{"id":17898,"date":"2026-03-23T16:12:14","date_gmt":"2026-03-23T16:12:14","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/sindicato-de-motoristas-mandatado-para-greve-mas-quer-negociarutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-03-23T16:12:14","modified_gmt":"2026-03-23T16:12:14","slug":"sindicato-de-motoristas-mandatado-para-greve-mas-quer-negociarutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/sindicato-de-motoristas-mandatado-para-greve-mas-quer-negociarutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Sindicato de Motoristas mandatado para greve, mas quer"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_5cda689860bad.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    Pelos estatutos, a diretoria do SIMM precisa de uma autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, aprovada em assembleia geral pelos associados, para poder apresentar um aviso de greve em qualquer fase da negocia\u00e7\u00e3o. &#8220;Os outros sindicatos n\u00e3o t\u00eam essa limita\u00e7\u00e3o, podem fazer quando bem entenderem. No caso do SIMM, e por obriga\u00e7\u00e3o de seus estatutos, \u00e9 necess\u00e1ria a consulta aos associados&#8221;, avan\u00e7ou Filipe Costa. A autoriza\u00e7\u00e3o, aprovada por maioria, coloca a dire\u00e7\u00e3o do SIMM &#8220;em p\u00e9 da igualdade com os demais sindicatos&#8221; caso seja tomada a decis\u00e3o de entrar em greve no setor. No entanto, Filipe Costa esclareceu que &#8220;n\u00e3o \u00e9 inten\u00e7\u00e3o deste sindicato, e dos demais sindicatos, usar a greve como arma para conseguir alguns objetivos&#8221;, mas adiantou que as estruturas n\u00e3o hesitar\u00e3o em faz\u00ea-lo &#8220;caso seja necess\u00e1rio&#8221;. &#8220;Levando em conta o que aconteceu em 2019, em situa\u00e7\u00f5es muito similares, temos perfeita no\u00e7\u00e3o do impacto que a paralisa\u00e7\u00e3o desse setor causa \u00e0 sociedade&#8221;, e admitiu que, na atual conjuntura, &#8220;teria um impacto muito maior&#8221;. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 uma inten\u00e7\u00e3o clara de faz\u00ea-lo, mas n\u00e3o hesitaremos, se for necess\u00e1rio. Temos aqui algumas linhas vermelhas no \u00e2mbito da negocia\u00e7\u00e3o que temos que ver garantidas e iremos lutar por elas&#8221;, acrescentou. O caderno de reivindica\u00e7\u00f5es inclui assuntos como revis\u00e3o salarial, revis\u00e3o do vale-refei\u00e7\u00e3o, condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a e jornada de trabalho dos motoristas. Para breve, mas ainda sem data marcada, est\u00e1 prevista uma nova reuni\u00e3o com as associa\u00e7\u00f5es patronais, para tentar superar o impasse em que as negocia\u00e7\u00f5es entraram, apesar de um dos sindicatos do setor &#8211; o Sindicato dos Trabalhadores Rodovi\u00e1rios e Urbanos de Portugal (STRUP), representado pela Fectrans &#8211; j\u00e1 ter chegado a um acordo. Para o presidente do SIMM, esse acordo &#8220;tem partes&#8221; que n\u00e3o podem aceitar, &#8220;principalmente no que toca aos limites de tempos de trabalho que ir\u00e3o ser impostos aos motoristas&#8221;. Segundo ele, os motoristas de transporte de carga, apesar de terem uma carga hor\u00e1ria bastante alta, at\u00e9 agora &#8220;podiam estender as jornadas de trabalho dentro de certos limites&#8221;. Mas a forma como o texto da proposta patronal \u00e9 constru\u00eddo sugere que a prorroga\u00e7\u00e3o &#8220;n\u00e3o \u00e9 mais uma possibilidade&#8221;. &#8220;Os empregadores v\u00e3o usar a extens\u00e3o (do tempo de trabalho) como obriga\u00e7\u00e3o. E n\u00f3s n\u00e3o podemos permitir que isso aconte\u00e7a porque n\u00e3o estamos s\u00f3 sobrecarregando quem j\u00e1 tem cargas hor\u00e1rias altas. Estamos colocando em risco a popula\u00e7\u00e3o em geral, porque um caminh\u00e3o trafegando em uma estrada dirigido por um motorista cansado n\u00e3o vai trazer bons resultados para ningu\u00e9m&#8221;, disse Felipe Costa. De acordo com a diretiva europeia que regulamenta o setor, as jornadas de trabalho dos motoristas podem se estender at\u00e9 60 horas semanais, desde que n\u00e3o tenham excedido uma m\u00e9dia de 48 horas nas 17 semanas anteriores, mas pela legisla\u00e7\u00e3o nacional, o trabalho extra n\u00e3o pode passar do limite de 200 horas anuais. &#8220;Estamos falando de cargas hor\u00e1rias normais de 12 a 15 horas dirigindo ve\u00edculos pesados \u200b\u200bem vias p\u00fablicas. Acredito que n\u00e3o seja muito dif\u00edcil perceber o cansa\u00e7o que isso causa nos motoristas&#8221;, refor\u00e7ou o dirigente sindical. Ele disse que nesta \u00e9poca do ano, a maioria dos motoristas j\u00e1 passou do limite de 200 horas extras anuais. &#8220;Sob a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista portuguesa, n\u00e3o deveriam prestar mais trabalho extraordin\u00e1rio. A realidade \u00e9 que dali para frente continuam prestando, embora n\u00e3o sejam recompensados \u200b\u200bpor isso&#8221;. Embora recebam compensa\u00e7\u00e3o pela regulamenta\u00e7\u00e3o hor\u00e1ria, e as empresas se disponibilizem a fazer um pagamento adicional, a posi\u00e7\u00e3o do SIMM \u00e9 que os motoristas n\u00e3o devem ser for\u00e7ados a atingir os limites permitidos por lei. &#8220;Os limites que poderiam ser atingidos se tornam os limites normais de trabalho para os motoristas, e n\u00e3o podemos permitir isso&#8221;, disse ainda. Para o SIMM e os outros tr\u00eas sindicatos que representam o setor que n\u00e3o chegaram a um acordo, &#8220;essas medidas s\u00e3o linhas vermelhas&#8221;, disse. Leia Tamb\u00e9m: Confagri aponta passividade do governo: &#8220;Setor agroalimentar sob press\u00e3o&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pelos estatutos, a diretoria do SIMM precisa de uma autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, aprovada em assembleia geral pelos associados, para poder apresentar um aviso de greve em qualquer fase da negocia\u00e7\u00e3o. &#8220;Os outros sindicatos n\u00e3o t\u00eam essa limita\u00e7\u00e3o, podem fazer quando bem entenderem. 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