{"id":19668,"date":"2026-04-12T16:22:03","date_gmt":"2026-04-12T16:22:03","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/setor-da-defesa-portugues-ve-oportunidades-nos-eua-e-medio-orienteutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-04-12T16:22:03","modified_gmt":"2026-04-12T16:22:03","slug":"setor-da-defesa-portugues-ve-oportunidades-nos-eua-e-medio-orienteutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/setor-da-defesa-portugues-ve-oportunidades-nos-eua-e-medio-orienteutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Setor da defesa portugu\u00eas v\u00ea oportunidades nos EUA e M\u00e9dio"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_591353333f151.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    Em entrevista \u00e0 Lusa, antes do acordo de cessar fogo entre EUA, Israel e Ir\u00e3, Jos\u00e9 Neves admite um refor\u00e7o da presen\u00e7a internacional, ressaltando que h\u00e1 empresas portuguesas expandindo opera\u00e7\u00f5es para os Estados Unidos e destacando o &#8220;grande impacto&#8221; de iniciativas, como feiras, no Oriente M\u00e9dio, onde empresas nacionais t\u00eam assegurado novos contratos. &#8220;N\u00e3o posso dar muitos detalhes, mas tenho conhecimento de algumas empresas portuguesas que est\u00e3o expandindo opera\u00e7\u00f5es para os Estados Unidos&#8221;, revelou o respons\u00e1vel do cluster que integra cerca de 180 entidades entre empresas, universidades e centros de pesquisa das \u00e1reas de aeron\u00e1utica, espa\u00e7o e defesa (AED). Jos\u00e9 Neves ressaltou que se trata de um mercado &#8220;muito aberto e interessante&#8221;, com &#8220;contratos grandes&#8221;, o que tem levado &#8220;muitas vezes as empresas a falar entre elas&#8221; para avaliar a necessidade de fazer &#8220;uma &#8216;joint venture&#8217; entre empresas portuguesas e empresas americanas&#8221;. Apesar do potencial externo, o executivo defende que a atual conjuntura geopol\u00edtica, como o conflito no Oriente M\u00e9dio, est\u00e1 acelerando principalmente uma transforma\u00e7\u00e3o estrutural do setor, marcada por um maior foco em tecnologia e inova\u00e7\u00e3o. No curto prazo destaca o desafio da guerra no Oriente M\u00e9dio, com alguns equipamentos europeus sendo desviados da Ucr\u00e2nia para outros conflitos. &#8220;Mas no m\u00e9dio prazo isso pode abrir oportunidades para as empresas produzirem n\u00e3o s\u00f3 para a Europa, mas tamb\u00e9m para mercados emergentes em outras regi\u00f5es do globo&#8221;, explicou. &#8220;A guerra cada vez \u00e9 menos feita por grandes plataformas e \u00e9 cada vez mais feita por pequenas plataformas com desenvolvimentos muito r\u00e1pidos que se adaptam todos os dias&#8221;, disse, apontando para um novo paradigma baseado em drones, guerra eletr\u00f4nica e capacidade de adapta\u00e7\u00e3o. Nesse contexto, ele considera que Portugal est\u00e1 bem posicionado para aproveitar essa mudan\u00e7a, j\u00e1 que &#8220;as empresas portuguesas t\u00eam tido essa capacidade&#8221; de responder rapidamente a novas necessidades no terreno. O executivo destaca ainda o conceito de &#8220;new defence&#8221;, nova orienta\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e legislativa, baseada em empresas mais \u00e1geis e inovadoras, que conseguem acompanhar ciclos de desenvolvimento cada vez mais curtos. &#8220;As mudan\u00e7as que s\u00e3o feitas nos drones (&#8230;) s\u00e3o a cada duas semanas, n\u00e3o a cada dois anos&#8221;, exemplificou. Jos\u00e9 Neves ressalta que essa evolu\u00e7\u00e3o favorece pa\u00edses com empresas mais flex\u00edveis, como Portugal, em um contexto em que a Europa busca refor\u00e7ar sua autonomia na \u00e1rea de defesa. &#8220;Essa nova tend\u00eancia (&#8230;) se encaixa no perfil e no DNA das empresas portuguesas&#8221;, disse, defendendo que a capacidade de inova\u00e7\u00e3o r\u00e1pida pode ser uma vantagem competitiva no mercado internacional. Al\u00e9m da tecnologia, Jos\u00e9 Neves identifica os recursos humanos como um dos principais desafios para o crescimento do setor, em um momento em que a demanda por talentos qualificados aumenta em toda a Europa. &#8220;O desafio n\u00e3o \u00e9 contratar, \u00e9 reter&#8221;, disse, explicando que os trabalhadores ganham habilidades altamente valorizadas e se tornam atraentes para outros mercados com sal\u00e1rios mais altos. Ainda assim, ele ressalta que Portugal tem conseguido atrair talentos gra\u00e7as \u00e0 combina\u00e7\u00e3o entre projetos inovadores e oportunidades de desenvolvimento. &#8220;Desenvolver drones, sat\u00e9lites, aeronaves (&#8230;) s\u00e3o desafios enormes&#8221;, disse. O oficial tamb\u00e9m enquadra essa evolu\u00e7\u00e3o em um esfor\u00e7o europeu para refor\u00e7ar a capacidade produtiva no setor de defesa, ap\u00f3s d\u00e9cadas de depend\u00eancia externa, nomeadamente dos EUA. &#8220;N\u00e3o \u00e9 de um dia para o outro (&#8230;) que se consegue revolucionar&#8221;, disse, ressaltando que o fortalecimento da produ\u00e7\u00e3o e da qualifica\u00e7\u00e3o de recursos humanos exigir\u00e1 v\u00e1rios anos. Para o presidente do AED Cluster, essa transforma\u00e7\u00e3o do setor, aliada \u00e0 crescente demanda internacional, cria uma oportunidade para refor\u00e7ar o posicionamento de Portugal na ind\u00fastria global de defesa. Leia Tamb\u00e9m: &#8220;92% do que \u00e9 produzido nos setores aeroespacial e de defesa \u00e9 exportado&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista \u00e0 Lusa, antes do acordo de cessar fogo entre EUA, Israel e Ir\u00e3, Jos\u00e9 Neves admite um refor\u00e7o da presen\u00e7a internacional, ressaltando que h\u00e1 empresas portuguesas expandindo opera\u00e7\u00f5es para os Estados Unidos e destacando o &#8220;grande impacto&#8221; de iniciativas, como feiras, no Oriente M\u00e9dio, onde empresas nacionais t\u00eam assegurado novos contratos. &#8220;N\u00e3o posso [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19669,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-19668","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19668","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19668"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19668\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19669"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19668"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19668"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19668"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}