{"id":18311,"date":"2026-03-26T22:47:30","date_gmt":"2026-03-26T22:47:30","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/lei-laboral-governo-mantem-medidas-contestadas-pela-ugtutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-03-26T22:47:30","modified_gmt":"2026-03-26T22:47:30","slug":"lei-laboral-governo-mantem-medidas-contestadas-pela-ugtutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/lei-laboral-governo-mantem-medidas-contestadas-pela-ugtutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Lei laboral: Governo mant\u00e9m medidas contestadas pela UGT"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_67599c32c1906.webp?crop_params=eyJsYW5kc2NhcGUiOnsiY3JvcFdpZHRoIjoyMzMxLCJjcm9wSGVpZ2h0IjoxMzExLCJjcm9wWCI6LTEsImNyb3BZIjoxNjV9LCJwb3J0cmFpdCI6eyJjcm9wV2lkdGgiOjkzMiwiY3JvcEhlaWdodCI6MTY1NywiY3JvcFgiOjc4NywiY3JvcFkiOjZ9fQ==\" \/><\/p>\n<p>                                                    O governo entregou um novo documento \u00e0 UGT e \u00e0s confedera\u00e7\u00f5es empresariais sobre as mudan\u00e7as na lei trabalhista, insistindo em particular no alargamento do prazo dos contratos e mexendo nos setores abrangidos por servi\u00e7os m\u00ednimos em caso de greve. No documento a que a Lusa teve acesso, o Governo insiste em alargar a dura\u00e7\u00e3o do contrato de trabalho a termo certo de dois para tr\u00eas anos, depois de ter chegado a admitir que a dura\u00e7\u00e3o m\u00e1xima pudesse ser de dois e meio e meio, segundo tinha indicado o presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Empresarial de Portugal (CIP), em 16 de mar\u00e7o. Ao mesmo tempo, mant\u00e9m a inten\u00e7\u00e3o de ampliar a dura\u00e7\u00e3o m\u00e1xima dos contratos por tempo indeterminado de quatro para cinco anos, como proposto inicialmente. Por outro lado, acolhendo sugest\u00e3o da CIP, o Governo prop\u00f5e que &#8220;a presta\u00e7\u00e3o de atividade motivada por situa\u00e7\u00e3o de calamidade formalmente declarada&#8221; possa ser invocada como motivo justificativo para celebrar contrato de trabalho a termo resolutivo. A possibilidade de n\u00e3o reintegra\u00e7\u00e3o do trabalhador em caso de dispensa il\u00edcita, considerada uma das &#8220;linhas vermelhas&#8221; para a UGT, permanece. &#8220;Caso o tribunal exclua a reintegra\u00e7\u00e3o, o trabalhador tem direito a indeniza\u00e7\u00e3o, determinada pelo tribunal entre 45 e 60 dias de retribui\u00e7\u00e3o base e diuturnidades por cada ano completo ou fra\u00e7\u00e3o de antiguidade (&#8230;) n\u00e3o podendo ser inferior ao valor correspondente a seis meses de retribui\u00e7\u00e3o base e diuturnidades&#8221;, l\u00ea-se no documento a que a Lusa teve acesso. E, se na proposta apresentada em julho o governo pretendia revogar a norma que prev\u00ea restri\u00e7\u00f5es \u00e0 &#8216;terceiriza\u00e7\u00e3o&#8217; em caso de demiss\u00e3o, agora admite que a proibi\u00e7\u00e3o se aplica &#8220;nos seis meses posteriores \u00e0 decis\u00e3o de dispensa coletiva ou demiss\u00e3o por extin\u00e7\u00e3o de posto de trabalho&#8221; nas fun\u00e7\u00f5es em que se inserem &#8220;no \u00e2mbito da atividade-fim da empresa&#8221;. No que diz respeito ao artigo relativo ao banco de horas individual, o documento agora se refere a &#8220;banco de horas por acordo&#8221;, prevendo que &#8220;na falta de acordo coletivo de trabalho&#8221; pode &#8220;ser institu\u00eddo por acordo expresso entre o empregador e o empregado&#8221;. Nesse contexto, mant\u00e9m que &#8220;o per\u00edodo normal de trabalho pode ser aumentado at\u00e9 duas horas di\u00e1rias e atingir 50 horas semanais, tendo o acr\u00e9scimo por limite 150 horas por ano e um per\u00edodo de refer\u00eancia que n\u00e3o pode exceder 4 meses&#8221; e revoga ainda o banco de horas grupal. O documento tamb\u00e9m contempla algumas mudan\u00e7as nos setores que passam a ser cobertos por servi\u00e7os m\u00ednimos em caso de greve. Se a proposta apresentada em julho inclu\u00eda abastecimento de alimentos, servi\u00e7os de cuidado a crian\u00e7as, idosos, doentes e pessoas com defici\u00eancia, bem como servi\u00e7os de seguran\u00e7a privada de bens ou equipamentos essenciais nos setores destinados \u00e0 necessidade de &#8220;necessidades sociais impreter\u00edveis&#8221;, o novo documento deixa de fazer refer\u00eancia ao abastecimento de alimentos e aos servi\u00e7os de seguran\u00e7a privada de bens ou equipamentos essenciais. Por outro lado, no que toca aos servi\u00e7os de cuidado a crian\u00e7as clarifica que se trata de &#8220;crian\u00e7as institucionalizadas&#8221;. Em esclarecimento enviado \u00e0 Lusa, o Minist\u00e9rio do Trabalho, Solidariedade e Seguran\u00e7a Social diz que &#8220;n\u00e3o comenta o conte\u00fado&#8221; do documento &#8220;que est\u00e1 sob reserva&#8221; e diz &#8220;que n\u00e3o se trata de uma proposta do Governo mas o ponto em que est\u00e3o as negocia\u00e7\u00f5es com os parceiros, incluindo a UGT&#8221;. Leia Tamb\u00e9m: Ainda n\u00e3o h\u00e1 acordo para rever lei trabalhista, mas h\u00e1 avan\u00e7os? O que se sabe<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo entregou um novo documento \u00e0 UGT e \u00e0s confedera\u00e7\u00f5es empresariais sobre as mudan\u00e7as na lei trabalhista, insistindo em particular no alargamento do prazo dos contratos e mexendo nos setores abrangidos por servi\u00e7os m\u00ednimos em caso de greve. 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