{"id":16051,"date":"2026-03-04T13:02:29","date_gmt":"2026-03-04T13:02:29","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/dbrs-avisa-guerra-pode-causar-aumento-dos-precos-dos-alimentosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-03-04T13:02:29","modified_gmt":"2026-03-04T13:02:29","slug":"dbrs-avisa-guerra-pode-causar-aumento-dos-precos-dos-alimentosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/dbrs-avisa-guerra-pode-causar-aumento-dos-precos-dos-alimentosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"DBRS avisa: Guerra pode causar &#8220;aumento dos pre\u00e7os dos"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_6486d7214ff30.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    O conflito no Oriente M\u00e9dio pode desencadear consequ\u00eancias para a ind\u00fastria de fertilizantes, que ter\u00e1 impacto depois, em cadeia, nos pre\u00e7os dos alimentos, alertou nesta quarta-feira a Morningstar DBRS. Em uma an\u00e1lise, a ag\u00eancia explica que a &#8220;escassez de mat\u00e9rias-primas para fertilizantes pode levar os agricultores da Uni\u00e3o Europeia a usar menos fertilizantes em suas colheitas, o que pode resultar em aumento dos pre\u00e7os dos alimentos e at\u00e9 mesmo na falta de alimentos se o conflito persistir&#8221;. Aparentemente a DBRS, a UE exporta fertilizantes da B\u00e9lgica e da Holanda, mas obt\u00e9m 15% do pot\u00e1ssio e 11% do fosfato de Israel. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m tira 30% do nitrog\u00eanio do Egito e, portanto, &#8220;as exporta\u00e7\u00f5es de ambos os pa\u00edses provavelmente ser\u00e3o afetadas negativamente de forma significativa pelo conflito&#8221;. Isso significa que a &#8220;exposi\u00e7\u00e3o da UE a fornecedores de pa\u00edses do Golfo P\u00e9rsico a torna vulner\u00e1vel a flutua\u00e7\u00f5es de pre\u00e7os e restri\u00e7\u00f5es na cadeia de suprimentos&#8221;. A DBRS avisa, por isso, que a &#8220;continuidade do conflito no Oriente M\u00e9dio pode ter um impacto significativo&#8221; pode ter um impacto em efeito domin\u00f3 ou em cadeia, que culminar\u00e1 com um pre\u00e7o mais alto dos alimentos nas prateleiras. Portugueses v\u00e3o sentir nos &#8220;combust\u00edveis e na eletricidade&#8221; Os conflitos na regi\u00e3o do Golfo ter\u00e3o impacto na economia portuguesa principalmente atrav\u00e9s dos pre\u00e7os, sendo que poder\u00e3o tamb\u00e9m colocar press\u00e3o sobre as contas p\u00fablicas, nomeadamente ap\u00f3s o choque causado pelas tempestades, apontam economistas \u00e0 Lusa. &#8220;O impacto mais vis\u00edvel do conflito ser\u00e1 nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis e tamb\u00e9m eletricidade&#8221;, indicou \u00e0 Lusa Ricardo Amaro, lead economist para a Zona Euro da Oxford Economics, acrescentando que ainda h\u00e1 &#8220;v\u00e1rios cen\u00e1rios em cima da mesa neste momento&#8221;.   A estimativa para o barril do petr\u00f3leo situa-se perto dos 80 d\u00f3lares no pr\u00f3ximo trimestre, mas com um regresso para os n\u00edveis de janeiro no ver\u00e3o, notou, &#8220;com a m\u00e9dia anual ficando-se pelos 68 d\u00f3lares por barril, apenas ligeiramente acima dos 65 d\u00f3lares previstos pelo governo no Or\u00e7amento do Estado&#8221;. Ainda assim, h\u00e1 riscos que podem aumentar os efeitos, dependendo da dura\u00e7\u00e3o do conflito ou da possibilidade de um impacto mais agressivo no curto prazo, &#8220;particularmente se o Ir\u00e3 conseguir suspender a circula\u00e7\u00e3o no estreito de Ormuz de forma prolongada&#8221;, alertou. Al\u00e9m dos pre\u00e7os energ\u00e9ticos e poss\u00edveis dist\u00farbios nas cadeias de abastecimento, &#8220;h\u00e1 tamb\u00e9m a considerar poss\u00edveis impactos nos mercados financeiros e\/ou confian\u00e7a dos consumidores e empresas que podem intensificar o impacto econ\u00f3mico do conflito&#8221;, admitiu o economista, ainda que ressalvando que a economia portuguesa &#8220;reduziu a sua depend\u00eancia no petr\u00f3leo ao longo do tempo e est\u00e1 hoje menos vulner\u00e1vel a eventuais subidas no seu pre\u00e7o&#8221;. O economista Ricardo Ferraz, professor no ISEG e na Lus\u00f3fona, tamb\u00e9m destacou, \u00e0 Lusa, que &#8220;h\u00e1 riscos elevados de podermos vir a ser penalizados por esta guerra, mas tudo depender\u00e1 da sua dura\u00e7\u00e3o&#8221;, sendo que um conflito prolongado levaria a acelera\u00e7\u00f5es nas taxas de infla\u00e7\u00e3o. &#8220;Se essa infla\u00e7\u00e3o se mostrar persistente, isso levar\u00e1 as autoridades monet\u00e1rias a aumentar novamente as taxas de juros, com um impacto recessivo na economia e no emprego (numa altura em que a zona do euro permanece fr\u00e1gil e em que os principais motores teimam em n\u00e3o arrancar)&#8221;, notou, o que pesaria sobre a economia portuguesa, quando ainda est\u00e1 a &#8220;tentar recuperar do choque das tempestades, que afetou gravemente parte das nossas empresas, em especial na zona de Leiria, altamente exportadora&#8221;. J\u00e1 no que diz respeito \u00e0s contas p\u00fablicas, Ricardo Amaro apontou que h\u00e1 efeitos contradit\u00f3rios, e a &#8220;alta de pre\u00e7os penaliza atividade econ\u00f4mica, mas em parte isso \u00e9 compensado pelo efeito da infla\u00e7\u00e3o que aumenta as receitas de IVA e ISP, por exemplo&#8221;. Leia Tamb\u00e9m: &#8220;Sempre que o mundo treme, a gente paga a conta&#8221;: O impacto por aqui da guerra<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O conflito no Oriente M\u00e9dio pode desencadear consequ\u00eancias para a ind\u00fastria de fertilizantes, que ter\u00e1 impacto depois, em cadeia, nos pre\u00e7os dos alimentos, alertou nesta quarta-feira a Morningstar DBRS. 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