{"id":21848,"date":"2026-05-10T16:33:11","date_gmt":"2026-05-10T16:33:11","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/desigualdade-volta-a-subir-no-brasil-apesar-do-aumento-do-rendimentoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-05-10T16:33:11","modified_gmt":"2026-05-10T16:33:11","slug":"desigualdade-volta-a-subir-no-brasil-apesar-do-aumento-do-rendimentoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/desigualdade-volta-a-subir-no-brasil-apesar-do-aumento-do-rendimentoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Desigualdade volta a subir no Brasil apesar do aumento do"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/640\/1649328.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    O coeficiente de Gini do rendimento per capita, principal indicador de desigualdade no mundo, subiu de 0,504 em 2024 para 0,511 no ano passado no Brasil, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgados esta sexta-feira.<\/p>\n<p>                                                    Embora o n\u00edvel de desigualdade continue abaixo do registado antes da pandemia da COVID-19, o aumento reflete uma revers\u00e3o parcial da melhoria observada nos \u00faltimos anos e demonstra que este problema hist\u00f3rico continua a ser grave no gigante latino-americano.<br \/>\n                                                    Segundo o IBGE, a revers\u00e3o deveu-se ao facto de o rendimento dos 10% mais pobres ter aumentado 3,1% em termos reais em rela\u00e7\u00e3o a 2024, enquanto o dos 10% mais ricos avan\u00e7ou 8,7%, quase o triplo.<br \/>\n                                                    Al\u00e9m disso, em 2025, os 10% mais ricos da popula\u00e7\u00e3o concentraram 40,3% de toda a massa de rendimentos familiares do pa\u00eds, uma propor\u00e7\u00e3o superior \u00e0 acumulada conjuntamente pelos 70% dos brasileiros com rendimentos mais baixos.<br \/>\n                                                    Por outro lado, o rendimento dos 10% mais ricos equivalia, em m\u00e9dia, a 13,8 vezes a dos 40% mais pobres, contra uma rela\u00e7\u00e3o de 13,2 vezes em 2024.<br \/>\n                                                    Apesar da deteriora\u00e7\u00e3o registada no \u00faltimo ano, o panorama a longo prazo aponta para uma melhoria relativa para os setores de rendimentos mais baixos. Desde 2019, o rendimento dos 10% mais pobres acumulou um crescimento real de 78,7%, contra um aumento de 11,9% registado entre os mais ricos.<br \/>\n                                                    O Governo atribui essa melhoria estrutural ao fortalecimento do mercado de trabalho, aos aumentos do sal\u00e1rio m\u00ednimo e \u00e0 expans\u00e3o dos programas sociais nos \u00faltimos anos.<br \/>\n                                                    O estudo revelou igualmente que a desigualdade aumentou, apesar de o rendimento m\u00e9dio dos brasileiros ter registado um recorde no ano passado.<br \/>\n                                                    O rendimento m\u00e9dio mensal real dos brasileiros no ano passado atingiu 3.367 reais (cerca de 580 euros), um aumento de 5,4% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior e o n\u00edvel mais alto desde o in\u00edcio da s\u00e9rie, em 2012.<br \/>\n                                                    O rendimento per capita dos agregados familiares tamb\u00e9m atingiu um m\u00e1ximo hist\u00f3rico, com 2.264 reais mensais (cerca de 390 euros), enquanto 67,2% dos 212,7 milh\u00f5es de habitantes do pa\u00eds declararam ter algum tipo de rendimento, a maior percentagem alguma vez registada.<br \/>\n                                                    O organismo alertou que, apesar dos avan\u00e7os acumulados desde a pandemia, o Brasil continua a ser um pa\u00eds com n\u00edveis de desigualdade &#8220;bastante acentuados&#8221;.<br \/>\n                                                    \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O coeficiente de Gini do rendimento per capita, principal indicador de desigualdade no mundo, subiu de 0,504 em 2024 para 0,511 no ano passado no Brasil, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgados esta sexta-feira. Embora o n\u00edvel de desigualdade continue abaixo do registado antes da pandemia da COVID-19, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":21849,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-21848","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21848","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21848"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21848\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21849"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21848"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21848"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21848"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}