{"id":13926,"date":"2026-02-07T08:49:51","date_gmt":"2026-02-07T08:49:51","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/comboio-de-tempestades-trouxe-incerteza-qual-o-impacto-economicoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-02-07T08:49:51","modified_gmt":"2026-02-07T08:49:51","slug":"comboio-de-tempestades-trouxe-incerteza-qual-o-impacto-economicoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/comboio-de-tempestades-trouxe-incerteza-qual-o-impacto-economicoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Comboio de tempestades trouxe &#8220;incerteza&#8221;. Qual o impacto"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_6985ec8b88a2b.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    Ainda \u00e9 cedo para fazer contas ao impacto econ\u00f3mico do comboio de tempestades que passou pelo territ\u00f3rio nacional, apesar de o primeiro-ministro, Lu\u00eds Montenegro, estimar que j\u00e1 ultrapassa os quatro mil milh\u00f5es de euros. Carlos Brito, presidente da Dire\u00e7\u00e3o Regional Norte da Ordem dos Economistas, destaca, em declara\u00e7\u00f5es ao Not\u00edcias ao Minuto, a &#8220;elevada incerteza&#8221;. &#8220;Neste momento, \u00e9 poss\u00edvel fazer uma estimativa preliminar do impacto das recentes intemp\u00e9ries (em particular, da tempestade Kristin) no PIB portugu\u00eas, embora ainda com elevada incerteza&#8221;, disse o economista, apontando que as &#8220;estimativas mais pessimistas apontam para uma perda que poder\u00e1 chegar a 1% do PIB, o que me parece ser, neste momento, um pouco exagerado, at\u00e9 porque ainda estamos no in\u00edcio do ano&#8221;. Por isso, sublinha, &#8220;quaisquer estimativas devem ser interpretadas com cautela pois parte da destrui\u00e7\u00e3o de capital n\u00e3o se traduz automaticamente numa redu\u00e7\u00e3o da atividade de explora\u00e7\u00e3o, enquanto a despesa associada \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o tender\u00e1 a gerar, nos trimestres seguintes, um efeito de compensa\u00e7\u00e3o sobre a atividade econ\u00f3mica&#8221;. &#8220;Admitindo que n\u00e3o haver\u00e1 danos significativos nas pr\u00f3ximas semanas, em termos anuais \u00e9 plaus\u00edvel que o crescimento econ\u00f3mico sofra um abrandamento moderado, sendo parcialmente recuperado \u00e0 medida que forem avan\u00e7ando os processos de reposi\u00e7\u00e3o de infraestruturas e de capital produtivo&#8221;, explicou Carlos Brito. Seja como for, o primeiro-ministro estimou, na sexta-feira, que os preju\u00edzos causados \u200b\u200bpelo mau tempo j\u00e1 ultrapassam os 4.000 milh\u00f5es de euros, assegurando que o Governo vai recorrer a &#8220;todos os instrumentos financeiros&#8221; poss\u00edveis. &#8220;N\u00f3s estamos a usar todos os instrumentos e usaremos todos os instrumentos financeiros para poder fazer face a um n\u00edvel de preju\u00edzos que n\u00f3s estimamos, neste momento, j\u00e1 ultrapassou os quatro mil milh\u00f5es de euros&#8221;, afirmou. O primeiro-ministro estimou hoje que os preju\u00edzos causados \u200b\u200bpelo mau tempo j\u00e1 ultrapassam os 4.000 milh\u00f5es de euros, assegurando que o Governo vai recorrer a &#8220;todos os instrumentos financeiros&#8221; poss\u00edveis. Lusa | 13:22 &#8211; 06\/02\/2026 Os setores mais afetados Carlos Brito explicou ainda que os &#8220;dados dispon\u00edveis indicam que o impacto econ\u00f3mico das recentes intemp\u00e9ries n\u00e3o foi homog\u00e9neo, concentrando-se em setores particularmente expostos a fen\u00f3menos clim\u00e1ticos extremos&#8221;. &#8220;Em primeiro lugar, destaca-se o agroalimentar, com perdas significativas de produ\u00e7\u00e3o, destrui\u00e7\u00e3o de infraestruturas agr\u00edcolas e redu\u00e7\u00e3o acentuada da capacidade produtiva em algumas explora\u00e7\u00f5es. Associado a este dom\u00ednio surge tamb\u00e9m a aquacultura, onde foram reportados danos severos nas unidades produtivas e nas zonas costeiras mais afetadas&#8221;, referiu. Al\u00e9m disso, &#8220;a tempestade atingiu de forma relevante a ind\u00fastria transformadora, sobretudo em polos industriais como Leiria e Marinha Grande, onde casas, f\u00e1bricas, estradas e linhas ferrovi\u00e1rias sofreram danos significativos, com preju\u00edzos regionais estimados entre 1,5 e 2 mil milh\u00f5es de euros&#8221;. &#8220;Um terceiro grupo cr\u00edtico \u00e9 constitu\u00eddo pelo turismo, hotelaria e restaura\u00e7\u00e3o, setores muito sens\u00edveis a interrup\u00e7\u00f5es de mobilidade, danos em infraestruturas e cancelamentos de procura. Por fim, os setores das infraestruturas e energia foram fortemente perturbados, com centenas de milhares de consumidores sem eletricidade, danos extensos nas redes de alta, m\u00e9dia e baixa tens\u00e3o e fortes condicionamentos de transportes e telecomunica\u00e7\u00f5es&#8221;, explicou ainda o economista. Carlos Brito avisa ainda que, &#8220;para al\u00e9m dos custos estritamente econ\u00f3micos, as recentes intemp\u00e9ries implicam perdas de natureza social, ambiental e institucional que dificilmente s\u00e3o captadas pelas contas nacionais&#8221; e tamb\u00e9m alerta que a &#8220;crescente frequ\u00eancia e intensidade de fen\u00f3menos clim\u00e1ticos extremos traduz-se em custos recorrentes de adapta\u00e7\u00e3o, o que vai exigir um investimento continuado e certamente crescente em resili\u00eancia territorial, ordenamento do territ\u00f3rio, prote\u00e7\u00e3o de infraestruturas cr\u00edticas e mecanismos de cobertura de risco, p\u00fablicos e privados&#8221;. Por isso, conclui, &#8220;a quest\u00e3o central deixa de ser apenas quanto custa cada evento extremo, passando a ser quanto estamos dispostos a investir hoje para reduzir perdas futuras&#8221;, porque &#8220;a resili\u00eancia clim\u00e1tica deixa, assim, de ser um tema ambiental para se afirmar como uma prioridade econ\u00f3mica&#8221;. Leia Tamb\u00e9m: Montenegro faz contas ao mau tempo: Preju\u00edzos j\u00e1 superam 4.000 milh\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda \u00e9 cedo para fazer contas ao impacto econ\u00f3mico do comboio de tempestades que passou pelo territ\u00f3rio nacional, apesar de o primeiro-ministro, Lu\u00eds Montenegro, estimar que j\u00e1 ultrapassa os quatro mil milh\u00f5es de euros. Carlos Brito, presidente da Dire\u00e7\u00e3o Regional Norte da Ordem dos Economistas, destaca, em declara\u00e7\u00f5es ao Not\u00edcias ao Minuto, a &#8220;elevada incerteza&#8221;. 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