{"id":22048,"date":"2026-05-12T05:40:27","date_gmt":"2026-05-12T05:40:27","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/habitacao-social-ajudou-a-transformar-o-porto-e-responder-a-criseutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-05-12T05:40:27","modified_gmt":"2026-05-12T05:40:27","slug":"habitacao-social-ajudou-a-transformar-o-porto-e-responder-a-criseutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/habitacao-social-ajudou-a-transformar-o-porto-e-responder-a-criseutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Habita\u00e7\u00e3o social &#8220;ajudou a transformar o Porto&#8221; e responder"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/640\/naom_6614225e040e8.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    O soci\u00f3logo, que dedicou v\u00e1rios livros e grande parte da carreira para estudar o Porto, defendeu em um debate a necessidade de pol\u00edtica para esse setor, e de &#8220;n\u00e3o perder a mem\u00f3ria&#8221;. &#8220;J\u00e1 inventamos, em outros momentos e at\u00e9 muito cr\u00edticos, instrumentos pol\u00edticos. Se deixarmos o mercado funcionar, no seu n\u00facleo mais puro, sabemos em que resulta em mat\u00e9ria de habita\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso saber que a habita\u00e7\u00e3o social ajudou a transformar o Porto, n\u00e3o apenas no acesso \u00e0 habita\u00e7\u00e3o mas para ajudar a conceber outras pol\u00edticas para a cidade&#8221;, defendeu. Borges Pereira, professor catedr\u00e1tico da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), falava na mesa redonda &#8220;Habita\u00e7\u00e3o como Constru\u00e7\u00e3o Social&#8221;, na Ordem dos Arquitetos &#8212; Sec\u00e7\u00e3o Regional Norte. O soci\u00f3logo estudou n\u00e3o s\u00f3 as Casas Econ\u00f4micas, de 1933, como o Plano de Melhoramentos, de 1956, lembrando como esses instrumentos ajudaram a mudar o Porto, at\u00e9 pelo desenho do que configurava a cidade, onde as pessoas viviam, como viviam, e onde, assim como o fen\u00f4meno das ilhas e o programa, acabado antes de poder ser expandido, do Servi\u00e7o de Apoio Ambulatorial Local (SAAL), depois da Revolu\u00e7\u00e3o de 25 de abril de 1974. A vice-prefeita do Porto, Catarina Ara\u00fajo, lembrou, por sua vez, que o executivo PSD-CDS-IL que integra tem &#8220;uma vis\u00e3o de cidade-casa&#8221;, que seja &#8220;constru\u00edda e desenhada a pensar em todos&#8221;, assumindo os &#8220;desafios&#8221; que a cidade hoje enfrenta. &#8220;Existem neste momento 430 fogos de arrendamento acess\u00edvel. Queremos aumentar para 2.800. A Sociedade de Reabilita\u00e7\u00e3o Urbana quer colocar no mercado at\u00e9 2029 mais de 300 fogos. Isto j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 coisa pouca. A forma como est\u00e3o a ser colocados no mercado \u00e9 a torn\u00e1-los poss\u00edveis, acess\u00edveis, para as pessoas. O Porto tem feito isso&#8221;, defendeu. Assumindo &#8220;d\u00favidas&#8221; quanto a alguns instrumentos, como o zoneamento inclusivo, pela forma como a redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o em alguns fogos, dedicados a habita\u00e7\u00e3o acess\u00edvel, podem &#8216;encarecer&#8217; o resto do empreendimento pelo privado, assim &#8220;aquecendo o mercado&#8221;, defendeu que para este tema n\u00e3o h\u00e1 &#8220;uma resposta linear e f\u00e1cil&#8221;, nem definitiva. &#8220;Aplicando s\u00f3 um modelo, s\u00f3 uma receita, n\u00e3o vamos conseguir resposta para todos os problemas. O problema da habita\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o complexo e diverso que n\u00e3o podemos ter s\u00f3 uma resposta, um instrumento. Temos de p\u00f4r em funcionamento v\u00e1rios modelos. O Porto fez diferente dos outros s\u00edtios (&#8230;) Lisboa s\u00f3 agora est\u00e1 a fazer apelo a instrumentos de &#8216;build to rent&#8217;, respostas diversificadas a habita\u00e7\u00e3o acess\u00edvel. O Porto j\u00e1 tem&#8221;, lembra a autarca, que j\u00e1 integrava o executivo anterior, liderado pelo independente Rui Moreira. Para Catarina Ara\u00fajo, pelo tamanho da pr\u00f3pria cidade, &#8220;n\u00e3o ser\u00e1 o Porto a resolver o problema de habita\u00e7\u00e3o nacional&#8221;, cujas causas se estendem a mais de um fen\u00f4meno localizado. &#8220;Talvez seja pouco popular dizer isso, mas sabemos: nem todo mundo que vai querer morar no Porto vai conseguir morar no Porto, pelas caracter\u00edsticas da cidade. Ficaria imposs\u00edvel morar no Porto. Tamb\u00e9m temos que ter qualidade de vida&#8221;, defendeu. O arquiteto Bernardo Amaral defendeu a necessidade de os arquitetos &#8220;colocarem a t\u00e9cnica a servi\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o, da cidadania, da pol\u00edtica&#8221;, ancorando-se na experi\u00eancia de reabilita\u00e7\u00e3o de ilhas, em S\u00e3o V\u00edtor, lembrando que estas devem ser para quem \u00e9 da cidade e n\u00e3o para mais empreendimentos tur\u00edsticos e alojamento local. &#8220;O Porto n\u00e3o vai resolver o problema de habita\u00e7\u00e3o nacional, mas pode trabalhar instrumentos para a promo\u00e7\u00e3o de habita\u00e7\u00e3o acess\u00edvel, e sobretudo de forma metropolitana. O Porto, como cidade, \u00e9 relativamente pequeno, com todo o territ\u00f3rio urbanizado. Essa parceria intermunicipal com outros munic\u00edpios \u00e9 fundamental. (\u00c9 preciso) desenvolver uma estrat\u00e9gia metropolitana para a cidade&#8221;, disse. A mesa-redonda aconteceu como parte da programa\u00e7\u00e3o paralela da exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Wide Angle View &#8212; Arquitetura como espa\u00e7o social na s\u00e9rie Manplan, 1969-70&#8221;, em cartaz at\u00e9 22 de maio na sede da Se\u00e7\u00e3o Regional Norte da Associa\u00e7\u00e3o dos Arquitetos. Leia Tamb\u00e9m: Mais de 60% dos alugu\u00e9is nos bairros municipais de Lisboa abaixo de 100 \u20ac<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O soci\u00f3logo, que dedicou v\u00e1rios livros e grande parte da carreira para estudar o Porto, defendeu em um debate a necessidade de pol\u00edtica para esse setor, e de &#8220;n\u00e3o perder a mem\u00f3ria&#8221;. &#8220;J\u00e1 inventamos, em outros momentos e at\u00e9 muito cr\u00edticos, instrumentos pol\u00edticos. 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