{"id":14401,"date":"2026-02-13T09:04:30","date_gmt":"2026-02-13T09:04:30","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/linhas-eletricas-subterraneas-sem-apoio-europeu-podem-acabar-na-faturautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-02-13T09:04:30","modified_gmt":"2026-02-13T09:04:30","slug":"linhas-eletricas-subterraneas-sem-apoio-europeu-podem-acabar-na-faturautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/linhas-eletricas-subterraneas-sem-apoio-europeu-podem-acabar-na-faturautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Linhas el\u00e9tricas subterr\u00e2neas sem apoio europeu &#8220;podem"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_624e980f25745.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    O especialista em energia come\u00e7ou por explicar \u00e0 Lusa que a eletricidade que chega \u00e0s casas das fam\u00edlias vem de redes de m\u00e9dia e alta tens\u00e3o. Normalmente, o foco est\u00e1 na m\u00e9dia tens\u00e3o, que \u00e9 enterrada em \u00e1reas urbanas, e as linhas a\u00e9reas em \u00e1reas rurais, o que para o respons\u00e1vel &#8220;faz sentido&#8221;. &#8220;A (solu\u00e7\u00e3o) enterrada \u00e9 significativamente mais cara. \u00c9 feita principalmente a\u00e9rea porque \u00e9 tr\u00eas a cinco vezes mais barata e muito mais r\u00e1pida de fazer&#8221;, disse o ex-presidente da EDP Inova\u00e7\u00e3o. Ainda assim, ele ressaltou que as linhas enterradas &#8220;t\u00eam muito menos falhas&#8221;, mas quando acontece &#8220;\u00e9 mais caro e leva mais tempo para reparar&#8221;. Sobre o financiamento, ele disse que \u00e9 essencial usar fundos europeus, porque sem eles o custo acabaria na conta dos consumidores. &#8220;Todo o investimento que for feito vai aparecer na fatura se n\u00e3o for financiado pelos fundos europeus&#8221;, alertou. O tema do enterramento das linhas el\u00e9tricas voltou ao debate p\u00fablico na sequ\u00eancia de recentes declara\u00e7\u00f5es da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Gra\u00e7a Carvalho, sobre o refor\u00e7o das linhas enterradas para aumentar a resili\u00eancia da rede ap\u00f3s as intemp\u00e9ries que devastaram o pa\u00eds e deixaram milhares de casas e empresas sem eletricidade. Questionado sobre o efeito que tempestades semelhantes poderiam causar, ele considerou que &#8220;uma porcentagem maior de linhas enterradas teria amenizado o impacto&#8221;, mas implicaria gastar &#8220;muito mais dinheiro&#8221; sem saber se seria necess\u00e1rio. Apontando o exemplo franc\u00eas, ele lembrou que, ap\u00f3s a tempestade de 1999, o pa\u00eds decidiu enterrar todas as novas linhas de m\u00e9dia tens\u00e3o e hoje &#8220;s\u00f3 ainda t\u00eam 50% enterradas&#8221;. Para Portugal, prop\u00f4s uma estrat\u00e9gia gradual: tornar subterr\u00e2neo tudo o que \u00e9 novo, manter o que j\u00e1 existe e adicionar cabos subterr\u00e2neos em \u00e1reas cr\u00edticas. Assim, em situa\u00e7\u00f5es de falha, nem tudo deixaria de funcionar, defendendo investimentos &#8220;cir\u00fargicos&#8221; para aumentar a resili\u00eancia. Ant\u00f3nio Vidigal lembrou que Portugal tem cerca de 20% das linhas subterr\u00e2neas e rejeitou uma substitui\u00e7\u00e3o r\u00e1pida: &#8220;N\u00e3o faz sentido nenhum passar de repente at\u00e9 50%. Fran\u00e7a n\u00e3o fez isso (&#8230;) e n\u00e3o h\u00e1 dinheiro para isso&#8221;. O executivo lembrou ainda que a E-Redes &#8211; operadora da rede de distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica em Portugal continental &#8211; s\u00f3 investe com aprova\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria e que os planos atuais n\u00e3o devem ser suspensos. Ele prop\u00f4s avan\u00e7ar com o Plano de Desenvolvimento e Investimento da Rede de Distribui\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica (PDIRD-E) j\u00e1 aprovado e criar um plano extraordin\u00e1rio. Apesar de o componente de redes representar &#8220;menos de 15%&#8221; do custo final da conta de luz, ele alertou que &#8220;\u00e9 sempre dinheiro que eles v\u00e3o ter que pagar e no final do ano conta&#8221;. Nesse sentido, defendeu decis\u00f5es ponderadas: &#8220;Nenhum sistema de engenharia pode ter seguran\u00e7a absoluta (&#8230;) temos que definir para onde vamos direcionar o investimento&#8221;. O especialista tamb\u00e9m ressaltou que a rede nacional tem cumprido par\u00e2metros europeus de disponibilidade, mas admitiu que fen\u00f4menos extremos podem se tornar mais frequentes. &#8220;Se for o novo normal, temos que come\u00e7ar a nos preparar (&#8230;) tudo que \u00e9 novo deve ser feito da maneira mais resiliente&#8221;. Entre medidas complementares, ele apontou a necessidade de refor\u00e7o de geradores pr\u00f3prios em infraestruturas cr\u00edticas, como hospitais, e a amplia\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es descentralizadas. &#8220;Cada vez far\u00e1 mais sentido para as pessoas terem (pain\u00e9is) fotovoltaicos em casa complementados com baterias&#8221; para armazenamento, disse. Ant\u00f3nio Vidigal considerou ainda que o pr\u00f3ximo concurso para a concess\u00e3o de baixa tens\u00e3o, cujo modelo o Governo deve aprovar em breve, deveria integrar requisitos de seguran\u00e7a e tempos m\u00e1ximos de recupera\u00e7\u00e3o, defendendo que Portugal acompanhe solu\u00e7\u00f5es regulat\u00f3rias pr\u00f3ximas das francesas. O ex-ministro das Infraestruturas e ex-sceret\u00e1rio de Estado da Energia Jo\u00e3o Galamba considerou que enterrar linhas n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o para garantir resist\u00eancia na rede el\u00e9trica e disse que essa necessidade j\u00e1 estava prevista: &#8220;Portugal n\u00e3o acordou hoje.&#8221; Ana Teresa Banha | 23:59 &#8211; 05\/02\/2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O especialista em energia come\u00e7ou por explicar \u00e0 Lusa que a eletricidade que chega \u00e0s casas das fam\u00edlias vem de redes de m\u00e9dia e alta tens\u00e3o. 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