{"id":1703,"date":"2025-07-29T09:25:38","date_gmt":"2025-07-29T09:25:38","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/imigrantes-ocupam-setores-com-carencia-e-enfrentam-maior-precariedadeutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-07-29T09:25:38","modified_gmt":"2025-07-29T09:25:38","slug":"imigrantes-ocupam-setores-com-carencia-e-enfrentam-maior-precariedadeutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/imigrantes-ocupam-setores-com-carencia-e-enfrentam-maior-precariedadeutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Imigrantes ocupam setores com car\u00eancia e enfrentam maior"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_6643a2068d1ac.jpg\" \/><br \/>Estas s\u00e3o algumas das conclus\u00f5es apresentadas no estudo &#8220;Mitos e Realidades Sobre a Migra\u00e7\u00e3o e o Mercado de Trabalho&#8221;, hoje divulgado pela Randstad Research e que se debru\u00e7ou sobre afirma\u00e7\u00f5es popularizadas sobre os imigrantes em Portugal.  &#8220;Neste estudo, o foco est\u00e1 em desmistificar perce\u00e7\u00f5es comuns e refor\u00e7ar os factos acerca da rela\u00e7\u00e3o entre a migra\u00e7\u00e3o e o mercado de trabalho em Portugal&#8221;, explicam os autores deste trabalho, que considerou imigrantes e estrangeiros que residem no pa\u00eds. Para a realiza\u00e7\u00e3o do estudo, os autores recorreram a dados do Minist\u00e9rio do Trabalho, Solidariedade e Seguran\u00e7a Social, Instituto do Emprego e Forma\u00e7\u00e3o Profissional (IEFP), o Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE) e Eurostat. No retrato demogr\u00e1fico que fazem \u00e0 popula\u00e7\u00e3o estrangeira em Portugal, os autores do estudo apontam que Portugal contava, no final de 2024, com uma popula\u00e7\u00e3o ativa estrangeira de 346.800 pessoas, das quais 302.200 estavam empregadas e 44.600 desempregadas. Dentro da popula\u00e7\u00e3o empregada, 51,3% eram homens e 48,7% mulheres, sendo que Lisboa, com 43,8%, acolhia quase metade dos estrangeiros desempregados em Portugal, seguindo-se Norte (21,2%) e Algarve (14,3%). Os dados analisados pela Randstad Research apontam que os estrangeiros &#8220;est\u00e3o mais representados em certos setores de reconhecida escassez de talento em Portugal&#8221;, destacando-se a agricultura (6,2% dos trabalhadores estrangeiros), hotelaria (18,3%), atividades administrativas e servi\u00e7os de apoio (que incluem limpeza, com 20,8%) e constru\u00e7\u00e3o (12%), categorias em que os trabalhadores portugueses apresentam quotas respetivas de 2,4%, 8,7%, 9,8% e 8,4%. Em sentido inverso, refere o documento, em setores como a ind\u00fastria, com\u00e9rcio e repara\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos, transportes e armazenagem e atividades de consultoria e cient\u00edficas, a propor\u00e7\u00e3o de estrangeiros \u00e9 sempre inferior \u00e0 da dos portugueses, destacando-se ainda a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade, em que apenas trabalham 6% dos estrangeiros em Portugal, contra 11,8% dos portugueses. Os autores acreditam que esta diferen\u00e7a pode ser explicada por barreira de reconhecimento de qualifica\u00e7\u00f5es, exig\u00eancias lingu\u00edsticas ou a necessidade de nacionalidade. A an\u00e1lise concluiu ainda que a contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria e a tempo parcial \u00e9 superior para os estrangeiros, sendo que, em 2024, cerca de um em cada tr\u00eas (35,8%) estava com contratos de emprego tempor\u00e1rio, contra 15,9% do total da popula\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m o emprego a tempo parcial estava mais presente nos trabalhadores imigrantes (11,2%) do que entre a popula\u00e7\u00e3o total em Portugal (8,1%). Quanto \u00e0s qualifica\u00e7\u00f5es, os autores assinalaram que, &#8220;contrariamente \u00e0 perce\u00e7\u00e3o comum&#8221;, uma parcela significativa da popula\u00e7\u00e3o nascida no estrangeiro e residente em Portugal possui qualifica\u00e7\u00f5es elevadas&#8221;, com 31,6% dos estrangeiros a possu\u00edrem ensino superior e 43,6% ensino secund\u00e1rio e p\u00f3s-secund\u00e1rio, acima das m\u00e9dias europeias de 27,4% e 32%, respetivamente. Mas apesar de Portugal estar a atrair talento, as conclus\u00f5es dos analistas s\u00e3o de que as suas qualifica\u00e7\u00f5es n\u00e3o est\u00e3o a ser aproveitadas, havendo uma maior sobrequalifica\u00e7\u00e3o de trabalho de estrangeiros (42,8%), contra os 15,7% na popula\u00e7\u00e3o total. Um