{"id":19670,"date":"2026-04-12T16:45:12","date_gmt":"2026-04-12T16:45:12","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/92-do-que-e-produzido-nos-setores-aeroespacial-e-defesa-e-exportadoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-04-12T16:45:12","modified_gmt":"2026-04-12T16:45:12","slug":"92-do-que-e-produzido-nos-setores-aeroespacial-e-defesa-e-exportadoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/92-do-que-e-produzido-nos-setores-aeroespacial-e-defesa-e-exportadoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"&#8220;92% do que \u00e9 produzido nos setores aeroespacial e defesa \u00e9"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_69ca1fca40f89.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    Em entrevista \u00e0 Lusa, antes do acordo de cessar fogo entre EUA, Israel e Ir\u00e3, Jos\u00e9 Neves detalhou que os setores de aeron\u00e1utica, espa\u00e7o e defesa (AED) v\u00eam consolidando seu peso na economia, com forte orienta\u00e7\u00e3o externa, ressaltando que &#8220;92% do que \u00e9 produzido \u00e9 exportado&#8221;. Questionado sobre os principais destinos dessas exporta\u00e7\u00f5es, ele apontou que \u00e9, &#8220;garantido, o Brasil, por causa da produ\u00e7\u00e3o da Embraer em Portugal e da rela\u00e7\u00e3o muito pr\u00f3xima&#8221; ao pa\u00eds. Depois v\u00eam Espanha, Fran\u00e7a e Alemanha, &#8220;acima de tudo porque temos empresas baseadas em solo portugu\u00eas, mas cuja matriz est\u00e1 na Fran\u00e7a&#8221;, como \u00e9 o caso da Airbus. Segundo o executivo, os dados mais recentes, relativos a 2024, apontam para um faturamento de 2,1 bilh\u00f5es de euros e cerca de 20 mil postos de trabalho, antecipando um crescimento de pelo menos 10% em 2025. O cluster integra atualmente cerca de 180 entidades entre empresas, universidades e centros de pesquisa de aeron\u00e1utica, espa\u00e7o e defesa, refletindo a expans\u00e3o de um setor que vem ganhando dimens\u00e3o na \u00faltima d\u00e9cada. O respons\u00e1vel destaca que Portugal tem vindo a refor\u00e7ar as capacidades industriais em v\u00e1rias \u00e1reas, da aeron\u00e1utica ao espa\u00e7o, incluindo o desenvolvimento de sat\u00e9lites, drones e sistemas de comunica\u00e7\u00f5es. &#8220;Estamos hoje fabricando sat\u00e9lites e lan\u00e7adores de sat\u00e9lites, algo inimagin\u00e1vel, talvez, h\u00e1 10 anos&#8221;, disse. Ao lado do crescimento industrial, o setor mant\u00e9m uma forte integra\u00e7\u00e3o nas cadeias de valor internacionais, com componentes produzidos em Portugal integrando aeronaves de fabricantes globais. &#8220;Todas as aeronaves da Embraer, Airbus e Boeing levam a bordo componentes ou pe\u00e7as fabricadas em Portugal&#8221;, disse. Jos\u00e9 Neves tamb\u00e9m ressalta a import\u00e2ncia da articula\u00e7\u00e3o entre ind\u00fastria, Estado e For\u00e7as Armadas para sustentar o crescimento do setor. &#8220;\u00c9 o tri\u00e2ngulo entre ind\u00fastria, For\u00e7as Armadas e Governo&#8221;, disse, defendendo maior alinhamento entre necessidades operacionais e desenvolvimento industrial. Segundo o respons\u00e1vel, esse trabalho conjunto \u00e9 essencial para garantir que Portugal desenvolva capacidades pr\u00f3prias e aumente a incorpora\u00e7\u00e3o nacional em grandes projetos de defesa. Nesse contexto, ele defende que a \u00e1rea de defesa e aeroespacial pode vir a assumir um peso relevante nas exporta\u00e7\u00f5es portuguesas, como outros setores industriais. As exporta\u00e7\u00f5es na \u00e1rea de defesa representam atualmente menos de 1% do total, valor que o executivo admite que \u00e9 &#8220;pouco&#8221;. &#8220;Estamos falando de sistemas de drones e comunica\u00e7\u00f5es, mas no futuro teremos sat\u00e9lites, lan\u00e7adores e aeronaves. Ent\u00e3o, teremos uma gama muito maior&#8221;, ressaltou. &#8220;Temos que almejar que as exporta\u00e7\u00f5es na \u00e1rea de defesa possam ser 2 ou 3% no futuro&#8221;, disse, apontando um horizonte de cerca de 10 anos. Jos\u00e9 Neves estabelece uma compara\u00e7\u00e3o com o impacto da ind\u00fastria automobil\u00edstica na economia nacional, dizendo que a Autoeuropa &#8220;representa 3% das exporta\u00e7\u00f5es nacionais&#8221; e que o setor de defesa pode seguir trajet\u00f3ria semelhante. &#8220;Neste momento, dos carros produzidos na Europa, 95% t\u00eam algo produzido em Portugal. Portanto, n\u00f3s queremos tamb\u00e9m ter essa ambi\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da defesa&#8221;, apontou. Para ele, esse crescimento tamb\u00e9m depender\u00e1 da capacidade de atrair investimentos, desenvolver produtos com maior valor agregado e refor\u00e7ar recursos humanos qualificados. Leia Tamb\u00e9m: Mais R$ 20 milh\u00f5es para armazenamento de energia, R$ 11,9 para gases renov\u00e1veis<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista \u00e0 Lusa, antes do acordo de cessar fogo entre EUA, Israel e Ir\u00e3, Jos\u00e9 Neves detalhou que os setores de aeron\u00e1utica, espa\u00e7o e defesa (AED) v\u00eam consolidando seu peso na economia, com forte orienta\u00e7\u00e3o externa, ressaltando que &#8220;92% do que \u00e9 produzido \u00e9 exportado&#8221;. 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