou, independentemente idade, com defici\u00eancia ou doen\u00e7a cr\u00f3nica, bem como os trabalhadores cuidadores informais. J\u00e1 a UGT, nos casos em que vigore o regime de adaptabilidade, defende este n\u00e3o possa ser &#8220;superior a sete horas di\u00e1rias, em m\u00e9dia semanal, sem preju\u00edzo do disposto em instrumento de regulamenta\u00e7\u00e3o coletiva de trabalho&#8221;, segundo a contraproposta a que a Lusa teve acesso. Defende ainda que o &#8220;trabalhador noturno n\u00e3o deve prestar mais de sete horas de trabalho num per\u00edodo de vinte e quatro horas&#8221; nas atividades definidas por lei que &#8220;implicam riscos especiais ou tens\u00e3o f\u00edsica ou mental significativa&#8221;, que incluem, entre outras, a ind\u00fastria extrativa ou o fabrico, transporte ou utiliza\u00e7\u00e3o de explosivos e pirotecnia. Em ambos os casos acima referidos a lei atual estabelece um limite de oito horas. Ao mesmo tempo, a UGT defende tamb\u00e9m aumentar o valor a pagar pelo trabalho noturno, propondo um &#8220;acr\u00e9scimo de 50% relativamente ao pagamento de trabalho equivalente prestado durante o dia&#8221;, ao inv\u00e9s dos atuais 25% estabelecidos por lei. Horas extra Quanto ao trabalho suplementar, ambas as centrais sindicais prop\u00f5em aumentar o pagamento do trabalho suplementar. Mas se a CGTP n\u00e3o apresenta na sua proposta um valor concreto, a UGT quer que passe para &#8220;50% pela primeira hora ou fra\u00e7\u00e3o desta e 75% por hora ou fra\u00e7\u00e3o subsequente&#8221; nos dias \u00fateis e para &#8220;100% por cada hora ou fra\u00e7\u00e3o, em dia de descanso semanal, obrigat\u00f3rio ou complementar, ou em feriado&#8221;. Compensa\u00e7\u00e3o por despedimento coletivo A CGTP quer alterar o regime de compensa\u00e7\u00e3o da cessa\u00e7\u00e3o de contrato de trabalho por despedimento coletivo, por extin\u00e7\u00e3o do posto de trabalho e por inadapta\u00e7\u00e3o, &#8220;estabelecendo o valor da compensa\u00e7\u00e3o em 30 dias de retribui\u00e7\u00e3o base e diuturnidades por cada ano de antiguidade&#8221;. Tamb\u00e9m a UGT defende um aumento da compensa\u00e7\u00e3o por despedimento coletivo &#8220;correspondente a um m\u00eas de retribui\u00e7\u00e3o base e diuturnidades por cada ano completo de antiguidade&#8221;, sendo que esta &#8220;n\u00e3o pode ser inferior a tr\u00eas meses de retribui\u00e7\u00e3o base e diuturnidades&#8221;. A lei atual estipula que o trabalhador tem direito a compensa\u00e7\u00e3o correspondente a 14 dias de retribui\u00e7\u00e3o base e diuturnidades por cada ano completo de antiguidade. Reintegra\u00e7\u00e3o ap\u00f3s despedimentos il\u00edcitos A UGT quer aumentar a indemniza\u00e7\u00e3o em substitui\u00e7\u00e3o de reintegra\u00e7\u00e3o a pedido do trabalhador, propondo que o valor que ser\u00e1 definido pelo tribunal se situe &#8220;entre 30 e 60 dias de retribui\u00e7\u00e3o base e diuturnidades por cada ano completo ou fra\u00e7\u00e3o de antiguidade&#8221;, ao inv\u00e9s dos atuais entre 15 e 45 dias. J\u00e1 no que toca indemniza\u00e7\u00e3o em substitui\u00e7\u00e3o de reintegra\u00e7\u00e3o a pedido do empregador, caso a justi\u00e7a exclua a reintegra\u00e7\u00e3o, quer o montante a determinar pelo tribunal aumente para &#8220;entre 90 e 120 dias de retribui\u00e7\u00e3o base e diuturnidades por cada ano completo ou fra\u00e7\u00e3o de antiguidade&#8221;, ao inv\u00e9s dos atuais 30 a 60 dias e que esta n\u00e3o possa &#8220;ser inferior ao valor correspondente a nove meses de retribui\u00e7\u00e3o base e diuturnidades&#8221; (atualmente o limite s\u00e3o seis meses). Por sua vez, a CGTP