{"id":2199,"date":"2025-08-04T03:27:39","date_gmt":"2025-08-04T03:27:39","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/ceo-talks-mocambique-tem-talento-ambicao-e-potencial-para-surpreender\/"},"modified":"2025-08-04T03:27:39","modified_gmt":"2025-08-04T03:27:39","slug":"ceo-talks-mocambique-tem-talento-ambicao-e-potencial-para-surpreender","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/ceo-talks-mocambique-tem-talento-ambicao-e-potencial-para-surpreender\/","title":{"rendered":"\u201cMo\u00e7ambique Tem Talento, Ambi\u00e7\u00e3o e Potencial Para"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<p>Rec\u00e9m-nomeado Office Managing Partner da EY em Mo\u00e7ambique, Bruno Dias partilha uma vis\u00e3o abrangente sobre os desafios e oportunidades do Pa\u00eds, da digitaliza\u00e7\u00e3o \u00e0 melhoria do ambiente de neg\u00f3cios, sem esquecer a necessidade de aumentar o investimento externo para fazer crescer a economia. Bruno Dias assume a lideran\u00e7a da EY em Mo\u00e7ambique numa altura crucial para a economia nacional. \u201cEstamos num momento decisivo\u201d, reitera. Com seis anos de experi\u00eancia neste mercado, assume agora a lideran\u00e7a de todas as linhas de servi\u00e7o da consultora no Pa\u00eds. A prioridade, assinala, passa agora por fortalecer a presen\u00e7a da empresa em \u00e1reas estrat\u00e9gicas como a tecnologia e a inova\u00e7\u00e3o \u2014 com \u00eanfase na digitaliza\u00e7\u00e3o e na IA \u2014 bem como pela consolida\u00e7\u00e3o dos diversos segmentos em que a EY j\u00e1 det\u00e9m uma posi\u00e7\u00e3o relevante no mercado, nomeadamente na auditoria e consultoria. Com um olhar panor\u00e2mico sobre a actualidade econ\u00f3mica, aponta \u00e0 \u201cnecessidade\u201d de um maior investimento em \u00e1reas fundamentais como as infra-estruturas, agricultura, ind\u00fastria e turismo, at\u00e9 para fazer face aos riscos da \u201cdoen\u00e7a holandesa\u201d no contexto de uma excessiva potencial depend\u00eancia do g\u00e1s natural. Sublinha, ainda, a import\u00e2ncia de um ambiente de neg\u00f3cios mais transparente, com justi\u00e7a confi\u00e1vel e incentivos fiscais \u201cclaros\u201d, para atrair investimento privado e garantir \u201ccrescimento sustent\u00e1vel\u201d de Mo\u00e7ambique. Num momento em que assume a lideran\u00e7a da EY no Pa\u00eds, o que vai mudar, a curto e m\u00e9dio prazo? Anteriormente era respons\u00e1vel pela \u00e1rea de consultoria e, neste momento, sou Office Managing Partner. N\u00f3s (EY) estamos organizados no cluster de Portugal, que engloba os pa\u00edses lus\u00f3fonos. Deixei de ter apenas responsabilidades na consultoria e passei a supervisionar tamb\u00e9m as outras linhas de servi\u00e7o, em conjunto com os outros s\u00f3cios, obviamente. O que muda, essencialmente, \u00e9 que numa fun\u00e7\u00e3o como esta h\u00e1 que adoptar uma vis\u00e3o mais hol\u00edstica e transversal alinhada com a estrat\u00e9gia global da EY, lan\u00e7ada pela nossa CEO e que assenta em v\u00e1rios pilares. \u201cA tecnologia \u00e9 um motor real de mudan\u00e7a em Mo\u00e7ambique: h\u00e1 talento local, vontade de inovar e projectos p\u00fablicos e privados com grande ambi\u00e7\u00e3o. E estamos no centro disso\u201d As principais \u00e1reas s\u00e3o a auditoria, fiscalidade e consultoria. A auditoria \u00e9 um neg\u00f3cio bastante regular, em que o mercado \u00e9 muito est\u00e1vel ao longo dos anos e tem rota\u00e7\u00f5es normais. Logo, a\u00ed, n\u00e3o antevemos que o mercado v\u00e1 crescer muito. Onde realmente se pode criar mercado \u00e9 nas \u00e1reas de consultoria ou nas associadas \u00e0 fiscalidade, ou seja, fora dos servi\u00e7os tradicionais. Vamos querer crescer numa \u00e1rea a que