{"id":14539,"date":"2026-02-16T17:22:48","date_gmt":"2026-02-16T17:22:48","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/pescadores-falam-em-impacto-recorde-com-barcos-parados-desde-dezembroutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-02-16T17:22:48","modified_gmt":"2026-02-16T17:22:48","slug":"pescadores-falam-em-impacto-recorde-com-barcos-parados-desde-dezembroutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/pescadores-falam-em-impacto-recorde-com-barcos-parados-desde-dezembroutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Pescadores falam em &#8220;impacto recorde&#8221; com barcos parados"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/45325701.webp?crop_params=eyJsYW5kc2NhcGUiOnsiY3JvcFdpZHRoIjoyNTYyLCJjcm9wSGVpZ2h0IjoxNDQxLCJjcm9wWCI6LTEsImNyb3BZIjo1MX19\" \/><\/p>\n<p>                                                    &#8220;Este ano, o impacto bateu recordes. Temos embarca\u00e7\u00f5es que, desde dezembro, n\u00e3o v\u00e3o ao mar. As embarca\u00e7\u00f5es maiores foram ontem (domingo) e hoje j\u00e1 est\u00e3o paradas&#8221;, disse o presidente da Apropesca, Carlos Cruz, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Lusa. Segundo a entidade, muitas fam\u00edlias &#8220;j\u00e1 est\u00e3o passando mal&#8221;, j\u00e1 que os armadores precisam pagar seus trabalhadores, independentemente, de pescar ou n\u00e3o. &#8220;Eles t\u00eam que pagar o sal\u00e1rio, a alimenta\u00e7\u00e3o e a estadia. Depois t\u00eam as despesas nos estaleiros, com seguro e com a manuten\u00e7\u00e3o. Um barco parado sempre fica com alguma coisa estragada&#8221;, disse. A Apropesca conta com cerca de 120 associados ao longo de toda a costa, que, mensalmente, faturam mais de dois milh\u00f5es de euros. Cerca de 1% desse valor corresponde \u00e0s cotas que s\u00e3o pagas \u00e0 Apropesca, que garantiu estar, atualmente, trabalhando &#8220;sem receber um centavo&#8221;. Carlos Cruz tamb\u00e9m avisou que as melhores temporadas de pesca est\u00e3o passando, sem que os pescadores possam capturar, como a do robalo, que termina em 15 de mar\u00e7o. Com isso, o com\u00e9rcio das regi\u00f5es mais afetadas &#8220;est\u00e1 todo parado&#8221; e falta &#8220;o chamado peixe selvagem&#8221; no mercado, sobretudo, para restaurantes. Com menos peixes, o pre\u00e7o tem &#8220;carregado&#8221; nos leil\u00f5es, disse o presidente da Apropesca. Carlos Cruz disse ainda que, at\u00e9 o momento, s\u00f3 a C\u00e2mara de Vila do Conde avan\u00e7ou com uma ajuda de 250 euros a todos os trabalhadores residentes. J\u00e1 sobre o fundo de compensa\u00e7\u00e3o salarial, medida que o Governo tem apontado como dispon\u00edvel para esse setor, o presidente da Apropesca disse que s\u00f3 vai chegar em dezembro e que os pescadores precisam de uma ajuda direta. Al\u00e9m dos preju\u00edzos materiais e econ\u00f4micos causados \u200b\u200bpelo mau tempo, Carlos Cruz ressaltou que as praias est\u00e3o &#8220;inundadas por pinheiros, paus e galhos&#8221;, que desaguaram no mar e acabaram arrastados, acrescentando que h\u00e1 muito trabalho a ser feito. &#8220;Nunca vi um ano como esse&#8221;, lamentou. Dezesseis pessoas morreram em Portugal na sequ\u00eancia da passagem das depress\u00f5es Kristin, Leonardo e Marta, que tamb\u00e9m causaram muitas centenas de feridos e desalojados. A destrui\u00e7\u00e3o total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de \u00e1rvores e estruturas, o fechamento de estradas, escolas e servi\u00e7os de transporte, e o corte de energia, \u00e1gua e comunica\u00e7\u00f5es, inunda\u00e7\u00f5es e enchentes s\u00e3o as principais consequ\u00eancias materiais do temporal. As regi\u00f5es Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas. A situa\u00e7\u00e3o de calamidade que abrangia os 68 munic\u00edpios mais afetados terminou em 15 de fevereiro. Leia Tamb\u00e9m: Cota de pesca do atum-rabilho aumenta 21% em 2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Este ano, o impacto bateu recordes. Temos embarca\u00e7\u00f5es que, desde dezembro, n\u00e3o v\u00e3o ao mar. As embarca\u00e7\u00f5es maiores foram ontem (domingo) e hoje j\u00e1 est\u00e3o paradas&#8221;, disse o presidente da Apropesca, Carlos Cruz, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Lusa. 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