{"id":21878,"date":"2026-05-10T20:58:13","date_gmt":"2026-05-10T20:58:13","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/producao-de-azeite-em-portugal-quintuplicou-nos-ultimos-26-anosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-05-10T20:58:13","modified_gmt":"2026-05-10T20:58:13","slug":"producao-de-azeite-em-portugal-quintuplicou-nos-ultimos-26-anosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/producao-de-azeite-em-portugal-quintuplicou-nos-ultimos-26-anosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o de azeite em Portugal quintuplicou nos \u00faltimos 26"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/640\/naom_69a018c07012a.webp?crop_params=eyJsYW5kc2NhcGUiOnsiY3JvcFdpZHRoIjoyNTQ3LCJjcm9wSGVpZ2h0IjoxNDMzLCJjcm9wWCI6MTQsImNyb3BZIjo2N319\" \/><\/p>\n<p>                                                    &#8220;Desde o in\u00edcio do s\u00e9culo at\u00e9 os dias de hoje (ou seja, a este ano), quintuplic\u00e1mos a produ\u00e7\u00e3o nacional, em m\u00e9dia&#8221;, destacou o presidente do Centro de Estudos e Promo\u00e7\u00e3o do Azeite do Alentejo (CEPAAL), Manuel Norte Santo. Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 ag\u00eancia Lusa, \u00e0 margem do Congresso Nacional do Azeite, que decorre hoje naquela cidade, no distrito de Beja, o respons\u00e1vel lembrou que, na campanha de 2025-2026 a produ\u00e7\u00e3o de azeite em Portugal atingiu as 160 mil toneladas. Segundo o mesmo respons\u00e1vel, essa quantidade representa, &#8220;levando em conta o valor m\u00e9dio a que est\u00e1 sendo comercializado o azeite a granel, 700 milh\u00f5es de euros&#8221; para o pa\u00eds. Manuel Norte Santo precisou que &#8220;mais de 50%&#8221; do azeite produzido ainda \u00e9 comercializado a granel, sobretudo para exporta\u00e7\u00e3o, mas sustentou o CEPAAL est\u00e1 empenhado em criar &#8220;uma valoriza\u00e7\u00e3o superior deste azeite&#8221;, atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o &#8220;de uma marca &#8216;chap\u00e9u&#8217; de azeite portugu\u00eas&#8221;. Dessa forma, ser\u00e1 poss\u00edvel que essa marca seja &#8220;mais valorizada e tenha mais proje\u00e7\u00e3o, para que esses 700 milh\u00f5es possam se manter em Portugal e se comercialize mais com o carimbo de azeite portugu\u00eas&#8221;, ressaltou. &#8220;O que pretendemos \u00e9 que esses mais de 50% n\u00e3o sejam vendidos a granel, mas sim que sejam embalados, que sejam vendidos, que estejam nas prateleiras com a marca de azeite nacional, ficando c\u00e1 essa mais-valia, ao inv\u00e9s de ficar em Espanha ou It\u00e1lia&#8221;, esclareceu. O setor ole\u00edcola tem vivido &#8220;uma transforma\u00e7\u00e3o muito grande a n\u00edvel da produ\u00e7\u00e3o, seja no olival como nos lagares, que s\u00e3o de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o&#8221;, salientou, mas o pa\u00eds &#8220;muitas vezes ignora esta vantagem comercial, este valor econ\u00f3mico que pode reter com a cria\u00e7\u00e3o de marcas&#8221;. E, em termos de \u00e1rea de plantio dessa cadeia, segundo o presidente do CEPAAL, tamb\u00e9m houve &#8220;um grande crescimento&#8221;. Portugal tem agora &#8220;3,5 mil hectares de olival, grande parte no Alentejo, especificamente no Baixo Alentejo&#8221;, gra\u00e7as ao per\u00edmetro de irriga\u00e7\u00e3o criado pelo projeto da albufeira do Alqueva. &#8220;Ainda h\u00e1 um crescimento que pode acontecer, h\u00e1 potencial para isso. A quest\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m conseguirmos, em outras \u00e1reas do nosso territ\u00f3rio, fazer o que est\u00e1 sendo feito na Bahia&#8221;, disse. Tamb\u00e9m \u00e0 margem do congresso, parte da Feira Nacional de Olivicultura &#8212; Olivomoura, Gon\u00e7alo Moreira, gerente de projetos da Olivum &#8211; Associa\u00e7\u00e3o de Olivicultores e Lagares de Portugal, ressaltou que, apesar dos 10% de queda na produ\u00e7\u00e3o de azeite deste ano, em rela\u00e7\u00e3o a 2025, est\u00e3o sempre entrando em produ\u00e7\u00e3o &#8220;novos olivais e novas \u00e1reas produtivas&#8221;. &#8220;N\u00f3s fomos o primeiro pa\u00eds do mundo a trocar olival moderno por olival ainda mais moderno. Nos \u00faltimos anos, temos visto uma reconvers\u00e3o de olival em vaso, que \u00e9 um olival que teria at\u00e9 800 \u00e1rvores por hectare, por olivais em cerca viva, que t\u00eam mais e uma capacidade produtiva muito maior&#8221;, argumentou. Por isso, Gon\u00e7alo Moreira disse acreditar que, &#8220;muito em breve&#8221;, com essas novas \u00e1reas em cerca viva, a curva de produ\u00e7\u00e3o &#8220;voltar\u00e1 a crescer, como aconteceu nos primeiros 20 anos&#8221; deste s\u00e9culo. E nem ser\u00e3o necess\u00e1rios terrenos com irriga\u00e7\u00e3o. &#8220;Temos o potencial de podermos instalar novos olivais em sequeiro, mesmo que sejam em sequeiro. H\u00e1 um grande interesse por parte dos produtores neste formato de olival, ou seja, mesmo n\u00e3o havendo \u00e1gua, n\u00f3s podemos fazer a instala\u00e7\u00e3o de um olival em sequeiro, desde que o terreno assim o permita&#8221;, revelou. Da\u00ed o representante da Olivum compartilhar perspectivas animadoras para os pr\u00f3ximos anos: &#8220;O valor recorde de produ\u00e7\u00e3o em Portugal foram as 206 mil toneladas de azeite e acreditamos que, dentro de tr\u00eas a cinco anos, consigamos atingir cerca de 300 mil&#8221;, colocando Portugal &#8220;no segundo lugar do &#8216;ranking&#8217; europeu e no terceiro ou quarto mundial&#8221;. Leia Tamb\u00e9m: Produ\u00e7\u00e3o de azeite em Portugal deve cair para 160 mil toneladas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Desde o in\u00edcio do s\u00e9culo at\u00e9 os dias de hoje (ou seja, a este ano), quintuplic\u00e1mos a produ\u00e7\u00e3o nacional, em m\u00e9dia&#8221;, destacou o presidente do Centro de Estudos e Promo\u00e7\u00e3o do Azeite do Alentejo (CEPAAL), Manuel Norte Santo. 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