chamamos de managed services, que \u00e9 um outsourcing de servi\u00e7os, n\u00e3o s\u00f3 o tradicional de contabilidade, mas tamb\u00e9m na banca, onde suportamos alguns dos processos que esta j\u00e1 tem em outsourcing. J\u00e1 na consultoria, o grande vector de crescimento \u00e9 a tecnologia. H\u00e1 seis anos, quando cheguei, n\u00e3o t\u00ednhamos consultoria tecnol\u00f3gica, mas hoje dispomos de uma equipa que cresceu connosco, aqui dentro. Quando fala em potencial de crescimento, em que \u00e1reas est\u00e1 a pensar? A IA, sem d\u00favida, e a digitaliza\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es. O sector empresarial mo\u00e7ambicano e mesmo alguns clientes mais sofisticados na \u00e1rea financeira t\u00eam grandes apostas em curso na transforma\u00e7\u00e3o digital. O Estado tamb\u00e9m. Lembre-se que t\u00eam sido lan\u00e7ados, agora, bastante concursos de transforma\u00e7\u00e3o digital, como o Portal do Cidad\u00e3o ou o da interoperabilidade entre Minist\u00e9rios, suportado pelo Banco Mundial. N\u00f3s queremos estar associados a estes projectos, quer no sector p\u00fablico, quer no sector privado. Depois, de h\u00e1 alguns anos para c\u00e1, tem-se falado em introduzir o SAFT, que \u00e9 uma tecnologia que foi implementada em v\u00e1rios pa\u00edses da OCDE (Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f3mico). Portugal foi pioneiro, mas, por exemplo, Angola e Cabo Verde t\u00eam o SAFT implementado. Mo\u00e7ambique, neste momento, est\u00e1 a olhar para esta possibilidade que, no fundo, \u00e9 um interc\u00e2mbio digital de facturas entre a Autoridade Tribut\u00e1ria e as empresas contribuintes, que vai permitir cruzar dados e fazer um compliance fiscal muito mais aportado. Em todos os pa\u00edses onde foi implementado, teve um efeito grande na receita fiscal. Houve um aumento significativo da receita fiscal, e em Mo\u00e7ambique isso pode tamb\u00e9m acontecer. Fomos consultores nesse projecto e \u00e9 neste tipo de ac\u00e7\u00f5es que queremos estar, agregando, claro, o know-how que temos a n\u00edvel interno, agregando a expertise da nossa rede de consultores em v\u00e1rios mercados. Qual ser\u00e1 o papel da tecnologia nos pr\u00f3ximos anos da economia? A tecnologia \u00e9 fundamental para ultrapassar muitos dos desafios do desenvolvimento num pa\u00eds como o nosso. \u00c9 certo que h\u00e1 zonas com menor conectividade, mas, nos projectos que temos feito, mesmo nas prov\u00edncias e nos distritos, ficamos muito surpreendidos pela utiliza\u00e7\u00e3o massiva de telem\u00f3veis, das redes sociais ou das carteiras m\u00f3veis por parte dos jovens e pela popula\u00e7\u00e3o no geral. Por outro lado, tudo o que tem que ver com a IA e automatiza\u00e7\u00e3o de processos j\u00e1 \u00e9 uma realidade aplicada em v\u00e1rias empresas mo\u00e7ambicanas. Numa visita recente a um cliente da \u00e1rea da log\u00edstica, fiquei bastante impressionado com o trabalho interno que t\u00eam feito com as suas equipas, em desenvolver apps internamente, com capital humano mo\u00e7ambicano. O n\u00edvel dos estudantes de tecnologia que saem das faculdades em Mo\u00e7ambique \u00e9 animador, e n\u00f3s trabalhamos com in\u00fameros jovens formados nessas \u00e1reas, que cresceram dentro da EY com a entrada de novos servi\u00e7os, trabalhando em equipas das v\u00e1rias geografias onde estamos. Como analisa o panorama actual da economia mo\u00e7ambicana e as perspectivas a m\u00e9dio prazo? Tanto ao n\u00edvel de Mo\u00e7ambique como ao n\u00edvel internacional, eu acho que estes anos s\u00e3o sui generis. Em Mo\u00e7ambique, como \u00e9 sabido, depois das elei\u00e7\u00f5es (no ano passado) h\u00e1 um novo Governo. Houve uma fase de instabilidade