n\u00e3o tem nenhuma proposta nesse sentido, mas, a par da UGT, j\u00e1 se tem demonstrado contra a proposta do Governo nesta \u00e1rea, que prop\u00f5e que o empregador possa pedir ao tribunal que &#8220;exclua a reintegra\u00e7\u00e3o, com fundamento em factos e circunst\u00e2ncias que tornem o regresso do trabalhador gravemente prejudicial e perturbador do funcionamento da empresa&#8221;. Medidas na \u00e1rea da parentalidade A par da dispensa de trabalho noturno em certas circunst\u00e2ncias, a CGTP tem v\u00e1rias medidas que visam a \u00e1rea da parentalidade, nomeadamente alargar o regime flex\u00edvel atualmente previsto no C\u00f3digo de Trabalho, de modo a abranger os trabalhadores &#8220;que t\u00eam filhos at\u00e9 16 anos de idade e os cuidadores informais&#8221;, bem como limitar &#8220;as possibilidades de recusa de concess\u00e3o deste regime por parte das entidades patronais&#8221;. A central sindical liderada por Tiago Oliveira quer ainda dispensar do trabalho suplementar os trabalhadores com filhos at\u00e9 12 anos ou, independentemente da idade, com defici\u00eancia ou doen\u00e7a cr\u00f3nica&#8221;, assim como para os trabalhadores cuidadores informais, al\u00e9m de querer dispensar do trabalho por turno nas mesmas circunst\u00e2ncias que as propostas para o trabalho noturno. Depois de o Governo ter sinalizado que quer introduzir a jornada cont\u00ednua no setor privado para os trabalhadores com filho menor de 12 anos ou, independentemente da idade, com defici\u00eancia, doen\u00e7a cr\u00f3nica ou oncol\u00f3gica, tamb\u00e9m a UGT prop\u00f5e esta medida, mas acrescenta que tamb\u00e9m possa ser adotada noutras circunst\u00e2ncias. Entre as quais para trabalhadores adotantes, &#8220;nas mesmas condi\u00e7\u00f5es dos trabalhadores progenitores&#8221;, trabalhadores que, substituindo-se aos progenitores, tenham &#8220;a seu cargo neto com idade inferior a 12 anos&#8221;, bem como para trabalhadores adotantes, tutores ou pessoas &#8220;a quem foi deferida a confian\u00e7a judicial ou administrativa do menor, bem como o c\u00f4njuge ou a pessoa em uni\u00e3o de facto com qualquer daqueles ou com progenitor, desde que viva em comunh\u00e3o de mesa e habita\u00e7\u00e3o com o menor&#8221; e aos trabalhadores estudantes. Defende ainda a redu\u00e7\u00e3o da semana de trabalho &#8220;em um dia do per\u00edodo de trabalho semanal, para trabalhadores cujo per\u00edodo normal de trabalho seja de cinco ou mais dias, sem perda de retribui\u00e7\u00e3o&#8221; para as mesmas circunst\u00e2ncias. Leia Tamb\u00e9m: Lei laboral? UGT entrega contraproposta com &#8220;linhas vermelhas&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O documento surge cerca de seis meses depois de a tutela liderada por Ros\u00e1rio Palma Ramalho ter apresentado aos parceiros sociais o anteprojeto de reforma da legisla\u00e7\u00e3o laboral e depois de, em novembro, o Governo ter apresentado \u00e0 UGT uma nova proposta, com algumas ced\u00eancias e novas medidas face ao documento inicial, ap\u00f3s o an\u00fancio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11856,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-13861","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13861","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13861"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13861\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11856"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13861"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13861"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13861"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}