{"id":16787,"date":"2026-03-11T21:46:41","date_gmt":"2026-03-11T21:46:41","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/cip-mantem-abertura-negocial-sobre-lei-laboral-mas-nao-faz-de-contautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-03-11T21:46:41","modified_gmt":"2026-03-11T21:46:41","slug":"cip-mantem-abertura-negocial-sobre-lei-laboral-mas-nao-faz-de-contautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/cip-mantem-abertura-negocial-sobre-lei-laboral-mas-nao-faz-de-contautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"CIP mant\u00e9m &#8220;abertura negocial&#8221; sobre lei laboral mas n\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_692836811b1b7.webp?crop_params=eyJsYW5kc2NhcGUiOnsiY3JvcFdpZHRoIjoyNTYwLCJjcm9wSGVpZ2h0IjoxNDQwLCJjcm9wWCI6MCwiY3JvcFkiOjI0fX0=\" \/><\/p>\n<p>                                                    &#8220;N\u00f3s n\u00e3o abandonamos negocia\u00e7\u00f5es&#8221;, assegura o presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Empresarial de Portugal (CIP), Armindo Monteiro, sublinhando que manter\u00e1 &#8220;abertura negocial como sempre manteve&#8221; na reuni\u00e3o da pr\u00f3xima semana sobre as altera\u00e7\u00f5es \u00e0 lei laboral e cuja data ainda est\u00e1 a ser consensualizada entre UGT, Governo e as quatro confedera\u00e7\u00f5es empresariais. Na ter\u00e7a-feira, o presidente da Rep\u00fablica, Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro, defendeu que o pa\u00eds precisa de &#8220;um acordo equilibrado&#8221; em mat\u00e9ria de legisla\u00e7\u00e3o laboral, apelando a que representantes dos trabalhadores, empres\u00e1rios e Governo voltem a sentar-se \u00e0 mesa e encontrem uma solu\u00e7\u00e3o, depois de na segunda-feira as confedera\u00e7\u00f5es empresariais terem dado por encerradas as negocia\u00e7\u00f5es. Lembrando que as negocia\u00e7\u00f5es sobre esse assunto j\u00e1 est\u00e3o acontecendo &#8220;h\u00e1 sete meses&#8221;, o presidente da CIP avisa, no entanto, que a confedera\u00e7\u00e3o &#8220;n\u00e3o gosta de fazer de conta&#8221;, de modo que &#8220;ao final de cada reuni\u00e3o&#8221; vai &#8220;avaliar&#8221; se &#8220;h\u00e1 vontade de chegar a um acordo ou a fazer de conta&#8221;. &#8220;N\u00e3o vale a pena chover no molhado&#8221;, acrescenta Armindo Monteiro, apelando que haja um &#8220;esfor\u00e7o de todas as partes&#8221;. Armindo Monteiro diz ainda esperar &#8220;que a UGT n\u00e3o esteja interpretando de forma errada&#8221; o apelo do presidente da Rep\u00fablica para que seja alcan\u00e7ado um &#8220;acordo equilibrado&#8221;. &#8220;Tenho medo que possa ser entendido como a transmiss\u00e3o de poder de veto do presidente da Rep\u00fablica. Se houver esse entendimento n\u00e3o vai dar certo&#8221;, diz. Na segunda-feira, o presidente da CIP disse, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 RTP Not\u00edcias, que as negocia\u00e7\u00f5es sobre o pacote laboral tinham terminado sem acordo e responsabilizou a UGT pela aus\u00eancia de um entendimento. &#8220;A UGT n\u00e3o precisava fingir que entrava em um processo de negocia\u00e7\u00e3o que n\u00e3o quer fazer&#8221;, acrescentou Armindo Monteiro, dizendo que houve acordo em todas as mais de 100 medidas em discuss\u00e3o, &#8220;com exce\u00e7\u00e3o de 12&#8221; que, segundo afirmou, &#8220;eram as mais importantes&#8221;. Adiantou ainda que, ao contr\u00e1rio do Governo e das confedera\u00e7\u00e3o patronais, &#8220;que aceitaram recuar&#8221;, a UGT n\u00e3o aceitou sequer modelar essas 12 medidas para que fosse poss\u00edvel um entendimento. Por sua vez, o secret\u00e1rio-geral da UGT disse que a proposta &#8220;n\u00e3o re\u00fane as condi\u00e7\u00f5es para que a UGT d\u00ea seu acordo&#8221;, mas ressaltou que a central sindical &#8220;nunca saiu&#8221; das negocia\u00e7\u00f5es. O Governo tem tido v\u00e1rias reuni\u00f5es t\u00e9cnicas com as confedera\u00e7\u00f5es empresariais e a UGT para negociar as altera\u00e7\u00f5es \u00e0 lei laboral, e a CGTP, com assento na Concerta\u00e7\u00e3o Social, n\u00e3o tem sido convidada, com o executivo a argumentar que a central sindical se colocou desde o in\u00edcio \u00e0 margem das negocia\u00e7\u00f5es ao pedir a retirada da proposta da discuss\u00e3o. Por isso, a CGTP pediu hoje uma reuni\u00e3o urgente com o presidente da Rep\u00fablica, Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro, para manifestar &#8220;profunda preocupa\u00e7\u00e3o&#8221; com o pacote laboral e apontou que o seu afastamento do processo &#8220;viola os direitos constitucionais&#8221;. O anteprojeto de reforma, chamado &#8220;Trabalho XXI&#8221;, foi apresentado pelo Governo de Lu\u00eds Montenegro (PSD e CDS-PP) em 24 de julho de 2025 e a ministra do Trabalho j\u00e1 sinalizou a inten\u00e7\u00e3o de submeter a proposta de lei no parlamento, ainda que n\u00e3o se comprometa com uma data. As mudan\u00e7as propostas pelo governo em julho mereceram um &#8216;n\u00e3o&#8217; das centrais sindicais, que consideram as mudan\u00e7as um ataque aos direitos dos trabalhadores. As confedera\u00e7\u00f5es empresariais aplaudiram a reforma, mesmo que digam que h\u00e1 espa\u00e7o para melhorias. Diante das cr\u00edticas da CGTP e da UGT, o executivo entregou \u00e0 UGT uma nova proposta com algumas concess\u00f5es e novas medidas, mas reiterou que n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel para retirar toda a iniciativa, nem para deixar cair as traves mestras das mudan\u00e7as anunciadas. A UGT fez chegar uma contraproposta ao Governo em 04 de fevereiro e sinalizou que tem &#8216;linhas vermelhas&#8217; em mat\u00e9rias como a da contrata\u00e7\u00e3o a termo ou o &#8216;outsourcing&#8217;, cujas propostas considera &#8220;inaceit\u00e1veis&#8221;. A CIP tamb\u00e9m entregou nova proposta com altera\u00e7\u00f5es na lei trabalhista, na sequ\u00eancia da contraproposta apresentada pela UGT. Leia Tamb\u00e9m: &#8220;Se Hugo Soares quer dialogar com a UGT, deve ir \u00e0 UGT&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;N\u00f3s n\u00e3o abandonamos negocia\u00e7\u00f5es&#8221;, assegura o presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Empresarial de Portugal (CIP), Armindo Monteiro, sublinhando que manter\u00e1 &#8220;abertura negocial como sempre manteve&#8221; na reuni\u00e3o da pr\u00f3xima semana sobre as altera\u00e7\u00f5es \u00e0 lei laboral e cuja data ainda est\u00e1 a ser consensualizada entre UGT, Governo e as quatro confedera\u00e7\u00f5es empresariais. 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