{"id":1633,"date":"2025-07-28T15:25:47","date_gmt":"2025-07-28T15:25:47","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/cerca-de-uma-centena-protesta-junto-a-ahresp-por-melhores-salariosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-07-28T15:25:47","modified_gmt":"2025-07-28T15:25:47","slug":"cerca-de-uma-centena-protesta-junto-a-ahresp-por-melhores-salariosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/cerca-de-uma-centena-protesta-junto-a-ahresp-por-melhores-salariosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Cerca de uma centena protesta junto \u00e0 AHRESP por melhores"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_5faff9c1ac021.jpg\" \/><br \/>Na concentra\u00e7\u00e3o convocada pela Federa\u00e7\u00e3o dos Sindicatos de Agricultura, Alimenta\u00e7\u00e3o, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT), que antes da hora marcada j\u00e1 juntava v\u00e1rias dezenas de pessoas, ouviam-se palavras de ordem como &#8220;Isto assim n\u00e3o pode ser: sempre os mesmos a perder&#8221;, ou que os trabalhadores estavam em luta.  Gern\u00e9 Martins, do sindicato de hotelaria do Centro, trabalha num hotel em \u00d3bidos h\u00e1 15 anos e veio at\u00e9 Lisboa para reivindicar a atualiza\u00e7\u00e3o da conven\u00e7\u00e3o coletiva. &#8220;Os trabalhadores precisam de revis\u00e3o da conven\u00e7\u00e3o coletiva, tendo em conta que \u00e9 a \u00fanica arma que temos para conseguir aumentar os sal\u00e1rios&#8221;, disse, apontando que o sal\u00e1rio m\u00ednimo est\u00e1 cada vez mais pr\u00f3ximo do sal\u00e1rio m\u00e9dio. O manifestante lamentou que n\u00e3o tenha havido revis\u00e3o do acordo coletivo para este ano at\u00e9 agora e que os sal\u00e1rios continuam iguais. &#8220;N\u00f3s temos de ter isso atualizado de ano a ano&#8221;, defendeu. Tamb\u00e9m F\u00e1tima Gaspar, trabalhadora numa bomba de gasolina, numa empresa da Eurest, esteve junto \u00e0 AHRESP para mostrar o seu descontentamento. F\u00e1tima Gaspar est\u00e1 no mesmo s\u00edtio desde 2004 e diz que o sal\u00e1rio que recebe n\u00e3o \u00e9 suficiente. &#8220;Tenho um filho a meu cargo, sou divorciada e n\u00e3o chega. A minha revolta \u00e9 muito grande, porque n\u00e3o h\u00e1 recompensa, n\u00e3o h\u00e1 um agradecimento, n\u00e3o h\u00e1 nada: somos n\u00fameros, s\u00f3 isso&#8221;, lamentou. No entender desta trabalhadora, o que os clientes pagam n\u00e3o se reflete nem no sal\u00e1rio, nem nas condi\u00e7\u00f5es dos funcion\u00e1rios, que se encontram em turnos rotativos. O dirigente da FESAHT Afonso Figueiredo acusou a AHRESP de recusar rever as tabelas salariais para este ano e defendeu que &#8220;o que \u00e9 necess\u00e1rio \u00e9 melhorar os contratos coletivos de trabalho, de forma a fixar e a manter no setor&#8221; quem nele trabalha. Uma delega\u00e7\u00e3o da FESAHT dirigiu-se \u00e0 AHRESP para entregar uma resolu\u00e7\u00e3o, tendo sido recebida por uma trabalhadora da associa\u00e7\u00e3o. No documento, a FESAHT assinala que o setor da restaura\u00e7\u00e3o tem crescido &#8220;de uma forma significativa nos \u00faltimos anos&#8221;, inclusive &#8220;voltado a atingir \u00edndices de crescimento nunca antes vistos&#8221; desde 2022. Ao mesmo tempo, o presidente da AHRESP, Carlos Moura, recebeu v\u00e1rios jornalistas no interior da sede da associa\u00e7\u00e3o, e disse que tem decorrido di\u00e1logo com a FESAHT, incluindo duas tentativas de concilia\u00e7\u00e3o na semana anterior. Hoje, a estrutura sindical n\u00e3o foi recebida pela dire\u00e7\u00e3o porque tal n\u00e3o estava agendado. &#8220;Se estivesse agendado, c\u00e1 estavam, na sala aqui ao lado&#8221;, disse, acrescentando que j\u00e1 foram feitas &#8220;pelo menos cinco ou seis reuni\u00f5es&#8221; com a FESAHT desde o in\u00edcio do ano. &#8220;H\u00e1 d\u00e9cadas que nos dispomos anualmente ao di\u00e1logo social, n\u00e3o fugimos. \u00c9 um princ\u00edpio que norteia a nossa institui\u00e7\u00e3o e, portanto, todos os anos iniciamos negocia\u00e7\u00f5es com as estruturas sindicais que existem, de um lado a CGTP, de outro lado a UGT&#8221;, apontou, dizendo que &#8220;n\u00e3o h\u00e1 bloqueio nenhum ao di\u00e1logo social&#8221;. &#8220;O que n\u00e3o h\u00e1 muitas vezes \u00e9 uma atitude positiva&#8221;, disse o presidente da AHRESP, que acusou o sindicato de &#8220;protelar as negocia\u00e7\u00f5es&#8221;. No entender de Carlos Moura, a economia &#8220;n\u00e3o se compadece&#8221; com a outorga de contratos em maio, junho ou julho, com efeitos retroativos a janeiro. Este ano, a associa\u00e7\u00e3o dever\u00e1 entregar propostas em agosto para que possa chegar a um acordo com todos at\u00e9 novembro ou dezembro. Questionado sobre o que poder\u00e1 acontecer se n\u00e3o houver acordo nesta data, Carlos Moura afastou a possibilidade e disse estar confiante. O principal ponto de disc\u00f3rdia entre AHRESP e FESAHT \u00e9, segundo o presidente da primeira, a organiza\u00e7\u00e3o do trabalho, tendo defendido mecanismos como o banco de horas. O secret\u00e1rio-geral da CGTP, Tiago Oliveira, esteve presente na concentra\u00e7\u00e3o e pediu uma resposta face ao crescimento do turismo. &#8220;Se h\u00e1 mais turismo, se h\u00e1 mais procura, se h\u00e1 mais lucros, ent\u00e3o que tudo isto se transforme na valoriza\u00e7\u00e3o e na melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida&#8221; dos trabalhadores, insistiu, dizendo que \u00e9 um setor &#8220;onde cada vez mais existe uma explora\u00e7\u00e3o enorme&#8221;. Leia Tamb\u00e9m: Federa\u00e7\u00e3o critica AHRESP por recusar acordo sobre aumentos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na concentra\u00e7\u00e3o convocada pela Federa\u00e7\u00e3o dos Sindicatos de Agricultura, Alimenta\u00e7\u00e3o, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT), que antes da hora marcada j\u00e1 juntava v\u00e1rias dezenas de pessoas, ouviam-se palavras de ordem como &#8220;Isto assim n\u00e3o pode ser: sempre os mesmos a perder&#8221;, ou que os trabalhadores estavam em luta. 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