social, neste momento j\u00e1 amenizada. A n\u00edvel econ\u00f3mico, temos a quest\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica. Tivemos um primeiro trimestre de contrac\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica com o PIB a decrescer 3,92%, e vamos ver o que nos dir\u00e3o os n\u00fameros do segundo trimestre. H\u00e1 tamb\u00e9m o contexto da escassez de divisas, que torna dif\u00edceis as opera\u00e7\u00f5es das empresas importadoras. Tudo isto s\u00e3o temas de curto prazo, que t\u00eam de ser resolvidos na economia de Mo\u00e7ambique. A m\u00e9dio prazo, s\u00e3o as quest\u00f5es estruturais: o Pa\u00eds tem de ser infra-estruturado porque, sem isso, ser\u00e1 dif\u00edcil haver crescimento nos sectores prim\u00e1rio (agricultura) e secund\u00e1rio (ind\u00fastria). \u00c9 preciso haver uma espinha dorsal de infra-estrutura neste pa\u00eds que \u00e9 muito grande, com quase 3000 km de Norte a Sul, em que a capital est\u00e1 no Sul e os projectos de g\u00e1s est\u00e3o no Norte. Diria que, para al\u00e9m da agricultura e da ind\u00fastria, o turismo \u00e9 fundamental e precisa de alguma aten\u00e7\u00e3o. Mas tamb\u00e9m para isso \u00e9 preciso investimento. Por onde come\u00e7ar? \u00c9 preciso investimento externo, mas h\u00e1 que se ser criativo e trabalhar noutras formas de o fazer. H\u00e1 que pensar em Parcerias P\u00fablico-Privadas (PPP), em concess\u00f5es. Existe, com certeza, algum dinheiro que pode ser disponibilizado, mas para o peso das contas p\u00fablicas, tal como est\u00e3o hoje em dia, \u00e9 preciso capital privado. H\u00e1 tamb\u00e9m muito mais temas de project finance, etc., na banca tradicional. Falando de g\u00e1s, existe a no\u00e7\u00e3o de que os projectos est\u00e3o perto de retomar. Como v\u00ea isso? O GNL vai ser fundamental para o desenvolvimento econ\u00f3mico no curto prazo. Mas muito cuidado com a doen\u00e7a holandesa. Este pa\u00eds n\u00e3o pode crescer alavancado pelo g\u00e1s ou apenas nos projectos energ\u00e9ticos. Tem de se pensar e estruturar os sectores de maior impacto econ\u00f3mico, nomeadamente a agricultura e a ind\u00fastria. Mais uma vez, para isso acontecer, s\u00e3o precisas boas infra-estruturas. Os projectos de g\u00e1s s\u00e3o bons, obviamente, mas n\u00e3o podem ser o foco \u00fanico que, na nossa opini\u00e3o, deveria ser orientado para as ind\u00fastrias que fazem crescer a economia de forma sustent\u00e1vel. \u201cOs projectos de g\u00e1s s\u00e3o bons, obviamente, mas n\u00e3o podem ser o foco \u00fanico que, na nossa opini\u00e3o, deveria ser orientado para as ind\u00fastrias que fazem crescer a economia de forma sustent\u00e1vel\u201d O desenvolvimento depende tamb\u00e9m do ambiente de neg\u00f3cios. O que \u00e9 que deveria mudar nos pr\u00f3ximos tempos em rela\u00e7\u00e3o a este aspecto? S\u00e3o muito importantes os incentivos e as pol\u00edticas fiscais para os investimentos irem para o s\u00edtio certo. O Estado deve ser ser visto como uma contraparte de confian\u00e7a nas opera\u00e7\u00f5es. Como? Por exemplo, fazendo os reembolsos do IVA na altura certa, programas de incentivos fiscais bem estruturados, regulando. E h\u00e1 algo que \u00e9 fundamental para qualquer empresa externa, em qualquer pa\u00eds, que \u00e9 a confian\u00e7a no sistema de justi\u00e7a, fundamental para que quem investe saiba que os checks and balances existem e que se pode confiar neles, do sistema de justi\u00e7a ao governance das empresas p\u00fablicas. \u00c9 muito importante o compliance, principalmente para as empresas multinacionais que, antes de investirem numa geografia, olham primordialmente para isto. Que patamar de desenvolvimento Mo\u00e7ambique \u00e9 capaz de alcan\u00e7ar? Os