{"id":21116,"date":"2026-04-27T14:29:45","date_gmt":"2026-04-27T14:29:45","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/provar-reclama-medidas-para-tirar-restauracao-de-momento-criticoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-04-27T14:29:45","modified_gmt":"2026-04-27T14:29:45","slug":"provar-reclama-medidas-para-tirar-restauracao-de-momento-criticoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/provar-reclama-medidas-para-tirar-restauracao-de-momento-criticoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"PRO.VAR reclama medidas para tirar restaura\u00e7\u00e3o de &#8220;momento"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/640\/naom_611a37e8d046a.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    &#8220;A restaura\u00e7\u00e3o em Portugal vive um momento cr\u00edtico que n\u00e3o pode continuar a ser ignorado, nem por leituras macroecon\u00f4micas simplistas, nem pela aus\u00eancia de uma posi\u00e7\u00e3o clara do Governo perante a realidade do setor&#8221;, afirma a associa\u00e7\u00e3o em comunicado. Ressaltando ser hoje &#8220;praticamente imposs\u00edvel sustentar uma oferta intermedi\u00e1ria e equilibrada&#8221;, a PRO.VAR explica que &#8220;o aumento cont\u00ednuo de custos, mat\u00e9rias-primas, m\u00e3o de obra, energia e outros custos de contexto, aliado a uma carga tribut\u00e1ria extremamente alta, acima da m\u00e9dia dos principais pa\u00edses concorrentes, est\u00e1 empurrando a restaura\u00e7\u00e3o para um modelo desequilibrado&#8221;. Um modelo em que, garante, &#8220;n\u00e3o \u00e9 mais vi\u00e1vel a segmenta\u00e7\u00e3o natural do setor, especialmente na faixa intermedi\u00e1ria, aquela que concentra o maior volume de neg\u00f3cios, gera alto valor agregado e atende a maioria da popula\u00e7\u00e3o&#8221;. Ora, enfatiza, &#8220;\u00e9 justamente nessa base que se baseia a restaura\u00e7\u00e3o tradicional portuguesa&#8221;, sendo &#8220;tamb\u00e9m aqui que o setor est\u00e1 hoje perdendo consist\u00eancia, ficando espremido entre ofertas de baixo pre\u00e7o, muitas vezes apoiadas por l\u00f3gicas de escala e forte concorr\u00eancia internacional, e propostas de &#8216;ticket&#8217; alto, mais orientadas para nichos e turismo&#8221;. Segundo a PRO.VAR, esse desequil\u00edbrio &#8220;compromete n\u00e3o apenas a sustentabilidade econ\u00f4mica do setor, mas tamb\u00e9m sua fun\u00e7\u00e3o social e seu papel na economia nacional&#8221;, j\u00e1 que sem uma base intermedi\u00e1ria forte, perde-se &#8220;capacidade de gerar valor, emprego e identidade, colocando em risco um dos pilares da economia e da cultura portuguesa&#8221;. A essa situa\u00e7\u00e3o, a associa\u00e7\u00e3o destaca somar &#8220;um problema estrutural grave&#8221; em um setor &#8220;desregulado, onde nem todos operam com as mesmas regras, penalizando quem cumpre e enfraquecendo a base da restaura\u00e7\u00e3o tradicional portuguesa&#8221;. Rejeitando &#8220;leituras p\u00fablicas que parecem desvalorizar as dificuldades reais do setor&#8221;, a PRO.VAR refor\u00e7a que &#8220;os dados agregados n\u00e3o refletem a realidade da maioria das empresas&#8221;, sendo 98% da restaura\u00e7\u00e3o nacional composta por &#8220;micro e pequenas empresas, altamente dependentes do mercado interno, com forte incorpora\u00e7\u00e3o de valor nacional e sem capacidade de escala para absorver os fortes impactos em termos de custos que se fazem sentir desde a pandemia&#8221;. Voltando a 2012, quando com a alta do IVA &#8220;milhares de restaurantes fecharam e muitos dos que sobreviveram perderam capacidade de investimento, se desposicionaram ou foram empurrados para modelos de nicho&#8221;, a associa\u00e7\u00e3o garante que o setor enfrenta hoje &#8220;uma press\u00e3o ainda maior&#8221;. &#8220;O aumento generalizado dos custos supera, em muitos casos, o impacto que ent\u00e3o resultou da subida do IVA&#8221;, sustenta, alertando que o &#8220;risco de repetir&#8221; o ciclo vivido nesse per\u00edodo, mas &#8220;com consequ\u00eancias ainda mais profundas&#8221;, \u00e9 &#8220;uma realidade que j\u00e1 se come\u00e7a a sentir&#8221;. Considerando &#8220;imperativo que o Governo avance com reformas estruturais h\u00e1 muito diagnosticadas&#8221;, a PROV.VAR destaca a queda do IVA das refei\u00e7\u00f5es de 13% para 6% e a implementa\u00e7\u00e3o de um modelo forfet\u00e1rio de IVA, &#8220;como forma de garantir equidade, sustentabilidade e futuro para o setor&#8221;. Al\u00e9m disso, ele adverte que os apoios anunciados em janeiro &#8220;continuam por concretizar&#8221;, num momento em que as empresas enfrentam uma press\u00e3o crescente de tesouraria, e que &#8220;este atraso, aliado \u00e0 aus\u00eancia de uma posi\u00e7\u00e3o clara perante o debate p\u00fablico em curso, levanta leg\u00edtimas preocupa\u00e7\u00f5es no setor&#8221;. &#8220;O setor n\u00e3o precisa de mais diagn\u00f3sticos, precisa de decis\u00f5es e com urg\u00eancia. As solu\u00e7\u00f5es est\u00e3o identificadas h\u00e1 muito tempo. Esta \u00e9, possivelmente, a \u00faltima oportunidade para evitar o enfraquecimento irrevers\u00edvel da restaura\u00e7\u00e3o tradicional portuguesa, um dos pilares econ\u00f4micos, sociais e culturais do pa\u00eds&#8221;, finaliza. Leia Tamb\u00e9m: TVDE em protesto na 4\u00aa-feira por defesa do setor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;A restaura\u00e7\u00e3o em Portugal vive um momento cr\u00edtico que n\u00e3o pode continuar a ser ignorado, nem por leituras macroecon\u00f4micas simplistas, nem pela aus\u00eancia de uma posi\u00e7\u00e3o clara do Governo perante a realidade do setor&#8221;, afirma a associa\u00e7\u00e3o em comunicado. 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