{"id":2225,"date":"2025-08-04T07:42:35","date_gmt":"2025-08-04T07:42:35","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/houve-falha-na-fiscalizacao-de-horas-de-voo-dos-helicopteros-do-inemutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-08-04T07:42:35","modified_gmt":"2025-08-04T07:42:35","slug":"houve-falha-na-fiscalizacao-de-horas-de-voo-dos-helicopteros-do-inemutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/houve-falha-na-fiscalizacao-de-horas-de-voo-dos-helicopteros-do-inemutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Houve falha na fiscaliza\u00e7\u00e3o de horas de voo dos helic\u00f3pteros"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_5854470e609f5.jpg\" \/><br \/>A Inspe\u00e7\u00e3o-Geral de Finan\u00e7as (IGF) conclui que o INEM falhou na fiscaliza\u00e7\u00e3o de horas de voo dos helic\u00f3pteros e que o Estado arrisca pagar mais, numa an\u00e1lise ao per\u00edodo 2021-2024, noticia hoje o jornal P\u00fablico.  Segundo o jornal, a auditoria, que abrangeu o per\u00edodo da presid\u00eancia de Lu\u00eds Meira, que se demitiu em julho de 2024 na sequ\u00eancia do anterior ajuste direto feito para o servi\u00e7o de helitransporte, concluiu pela falta de &#8220;mecanismos institu\u00eddos de controlo e registo autom\u00e1tico, ou outro, das horas efetivamente voadas por cada meio a\u00e9reo&#8221;. Esta auditoria foi feita a pedido da ministra da Sa\u00fade e ser\u00e1 uma pe\u00e7a chave para a comiss\u00e3o que est\u00e1 a trabalhar na refunda\u00e7\u00e3o do INEM e para a comiss\u00e3o parlamentar de inqu\u00e9rito que dever\u00e1 arrancar em setembro. O relat\u00f3rio, a que o P\u00fablico teve acesso, refere que o INEM regista, atrav\u00e9s do Centro Operacional de Doentes Urgentes (CODU), a hora do acionamento do helitransporte, mas s\u00f3 tem conhecimento da hora de aterragem por informa\u00e7\u00e3o da empresa que presta o servi\u00e7o. Esta situa\u00e7\u00e3o, refere, &#8220;revela fragilidades no acompanhamento e controlo do cumprimento do servi\u00e7o contratado externamente&#8221;. A an\u00e1lise recai sobre os contratos anteriores de helitransporte de emerg\u00eancia, realizados por ajuste direto. O \u00faltimo, no valor de 12 milh\u00f5es de euros, vigorou at\u00e9 ao final de junho deste ano. A IGF diz que o registo do tempo de voo &#8220;\u00e9 efetuado apenas pelo co-contratante&#8221; para efeitos de pagamento e que o INEM &#8220;n\u00e3o tem mecanismos institu\u00eddos de controlo e registo autom\u00e1tico, ou outro, das horas efetivamente voadas&#8221;. &#8220;A falta de controlo efetivo e fi\u00e1vel pelo INEM do cumprimento exato das horas de voo contratualmente definidas envolve riscos suscet\u00edveis de gerar preju\u00edzos financeiros para o er\u00e1rio p\u00fablico&#8221;, indica o documento, salientando o elevado custo associado a este servi\u00e7o (&#8220;o valor contratual por minuto de voo \u00e9 de aproximadamente 150 euros&#8221;). Diz ainda que ao contr\u00e1rio do definido, o servi\u00e7o registou alguns voos &#8220;realizados sem equipa m\u00e9dica&#8221;. Tamb\u00e9m &#8220;n\u00e3o existe&#8221; evid\u00eancia do &#8220;cabal cumprimento&#8221; das obriga\u00e7\u00f5es do gestor do contrato, que deveria elaborar indicadores que permitissem medir diferentes n\u00edveis de desempenho do co-contratante, acrescenta. A falta de um sistema inform\u00e1tico que permita fazer um controlo preciso continua ainda a ser um problema j\u00e1 que, da consulta \u00e0s pe\u00e7as do procedimento pr\u00e9-contratual do atual contrato (adjudicado \u00e0 empresa Gulf Med por 77,4 milh\u00f5es de euros at\u00e9 2030) conclu\u00ed-se que o INEM continua &#8220;a n\u00e3o contemplar a exist\u00eancia de um sistema inform\u00e1tico de controlo autom\u00e1tico das horas de descolagem e de aterragem dos helic\u00f3pteros&#8221; para fazer um controlo fi\u00e1vel das horas de voo. Em sede de contradit\u00f3rio, o INEM disse estar a trabalhar para &#8220;continuar a sensibilizar os gestores dos contratos&#8221; para a necessidade de refor\u00e7ar o &#8220;acompanhamento material e financeiro dos contratos&#8221;, assim como na cria\u00e7\u00e3o de uma equipa pluridisciplinar de apoio ao gestor do contrato. A IGF detetou ainda falhas de controlo da gest\u00e3o da frota terrestre que, al\u00e9m do INEM, tamb\u00e9m integra as corpora\u00e7\u00f5es de bombeiros e a Cruz Vermelha Portuguesa, com quem o Instituto Nacional de Emerg\u00eancia M\u00e9dica tem protocolos para assegurar o socorro pr\u00e9-hospitalar. Salienta ainda que &#8220;no \u00e2mbito dos protocolos PEM\/PR (Postos de Emerg\u00eancia M\u00e9dica\/Postos de Reserva), n\u00e3o est\u00e3o implementados mecanismos que permitam identificar e apurar, de forma inequ\u00edvoca, situa\u00e7\u00f5es de incumprimento contratual e de poss\u00edvel aplica\u00e7\u00e3o das penalidades previstas&#8221;. Refere tamb\u00e9m que o &#8220;n\u00famero reduzido&#8221; de a\u00e7\u00f5es de autoria e de fiscaliza\u00e7\u00e3o do transporte de doentes &#8220;revela riscos significativos quanto \u00e0 conformidade e qualidade do processo&#8221; e alerta para o risco de &#8220;duplo financiamento ou de sobrefinanciamento&#8221; das associa\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias de bombeiros volunt\u00e1rios. Leia Tamb\u00e9m: Candidaturas ao Superior terminam hoje (e h\u00e1 menos 10 mil inscritos)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Inspe\u00e7\u00e3o-Geral de Finan\u00e7as (IGF) conclui que o INEM falhou na fiscaliza\u00e7\u00e3o de horas de voo dos helic\u00f3pteros e que o Estado arrisca pagar mais, numa an\u00e1lise ao per\u00edodo 2021-2024, noticia hoje o jornal P\u00fablico. 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