primeiros sinais do novo Governo s\u00e3o animadores. Se conseguirmos ir resolvendo estes desafios, n\u00e3o tenho d\u00favidas de que Mo\u00e7ambique \u00e9 um Pa\u00eds com o tal imenso potencial de que tanto se fala. Est\u00e1 geograficamente muito bem posicionado para a conectividade internacional, tem uma imensa m\u00e3o-de-obra e um enorme potencial natural. Precisa, obviamente, de forma\u00e7\u00e3o de qualidade no ensino, quer de base, quer universit\u00e1rio, para a cria\u00e7\u00e3o do conte\u00fado local. Mas devo dizer que fico surpreendido com a qualidade de alguns dos jovens que temos recrutado nos \u00faltimos tempos. Estou optimista quanto ao futuro, sem d\u00favida. Agora que est\u00e1 a assumir um novo papel na sua carreira, num contexto local e internacional bastante imprevis\u00edvel, como \u00e9 que se planeia a m\u00e9dio e longo prazo neste tipo de cen\u00e1rio? Lembro-me perfeitamente quando c\u00e1 cheguei (h\u00e1 seis anos), antes da covid-19: aquilo que tinha planeado para os programas seguintes, nada disso se realizou. Como diz, hoje em dia \u00e9 muito dif\u00edcil fazer planos a muito longo prazo, evidentemente. E falo de quest\u00f5es mais globais, locais, como o c\u00e2mbio do d\u00f3lar, que quando flutua tem impacto na opera\u00e7\u00e3o, na balan\u00e7a comercial do Pa\u00eds, em tudo. E claro, se olharmos para fora, tudo o que tem que ver com a nova administra\u00e7\u00e3o dos EUA vai ter um impacto muito grande aqui em Mo\u00e7ambique, como teve tamb\u00e9m, para n\u00f3s (EY), que t\u00ednhamos bastante projectos a n\u00edvel das ag\u00eancias americanas que viram o seu financiamento congelado pelo DOGE de Elon Musk. A\u00ed, de facto, tivemos de nos reinventar, e creio que ser\u00e1 essa capacidade adquirida por for\u00e7a das circunst\u00e2ncias uma das mais-valias de todas estas mudan\u00e7as. Mas genericamente, quanto a Mo\u00e7ambique, os sinais s\u00e3o bons. O commitment da actual administra\u00e7\u00e3o \u00e9 not\u00f3rio, e na nossa opini\u00e3o est\u00e1-se a olhar para os s\u00edtios certos e para projectos estrat\u00e9gicos que podem ser implementados. A conjuntura econ\u00f3mica tem v\u00e1rios desafios, como dizia, mas acho que resolvendo alguns dos temas de curto prazo de que fal\u00e1mos, podemos depois, todos, sector p\u00fablico e privados, focar-nos no crescimento e no futuro. E, nesse futuro, qual o vosso papel? Eu gostava que os nossos clientes, dos sectores privado e p\u00fablico, olhassem para a EY como um parceiro no seu caminho de desenvolvimento. A EY, em Mo\u00e7ambique, sempre teve um brand muito reconhecido. Caminhamos nos &#8216;ombros de gigantes&#8217; e, hoje, tenho a perfeita no\u00e7\u00e3o que come\u00e7o uma fun\u00e7\u00e3o com muito trabalho j\u00e1 feito atr\u00e1s de mim, e com uma brand muito sustentada em Mo\u00e7ambique. Obviamente que queremos crescer e ser parceiros de confian\u00e7a, quer no sector p\u00fablico, que tem enormes desafios nos pr\u00f3ximos anos, quer no privado, onde temos v\u00e1rios tipos de expertise internacional providenciada pela nossa rede, e que podemos p\u00f4r \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos nossos clientes de uma forma r\u00e1pida e eficaz. Texto: Pedro Cativelos \u2022 Fotografia: Mariano Silvaa dvertisement <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rec\u00e9m-nomeado Office Managing Partner da EY em Mo\u00e7ambique, Bruno Dias partilha uma vis\u00e3o abrangente sobre os desafios e oportunidades do Pa\u00eds, da digitaliza\u00e7\u00e3o \u00e0 melhoria do ambiente de neg\u00f3cios, sem esquecer a necessidade de aumentar o investimento externo para fazer crescer a economia. 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