outro quesito analisado refere mesmo que os estrangeiros &#8220;est\u00e3o desproporcionalmente concentrados em trabalhos menos qualificados, independentemente do seu n\u00edvel de qualifica\u00e7\u00e3o&#8221;, estando mais de metade em trabalhos n\u00e3o qualificados (29,7%) e trabalhadores dos servi\u00e7os pessoais, prote\u00e7\u00e3o e vendedores (22,4%), contra 14,6% e 21% no caso da popula\u00e7\u00e3o em geral. Os estrangeiros t\u00eam ainda uma menor representa\u00e7\u00e3o em profiss\u00f5es de maior qualifica\u00e7\u00e3o e responsabilidade, como em \u00e1reas intelectuais e cient\u00edficas e t\u00e9cnicos e profiss\u00f5es de n\u00edvel interm\u00e9dio. Sobre o impacto dos imigrantes nos sistemas de Seguran\u00e7a Social, o documento refere que estes &#8220;contribuem significativamente para a sustentabilidade&#8221; e destaca a evolu\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos, em que o saldo entre contributos e presta\u00e7\u00f5es recebidas foi sempre positivo, at\u00e9 a um m\u00e1ximo de 2.958 milh\u00f5es de euros no ano passado, fruto de contribui\u00e7\u00f5es de 3.645 milh\u00f5es de euros e de presta\u00e7\u00f5es recebidas de 687 milh\u00f5es de euros. Apesar de apresentarem uma taxa de desemprego (11,9%) superior \u00e0 da popula\u00e7\u00e3o total em Portugal (6,6%), a propor\u00e7\u00e3o de desempregados de longa dura\u00e7\u00e3o entre imigrantes \u00e9 16,7 pontos percentuais mais baixa do que a da popula\u00e7\u00e3o total, o que significa que estes apresentam &#8220;uma maior capacidade de inser\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida no mercado de trabalho&#8221;. Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego \u00e9 mais sazonal que da popula\u00e7\u00e3o total, o que tamb\u00e9m indica &#8220;desafios persistentes na sua integra\u00e7\u00e3o plena e equitativa no mercado de trabalho&#8221;. A Randstad Research reconhece que a popula\u00e7\u00e3o estrangeira com estatuto legal de residente tem crescido e est\u00e1 a alcan\u00e7ar &#8220;valores sem precedentes&#8221;, ultrapassando os 1,04 milh\u00f5es de pessoas em 2023, enquanto n\u00famero de imigrantes permanentes cresceu para 177.557, que contrasta &#8220;drasticamente com as entradas anuais da d\u00e9cada de 2010&#8221;. O estudo diz que Portugal \u00e9, h\u00e1 d\u00e9cadas, um destino para v\u00e1rias vagas migrat\u00f3rias, mas que &#8220;a partir de meados da d\u00e9cada de 2010, e de forma particularmente acentuada desde 2017, que o n\u00famero de estrangeiros dispara&#8221;, tendo quase triplicado ao longo da \u00faltima d\u00e9cada. &#8220;A realidade \u00e9 que esta intensidade e volume de chegada transformaram profundamente a paisagem demogr\u00e1fica portuguesa em tempo recorde&#8221;, dizem os autores. Uma outra diferen\u00e7a assinalada pelos autores do relat\u00f3rio \u00e9 a idade da popula\u00e7\u00e3o imigrante, em que mais de metade (55%) tem entre 20 e 44 anos, contra 29% para o total de residentes em Portugal. &#8220;Esta concentra\u00e7\u00e3o de imigrantes em idades ativas \u00e9 de vital import\u00e2ncia para um pa\u00eds como Portugal, que enfrenta um dos mais acentuados processos de envelhecimento demogr\u00e1fico da Europa, com uma baixa taxa de natalidade e um aumento da esperan\u00e7a m\u00e9dia de vida&#8221;, assinalam. Leia Tamb\u00e9m: Emigrantes portugueses satisfeitos com proposta de lei da nacionalidade<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estas s\u00e3o algumas das conclus\u00f5es apresentadas no estudo &#8220;Mitos e Realidades Sobre a Migra\u00e7\u00e3o e o Mercado de Trabalho&#8221;, hoje divulgado pela Randstad Research e que se debru\u00e7ou sobre afirma\u00e7\u00f5es popularizadas sobre os imigrantes em Portugal. &#8220;Neste estudo, o foco est\u00e1 em desmistificar perce\u00e7\u00f5es comuns e refor\u00e7ar os factos acerca da rela\u00e7\u00e3o entre a migra\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1704,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-1703","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1703","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1703"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1703\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1704"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1703"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1703"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1703"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}