{"id":16196,"date":"2026-03-05T13:16:03","date_gmt":"2026-03-05T13:16:03","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/portugal-deve-desviar-se-da-trajetoria-de-despesa-acordada-com-ueutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-03-05T13:16:03","modified_gmt":"2026-03-05T13:16:03","slug":"portugal-deve-desviar-se-da-trajetoria-de-despesa-acordada-com-ueutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/portugal-deve-desviar-se-da-trajetoria-de-despesa-acordada-com-ueutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Portugal &#8220;deve desviar da trajet\u00f3ria de gastos&#8221; acordada"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/17401877.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    &#8220;A maioria dos pa\u00edses (da UE) deve estar no caminho certo. Tr\u00eas pa\u00edses &#8211; Irlanda, Chipre e Portugal &#8211; devem se desviar da trajet\u00f3ria de gastos recomendada, mas se beneficiam de uma posi\u00e7\u00e3o fiscal favor\u00e1vel, pr\u00f3xima do equil\u00edbrio ou em super\u00e1vit&#8221;, diz o Conselho Or\u00e7amental Europeu em an\u00e1lise da implementa\u00e7\u00e3o dos planos estruturais or\u00e7ament\u00e1rios nacionais de m\u00e9dio prazo. No documento sobre a evolu\u00e7\u00e3o or\u00e7amental para 2026, este organismo consultivo independente da Comiss\u00e3o Europeia considera que, &#8220;no caso de Portugal, uma grande parte do desvio cumulativo projetado tem origem em 2024, com a receita a reduzir as medidas discricion\u00e1rias&#8221;. No relat\u00f3rio realizado antes de recentes impactos or\u00e7ament\u00e1rios, como os relacionados \u00e0s tempestades no pa\u00eds ou \u00e0s atuais tens\u00f5es geopol\u00edticas, o Conselho Or\u00e7ament\u00e1rio Europeu aponta que, em linhas gerais, as novas regras de governan\u00e7a econ\u00f4mica da UE se baseiam &#8220;em um indicador de despesa l\u00edquida que depende de previs\u00f5es e estimativas, mesmo ap\u00f3s dados finais sobre a despesa total das administra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas estarem dispon\u00edveis&#8221;. &#8220;Diferen\u00e7as entre previs\u00f5es e estimativas nacionais e da Comiss\u00e3o &#8211; como no caso de medidas discricion\u00e1rias do lado da receita &#8211; podem ter implica\u00e7\u00f5es significativas para decis\u00f5es de supervis\u00e3o&#8221;, alerta. Para este \u00f3rg\u00e3o consultivo, &#8220;a abordagem da Comiss\u00e3o para a avalia\u00e7\u00e3o do cumprimento futuro pode n\u00e3o ser consistente com um objetivo central da reforma de 2024, a saber, a transi\u00e7\u00e3o para uma supervis\u00e3o baseada em risco e especifica por pa\u00eds, como forma de salvaguardar efetivamente a sustentabilidade das finan\u00e7as p\u00fablicas&#8221;. Em quest\u00e3o est\u00e1 a reforma das regras fiscais da UE, que mant\u00e9m tetos de, respectivamente, 3% e 60% do Produto Interno Bruto (PIB) para o d\u00e9ficit p\u00fablico e a rela\u00e7\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica. O plano de m\u00e9dio prazo com objetivos para gastos, investimentos e reformas, foi submetido por Lisboa a Bruxelas no outono de 2024, sob essas novas regras fiscais da UE. No documento, o governo indicou que os compromissos or\u00e7ament\u00e1rios de m\u00e9dio prazo representam, em m\u00e9dia, um crescimento das despesas l\u00edquidas igual ou inferior a 3,6% no per\u00edodo 2025-2028, percentual que coincide com a trajet\u00f3ria de refer\u00eancia transmitida pela Comiss\u00e3o Europeia \u00e0s autoridades portuguesas. Em novembro passado, a Comiss\u00e3o Europeia considerou, por\u00e9m, que Portugal &#8220;corre o risco de exceder significativamente&#8221; o teto m\u00e1ximo para despesas l\u00edquidas definido ao abrigo do plano de m\u00e9dio prazo, embora falando numa situa\u00e7\u00e3o or\u00e7amental &#8220;pr\u00f3xima do equil\u00edbrio&#8221; em 2026. O Conselho da UE adotou uma recomenda\u00e7\u00e3o para o crescimento da despesa l\u00edquida portuguesa n\u00e3o exceder 5,0% em 2025, 5,1% em 2026, 1,2% em 2027 e 3,3% em 2028. Isso corresponde \u00e0s taxas m\u00e1ximas de crescimento acumulado calculadas com refer\u00eancia a 2023, de 17,4% em 2025, 23,4% em 2026, 24,8% em 2027 e 28,9% em 2028. Ainda assim, Portugal \u00e9 um dos pa\u00edses da UE que pediu e foi autorizado a ativar a cl\u00e1usula de salvaguarda ao abrigo das regras or\u00e7amentais para poder investir mais em defesa, o que permite que, durante o per\u00edodo de 2025-2028, o pa\u00eds se desvie e supere as taxas m\u00e1ximas recomendadas de crescimento da despesa l\u00edquida, desde que o desvio n\u00e3o exceda 1,5% do PIB. Leia Tamb\u00e9m: Teer\u00e3 anunciou a\u00e7\u00e3o contra grupos separatistas iranianos no Iraque<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;A maioria dos pa\u00edses (da UE) deve estar no caminho certo. 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