{"id":19528,"date":"2026-04-10T04:13:25","date_gmt":"2026-04-10T04:13:25","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/governo-quer-reduzir-penas-a-quem-ocultar-contratos-a-seguranca-socialutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-04-10T04:13:25","modified_gmt":"2026-04-10T04:13:25","slug":"governo-quer-reduzir-penas-a-quem-ocultar-contratos-a-seguranca-socialutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/governo-quer-reduzir-penas-a-quem-ocultar-contratos-a-seguranca-socialutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Governo quer reduzir penas a quem ocultar contratos \u00e0"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/25945634.webp?crop_params=eyJsYW5kc2NhcGUiOnsiY3JvcFdpZHRoIjoyNTQxLCJjcm9wSGVpZ2h0IjoxNDI5LCJjcm9wWCI6MTEsImNyb3BZIjozfX0=\" \/><\/p>\n<p>                                                    A inten\u00e7\u00e3o faz parte de uma nova vers\u00e3o da proposta de mudan\u00e7a na legisla\u00e7\u00e3o trabalhista entregue em mar\u00e7o \u00e0 UGT e \u00e0s quatro confedera\u00e7\u00f5es empresariais antes da \u00faltima rodada de reuni\u00f5es realizada na \u00faltima segunda-feira, 06 de abril.  No documento a que a Lusa teve acesso, o Governo rev\u00ea o regime de responsabilidade criminal a aplicar aos empregadores pela omiss\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o de admiss\u00e3o de trabalhadores, consagrado no artigo 106.\u00b0-A do Regime Geral das Infra\u00e7\u00f5es Tribut\u00e1rias (RGIT). Nessa nova vers\u00e3o, o governo prop\u00f5e que &#8220;o empregador que n\u00e3o comunicar \u00e0 Previd\u00eancia a admiss\u00e3o de trabalhadores&#8221; no prazo de seis meses seguintes ao fim do prazo legal de envio dessa informa\u00e7\u00e3o &#8220;\u00e9 punido com multa de at\u00e9 80 dias&#8221; (at\u00e9 40 mil euros). Trata-se de uma mudan\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao anteprojeto de reforma trabalhista apresentado em julho de 2025, no qual o governo prop\u00f4s revogar o artigo atualmente em vigor, que prev\u00ea que um empregador pode ser punido com pena de reclus\u00e3o de at\u00e9 tr\u00eas anos ou com multa de at\u00e9 360 dias (at\u00e9 R$ 180 mil). Ou seja, na nova vers\u00e3o acaba a possibilidade de os empregadores serem condenados com uma pena de pris\u00e3o e, simultaneamente, reduz o valor da multa m\u00e1xima, ao baixar a base de c\u00e1lculo de 360 \u200b\u200bdias para 80. A criminaliza\u00e7\u00e3o atualmente em vigor existe desde 01 de maio de 2023, desde que entregou em vigor a Agenda do Trabalho Digno, lan\u00e7ada pelo \u00faltimo Governo de Ant\u00f3nio Costa. Os empregadores t\u00eam que comunicar a admiss\u00e3o de trabalhadores \u00e0 Previd\u00eancia Social at\u00e9 o in\u00edcio da execu\u00e7\u00e3o do contrato ou, em casos excepcionais, nas 24 horas subsequentes ao in\u00edcio da atividade (como por exemplo, em contratos de muito curta dura\u00e7\u00e3o ou trabalho por turnos). A criminaliza\u00e7\u00e3o aplica-se se uma entidade n\u00e3o fizer essa comunica\u00e7\u00e3o nos seis meses seguintes aos prazos previstos no artigo 29.\u00ba do C\u00f3digo dos Regimes Contributivos, explica \u00e0 Lusa a advogada Isabel Ara\u00fajo Costa, do departamento de direito do trabalho e Seguran\u00e7a Social da sociedade de advogados Antas da Cunha Ecija. As penalidades criminais se aplicam a qualquer empregador, o que inclui cidad\u00e3os particulares que contratam um trabalhador do servi\u00e7o dom\u00e9stico. Advogadas contactadas pela Lusa explicam que, com a mudan\u00e7a proposta pelo Governo aos parceiros sociais, a omiss\u00e3o continuar\u00e1 a ser crime, embora deixe de ser pun\u00edvel com pena de pris\u00e3o. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 descriminaliza\u00e7\u00e3o&#8221; da conduta, que segue tipificada no &#8220;tipificada no Regime Geral de Infra\u00e7\u00f5es Tribut\u00e1rias (RGIT) como il\u00edcito penal&#8221;, confirma Isabel Ara\u00fajo Costa. &#8220;A &#8216;pena de multa&#8217; \u00e9 uma pena criminal (n\u00e3o uma coima contraordenacional)&#8221;, enquadra, explicando que a substitui\u00e7\u00e3o da moldura &#8220;continua a qualificar a omiss\u00e3o como crime, apenas com pena n\u00e3o privativa de liberdade&#8221;, passando a ser considerado um &#8220;crime mais leve&#8221;, especifica. Madalena Caldeira e Ana Baptista Borges, do departamento de direito do trabalho do escrit\u00f3rio de Lisboa da G\u00f3mez-Acebo &#038; Pombo, ressaltam que &#8220;no direito portugu\u00eas, a criminaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o depende da exist\u00eancia de pena de pris\u00e3o, existindo crimes &#8212; de menor gravidade &#8211; punidos exclusivamente com pena de multa&#8221;. Os valores das multas s\u00e3o calculados na forma prevista no C\u00f3digo Penal. &#8220;A multa \u00e9 fixada em &#8216;dias de multa'&#8221;, sendo o n\u00famero &#8220;definido pelo tribunal dentro dos limites da moldura legal do crime&#8221;, com uma taxa di\u00e1ria fixada &#8220;entre cinco cinco e 500 euros, atendendo \u00e0 situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica e financeira do arguido e aos seus encargos pessoais&#8221;, indica Ara\u00fajo Costa. Leia Tamb\u00e9m: Quanto voc\u00ea vai receber de aposentadoria? App da seg. Social tem novidades<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A inten\u00e7\u00e3o faz parte de uma nova vers\u00e3o da proposta de mudan\u00e7a na legisla\u00e7\u00e3o trabalhista entregue em mar\u00e7o \u00e0 UGT e \u00e0s quatro confedera\u00e7\u00f5es empresariais antes da \u00faltima rodada de reuni\u00f5es realizada na \u00faltima segunda-feira, 06 de abril. 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