{"id":19836,"date":"2026-04-14T14:42:53","date_gmt":"2026-04-14T14:42:53","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/brasil-lidera-concentracao-de-riqueza-na-america-latinautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-04-14T14:42:53","modified_gmt":"2026-04-14T14:42:53","slug":"brasil-lidera-concentracao-de-riqueza-na-america-latinautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/brasil-lidera-concentracao-de-riqueza-na-america-latinautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Brasil lidera concentra\u00e7\u00e3o de riqueza na Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/46258561.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    Por outro lado, metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira mant\u00e9m patrim\u00f4nio estagnado e a carga tribut\u00e1ria chega a cerca de 33% do PIB, diz a conclus\u00e3o do relat\u00f3rio do laborat\u00f3rio de pesquisa sediado na Paris School of Economics e dirigido pelo economista Gabriel Zucman. O documento indica que a riqueza desses bilion\u00e1rios, que concentram cerca de 265 bilh\u00f5es de d\u00f3lares (225 bilh\u00f5es de euros), cresceu quase sete vezes desde 2000, alcan\u00e7ando 556 bilh\u00f5es de d\u00f3lares (472 bilh\u00f5es de euros). &#8220;Se ampliarmos o limite para os bilion\u00e1rios, o patrim\u00f4nio acumulado chega a US$ 556 bilh\u00f5es, o que equivale a um quarto do PIB brasileiro. Em contrapartida, o patrim\u00f4nio de 50% da popula\u00e7\u00e3o permaneceu praticamente estagnado durante o mesmo per\u00edodo&#8221;, informa-se no estudo. Ao mesmo tempo, aborda o relat\u00f3rio, o Brasil tem uma carga tribut\u00e1ria elevada em compara\u00e7\u00e3o aos padr\u00f5es regionais. &#8220;O Brasil arrecada cerca de 33% do PIB em impostos, um pouco abaixo da m\u00e9dia dos pa\u00edses da OCDE (34%) e bem acima da m\u00e9dia da Am\u00e9rica Latina (21,3%)&#8221;, observa-se no documento. Apesar da carga tribut\u00e1ria relativamente alta no Brasil, o sistema \u00e9 considerado &#8220;fortemente regressivo&#8221;. &#8220;Os impostos sobre o consumo &#8212; inclu\u00eddos nos pre\u00e7os de bens e servi\u00e7os &#8212; t\u00eam um peso elevado, enquanto os que incidem sobre a renda e o patrim\u00f3nio s\u00e3o relativamente baixos. Como todos pagam o mesmo tipo de impostos ao consumir, esses impostos incidem sobre uma parcela maior da renda das fam\u00edlias mais pobres&#8221;, diz o texto. O relat\u00f3rio vem em um contexto de reformas tribut\u00e1rias no pa\u00eds e de debate internacional sobre a tributa\u00e7\u00e3o dos mais ricos, tema que o chefe de Estado brasileiro, Lula da Silva, tem promovido em f\u00f3runs como o G20, presidido pelo Brasil entre 1\u00ba de dezembro de 2023 e 30 de novembro de 2024. Al\u00e9m do Brasil, o relat\u00f3rio do Observat\u00f3rio Fiscal Internacional analisa a intera\u00e7\u00e3o entre desigualdade e impostos na Am\u00e9rica Latina, incluindo Argentina, Chile, Col\u00f4mbia, M\u00e9xico, Peru e Uruguai, al\u00e9m de avaliar diferentes op\u00e7\u00f5es para fortalecer a tributa\u00e7\u00e3o dos ultra ricos. A Am\u00e9rica Latina \u00e9 descrita no documento como a segunda regi\u00e3o mais desigual do mundo, com os 10% mais ricos concentrando cerca de 60% por cento da renda, enquanto metade da popula\u00e7\u00e3o recebe apenas 7%. A riqueza dos bilion\u00e1rios latino-americanos aumentou significativamente desde 2000, atingindo cerca de 700 bilh\u00f5es de d\u00f3lares (594 milh\u00f5es de euros), enquanto o patrim\u00f4nio da metade mais pobre registrou um crescimento muito limitado. A carga tribut\u00e1ria m\u00e9dia da regi\u00e3o est\u00e1 em 21,3% do PIB, abaixo dos n\u00edveis da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), o que limita a capacidade de investimento p\u00fablico em \u00e1reas como sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e infraestrutura. O relat\u00f3rio tamb\u00e9m destaca que os sistemas tribut\u00e1rios continuam dependentes de impostos sobre consumo e trabalho, enquanto a tributa\u00e7\u00e3o da riqueza permanece reduzida, contribuindo para a percep\u00e7\u00e3o de injusti\u00e7a fiscal entre a popula\u00e7\u00e3o. O estudo estima que um imposto m\u00ednimo de 2% sobre grandes patrim\u00f4nios poderia gerar cerca de R$ 24 bilh\u00f5es (R$ 20,40 bilh\u00f5es) por ano na regi\u00e3o, refor\u00e7ando a arrecada\u00e7\u00e3o e a progressividade fiscal. &#8220;Este relat\u00f3rio apresenta uma solu\u00e7\u00e3o concreta para um dos principais problemas que as democracias da Am\u00e9rica Latina enfrentam: a coexist\u00eancia de extrema desigualdade com sistemas tribut\u00e1rios que n\u00e3o conseguem tributar adequadamente quem est\u00e1 no topo. N\u00e3o \u00e9 uma proposta radical &#8212; \u00e9 um padr\u00e3o democr\u00e1tico m\u00ednimo&#8221;, disse em comunicado o diretor do Observat\u00f3rio Fiscal Internacional, Gabriel Zucman.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por outro lado, metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira mant\u00e9m patrim\u00f4nio estagnado e a carga tribut\u00e1ria chega a cerca de 33% do PIB, diz a conclus\u00e3o do relat\u00f3rio do laborat\u00f3rio de pesquisa sediado na Paris School of Economics e dirigido pelo economista Gabriel Zucman. 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