{"id":16428,"date":"2026-03-09T07:12:58","date_gmt":"2026-03-09T07:12:58","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/fragilidades-economicas-da-china-abrem-espaco-para-maior-pressao-da-ueutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-03-09T07:12:58","modified_gmt":"2026-03-09T07:12:58","slug":"fragilidades-economicas-da-china-abrem-espaco-para-maior-pressao-da-ueutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/fragilidades-economicas-da-china-abrem-espaco-para-maior-pressao-da-ueutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Fragilidades econ\u00f4micas da China abrem espa\u00e7o para maior"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/46714204.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    O estudo, intitulado &#8220;China &#8212; Uma pot\u00eancia fr\u00e1gil? Como a Europa pode usar a sua influ\u00eancia econ\u00f3mica sobre Pequim&#8221;, defende que a pol\u00edtica externa chinesa \u00e9 cada vez mais moldada n\u00e3o apenas pela for\u00e7a econ\u00f3mica e tecnol\u00f3gica do pa\u00eds, mas tamb\u00e9m por vulnerabilidades internas.<\/p>\n<p>                                                    Segundo os autores, a China enfrenta uma combina\u00e7\u00e3o de desafios estruturais, incluindo o envelhecimento acelerado da popula\u00e7\u00e3o, a queda do retorno dos investimentos, o elevado n\u00edvel de d\u00edvida e a persistente crise no setor imobili\u00e1rio.<br \/>\n                                                    &#8220;O crescimento econ\u00f3mico da China dever\u00e1 abrandar consideravelmente nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas&#8221;, refere o documento, acrescentando que as proje\u00e7\u00f5es apontam para uma expans\u00e3o inferior a 2,5% antes de 2035.<br \/>\n                                                    Os autores destacam que essas fragilidades poder\u00e3o limitar os recursos dispon\u00edveis para a proje\u00e7\u00e3o internacional de poder e aumentar a press\u00e3o interna sobre o Partido Comunista Chin\u00eas.<br \/>\n                                                    Segundo o Instituto da Uni\u00e3o Europeia para Estudos de Seguran\u00e7a, perante essas dificuldades, as autoridades chinesas poder\u00e3o refor\u00e7ar o controlo pol\u00edtico e econ\u00f3mico e intensificar a aposta na autossufici\u00eancia tecnol\u00f3gica. &#8220;A lideran\u00e7a chinesa poder\u00e1 dar cada vez mais prioridade \u00e0 seguran\u00e7a e ao controlo em detrimento da efici\u00eancia econ\u00f3mica&#8221;, indica o documento.<br \/>\n                                                    O estudo considera tamb\u00e9m que a desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica poder\u00e1 levar Pequim a adotar uma postura externa mais assertiva, recorrendo ao nacionalismo para consolidar o apoio interno.<br \/>\n                                                    &#8220;As press\u00f5es internas podem levar Pequim a adotar uma pol\u00edtica externa mais confrontacional&#8221;, alertam os autores, que referem o risco de tens\u00f5es acrescidas em \u00e1reas como o estreito de Taiwan ou o mar do Sul da China.<br \/>\n                                                    O &#8216;think tank&#8217; europeu aponta que a fraqueza da procura interna poder\u00e1 agravar problemas de sobrecapacidade industrial, incentivando empresas chinesas a exportar produtos a pre\u00e7os baixos para mercados externos.<br \/>\n                                                    &#8220;A sobrecapacidade industrial na China poder\u00e1 intensificar a press\u00e3o competitiva sobre as ind\u00fastrias europeias&#8221;, refere o documento, sublinhando que essa din\u00e2mica j\u00e1 tem impacto em setores como ve\u00edculos el\u00e9tricos, energia solar e baterias.<br \/>\n                                                    Apesar dessas fragilidades, o estudo sublinha que a China continua a dispor de instrumentos significativos de influ\u00eancia global, incluindo a sua posi\u00e7\u00e3o dominante em cadeias de abastecimento estrat\u00e9gicas e o peso da sua base industrial.<br \/>\n                                                    &#8220;A China mant\u00e9m uma influ\u00eancia significativa devido ao seu papel central nas cadeias de abastecimento globais&#8221;, real\u00e7a.<br \/>\n                                                    Os autores defendem que a UE deve adotar uma estrat\u00e9gia que combine pol\u00edticas de &#8220;redu\u00e7\u00e3o de riscos&#8221; com um uso mais ativo da sua influ\u00eancia econ\u00f3mica nas rela\u00e7\u00f5es com Pequim.<br \/>\n                                                    Segundo o documento, a UE continua a representar um mercado fundamental para a economia chinesa, especialmente em setores de maior valor acrescentado.<br \/>\n                                                    &#8220;A Europa continua a ser um mercado de exporta\u00e7\u00e3o crucial para os fabricantes chineses&#8221;, refere o estudo, acrescentando que o acesso ao mercado europeu constitui uma das principais alavancas de influ\u00eancia do bloco.<br \/>\n                                                    O relat\u00f3rio recomenda que a UE preserve essa vantagem estrat\u00e9gica enquanto ainda existe, diversificando cadeias de abastecimento, refor\u00e7ando a coordena\u00e7\u00e3o com parceiros internacionais e condicionando o acesso ao mercado europeu em setores sens\u00edveis.<br \/>\n                                                    Para os autores, uma estrat\u00e9gia europeia mais assertiva permitiria defender melhor os interesses do bloco e estabelecer uma base mais equilibrada para as rela\u00e7\u00f5es com Pequim num contexto de crescente rivalidade geopol\u00edtica.<br \/>\n                                                    &#8220;A Europa deve utilizar a sua influ\u00eancia econ\u00f3mica enquanto ainda a possui&#8221;, aponta o estudo.<br \/>\n                                                    Leia Tamb\u00e9m: Principais bolsas chinesas abrem a cair 2,68%<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estudo, intitulado &#8220;China &#8212; Uma pot\u00eancia fr\u00e1gil? 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