{"id":14642,"date":"2026-02-17T20:22:28","date_gmt":"2026-02-17T20:22:28","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/lista-negra-de-paraisos-fiscais-ue-retira-tres-paises-e-acrescenta-doisutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-02-17T20:22:28","modified_gmt":"2026-02-17T20:22:28","slug":"lista-negra-de-paraisos-fiscais-ue-retira-tres-paises-e-acrescenta-doisutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/lista-negra-de-paraisos-fiscais-ue-retira-tres-paises-e-acrescenta-doisutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Para\u00edsos fiscais: UE retira tr\u00eas pa\u00edses e acrescenta dois"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_68e8f05a05886.webp?crop_params=eyJsYW5kc2NhcGUiOnsiY3JvcFdpZHRoIjoyNTI0LCJjcm9wSGVpZ2h0IjoxNDE5LCJjcm9wWCI6MzgsImNyb3BZIjoyODN9fQ==\" \/><\/p>\n<p>                                                    A Uni\u00e3o Europeia (UE) manteve hoje a R\u00fassia e o Panam\u00e1 na lista negra de para\u00edsos fiscais e adicionou duas jurisdi\u00e7\u00f5es, o Vietn\u00e3 e as Ilhas Turcas e Caicos. Ao atualizar a lista de &#8220;jurisdi\u00e7\u00f5es n\u00e3o cooperantes para fins fiscais&#8221;, o Conselho da Uni\u00e3o Europeia (UE) tamb\u00e9m retirou tr\u00eas pa\u00edses &#8211; Fiji, Samoa e Trindade e Tobago &#8211; por considerar que agora cumprem &#8220;todas as normas internacionais acordadas&#8221;, l\u00ea-se numa nota publicada no site do Conselho. Com a revis\u00e3o, a lista passa a ter dez jurisdi\u00e7\u00f5es: Samoa Americana, Anguila, Guame, Palau, Panam\u00e1, R\u00fassia, Ilhas Turcas e Caicos, Ilhas Virgens dos Estados Unidos, Vanuatu e Vietn\u00e3. Criada em dezembro de 2017 para listar jurisdi\u00e7\u00f5es consideradas &#8220;n\u00e3o cooperativas&#8221; em n\u00edvel tribut\u00e1rio, a lista \u00e9 atualizada duas vezes por ano em fun\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios de transpar\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, equidade fiscal e cumprimento de normas internacionais de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 eros\u00e3o da base de c\u00e1lculo e ao desvio de lucros das empresas. Apesar de ser conhecida como &#8220;lista negra de para\u00edsos fiscais&#8221;, ela n\u00e3o se refere apenas a territ\u00f3rios que t\u00eam tributa\u00e7\u00e3o nula ou muito baixa, e sim ao descumprimento de normas de boa governan\u00e7a tribut\u00e1ria (como a troca de informa\u00e7\u00f5es entre pa\u00edses em n\u00edvel global, de acordo com as regras definidas pela OCDE e pelo G20). Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 R\u00fassia, a UE fundamenta a manuten\u00e7\u00e3o na lista com o fato de o pa\u00eds ter &#8220;um regime fiscal preferencial prejudicial (&#8216;International Holding Companies&#8217;)&#8221; e de n\u00e3o ter resolvido essa quest\u00e3o, diz nas conclus\u00f5es do Conselho. Em rela\u00e7\u00e3o ao Panam\u00e1, o Conselho lembra que &#8220;tem um regime prejudicial de isen\u00e7\u00e3o de renda de origem estrangeira&#8221; e que continua n\u00e3o resolvendo esse ponto. &#8220;O Panam\u00e1 se comprometeu a corrigir as defici\u00eancias identificadas pelo F\u00f3rum Global (para a Transpar\u00eancia e a Troca de Informa\u00e7\u00f5es da OCDE) no que diz respeito ao seu quadro de troca de informa\u00e7\u00f5es a pedido e a solicitar&#8221;, fundamenta o Conselho. As Ilhas Turcas e Caicos foram inclu\u00eddas na lista da UE &#8220;na sequ\u00eancia de preocupa\u00e7\u00f5es expressas pelo f\u00f3rum da OCDE sobre pr\u00e1ticas fiscais prejudiciais relativas \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o dos requisitos de subst\u00e2ncia econ\u00f4mica nessa jurisdi\u00e7\u00e3o&#8221;, indica o Conselho na nota divulgada hoje. Quanto ao Vietn\u00e3, a inclus\u00e3o segue a &#8220;an\u00e1lise realizada pelo F\u00f3rum Mundial da OCDE, que mostrou que o pa\u00eds n\u00e3o cumpria as normas necess\u00e1rias para a troca de informa\u00e7\u00f5es fiscais sob demanda&#8221;. A Uni\u00e3o Europeia tamb\u00e9m ressalta &#8220;os esfor\u00e7os em curso&#8221; feitos pelo Guame, pelas Ilhas Virgens dos Estados Unidos e pela Samoa Americana &#8220;para assegurar o cumprimento de certas normas de coopera\u00e7\u00e3o fiscal&#8221;, mas alerta que &#8220;esses avan\u00e7os n\u00e3o foram considerados suficientes&#8221; para as jurisdi\u00e7\u00f5es sa\u00edrem da desse grupo por enquanto. Al\u00e9m desta lista principal, o Conselho publica uma segunda lista de jurisdi\u00e7\u00f5es para fazer o ponto de situa\u00e7\u00e3o sobre pa\u00edses que se encontram a realizar esfor\u00e7os de coopera\u00e7\u00e3o a n\u00edvel fiscal e a cumprir os compromissos assumidos de reformar &#8220;a sua legisla\u00e7\u00e3o para aderirem \u00e0s normas acordadas em mat\u00e9ria de boa governa\u00e7\u00e3o fiscal&#8221;. No momento, a lista \u00e9 composta por Turquia, Jord\u00e2nia, Marrocos, Montenegro, Groenl\u00e2ndia, Belize, Ilhas Virgens Brit\u00e2nicas, Brunei e zona econ\u00f4mica especial de Essuat\u00edni. A UE destaca o caso de Ant\u00edgua e Barbuda e Seychelles, que &#8220;receberam uma classifica\u00e7\u00e3o positiva do F\u00f3rum Mundial no que diz respeito a seus sistemas de troca de informa\u00e7\u00f5es fiscais sob demanda&#8221;, o que levou o Conselho a retirar as duas jurisdi\u00e7\u00f5es desse documento. O Conselho tamb\u00e9m diz que &#8220;foi concedida ao Brunei uma prorroga\u00e7\u00e3o de seis meses para reformar seu regime de isen\u00e7\u00e3o para renda de fonte estrangeira&#8221;, na expectativa de que o pa\u00eds asi\u00e1tico fa\u00e7a &#8220;as mudan\u00e7as necess\u00e1rias para que possa ser retirado da lista&#8221;. Leia Tamb\u00e9m: &#8220;Vamos cumprir regras fiscais&#8221; da UE, garante Miranda Sarmento<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Uni\u00e3o Europeia (UE) manteve hoje a R\u00fassia e o Panam\u00e1 na lista negra de para\u00edsos fiscais e adicionou duas jurisdi\u00e7\u00f5es, o Vietn\u00e3 e as Ilhas Turcas e Caicos. 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