{"id":15117,"date":"2026-02-22T09:20:04","date_gmt":"2026-02-22T09:20:04","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/calcado-portugues-ganha-quota-aos-concorrentes-internacionais-em-2025utm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-02-22T09:20:04","modified_gmt":"2026-02-22T09:20:04","slug":"calcado-portugues-ganha-quota-aos-concorrentes-internacionais-em-2025utm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/calcado-portugues-ganha-quota-aos-concorrentes-internacionais-em-2025utm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Cal\u00e7ado portugu\u00eas ganha participa\u00e7\u00e3o de concorrentes"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_683d939b0c713.webp?crop_params=eyJsYW5kc2NhcGUiOnsiY3JvcFdpZHRoIjoyNTYyLCJjcm9wSGVpZ2h0IjoxNDQxLCJjcm9wWCI6LTEsImNyb3BZIjoxNDB9LCJwb3J0cmFpdCI6eyJjcm9wV2lkdGgiOjk2MCwiY3JvcEhlaWdodCI6MTcwNywiY3JvcFgiOjg3OCwiY3JvcFkiOjB9fQ==\" \/><\/p>\n<p>                                                    De acordo com dados do Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE), no ano passado a ind\u00fastria portuguesa de cal\u00e7ado exportou 68 milh\u00f5es de pares no valor de 1.718 milh\u00f5es de euros, um aumento de 1,8% em volume e de 0,8% em valor num contexto global que a associa\u00e7\u00e3o setorial APICCAPS destaca ter sido &#8220;marcado por elevada instabilidade econ\u00f3mica e comercial&#8221;. Para a Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Industriais do Cal\u00e7ado, Componentes, Artigos de Pele e seus Suced\u00e2neos (APICCAPS), esta foi &#8220;uma evolu\u00e7\u00e3o moderada, mas ainda assim positiva, num quadro particularmente exigente para o com\u00e9rcio internacional&#8221;. Segundo ele ressalta, o desempenho portugu\u00eas &#8220;assume maior relev\u00e2ncia&#8221; quando comparado ao de seus principais concorrentes internacionais, j\u00e1 que &#8220;pa\u00edses tradicionalmente dominantes no setor registraram quedas nas exporta\u00e7\u00f5es&#8221;, nomeadamente nos dois principais concorrentes diretos de Portugal: It\u00e1lia, com redu\u00e7\u00e3o de 1%, e Espanha, com diminui\u00e7\u00e3o de 3%. Entre os grandes produtores mundiais, a associa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m destaca a queda de sofrida pela China, respons\u00e1vel por mais de 50% da produ\u00e7\u00e3o global de cal\u00e7ados e que registrou recuo de 11% das exporta\u00e7\u00f5es, enquanto a Turquia apresentou queda de 13% e o Brasil contra\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima a 2%. Nesse contexto, a APICCAPS considera que o setor portugu\u00eas de cal\u00e7ados &#8220;manteve uma evolu\u00e7\u00e3o globalmente positiva, sustentada sobretudo pelo desempenho nos mercados europeus&#8221;, onde obteve um crescimento de 3,3%, para 1.420 milh\u00f5es de euros. Ao mesmo tempo, a ind\u00fastria nacional tentou mitigar os efeitos da instabilidade do mercado norte-americano, mas, ainda assim, foi nos Estados Unidos que o cal\u00e7ado portugu\u00eas enfrentou maiores dificuldades em 2025, com queda de 12,3%, para 84 milh\u00f5es de euros. Para o diretor executivo da APICCAPS, esses resultados &#8220;evidenciam a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o e a competitividade da ind\u00fastria portuguesa de cal\u00e7ados em um contexto internacional particularmente dif\u00edcil&#8221;. Paulo Gon\u00e7alves ressalta que &#8220;o setor enfrenta um cen\u00e1rio global marcado por crescente incerteza e volatilidade comercial, com mercados de refer\u00eancia, como Alemanha e Fran\u00e7a, revelando sinais de recupera\u00e7\u00e3o lenta e moderada, ao mesmo tempo em que persiste um quadro de forte instabilidade nos Estados Unidos&#8221;. Ao mesmo tempo, o varejo independente europeu &#8220;continua a atravessar um processo de reestrutura\u00e7\u00e3o muito significativo, com o desaparecimento de milhares de postos de venda, que tem penalizado muito as empresas portuguesas&#8221;, acrescenta. Nesse contexto, o l\u00edder associativo refor\u00e7a a &#8220;import\u00e2ncia da aposta da ind\u00fastria portuguesa nos segmentos de maior valor agregado, privilegiando qualidade, &#8216;design&#8217;, inova\u00e7\u00e3o e rapidez de resposta aos mercados&#8221;. Especializada em cal\u00e7ados de couro, que responde por 82% das exporta\u00e7\u00f5es do setor, a ind\u00fastria brasileira se destaca como a 11\u00aa exportadora mundial nesse segmento. Contudo, as exporta\u00e7\u00f5es portuguesas de cal\u00e7ado t\u00eam vindo a crescer em todos os outros segmentos. No total, o setor cal\u00e7adista contribui anualmente com 854 milh\u00f5es de euros para a balan\u00e7a comercial portuguesa. Para a pr\u00f3xima d\u00e9cada, o plano estrat\u00e9gico do &#8216;cluster&#8217; do cal\u00e7ado aponta como desafio fazer do setor &#8220;uma refer\u00eancia internacional no desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis&#8221;, propondo-se para isso investir 600 milh\u00f5es de euros at\u00e9 2030. Entre os investimentos em curso, destaque para o projeto BioShoes4All, com 70 milh\u00f5es de euros para aplicar em sustentabilidade, e para o projeto FAIST, que pressup\u00f5e um investimento de 50 milh\u00f5es de euros em automa\u00e7\u00e3o e digitaliza\u00e7\u00e3o. Trinta e nove empresas de cal\u00e7ados participam de domingo a ter\u00e7a-feira em Mil\u00e3o, na It\u00e1lia, da feira internacional Micam, uma das 11 iniciativas de promo\u00e7\u00e3o externa em oito mercados estrat\u00e9gicos planejadas pelo setor no in\u00edcio deste ano. Lusa | 09:50 &#8211; 21\/02\/2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com dados do Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE), no ano passado a ind\u00fastria portuguesa de cal\u00e7ado exportou 68 milh\u00f5es de pares no valor de 1.718 milh\u00f5es de euros, um aumento de 1,8% em volume e de 0,8% em valor num contexto global que a associa\u00e7\u00e3o setorial APICCAPS destaca ter sido &#8220;marcado por elevada [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":15118,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-15117","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15117","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15117"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15117\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15118"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15117"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15117"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15117"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}