{"id":22395,"date":"2026-05-15T00:00:15","date_gmt":"2026-05-15T00:00:15","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/empresas-devem-melhorar-liderancas-e-apostar-na-saude-mentalutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-05-15T00:00:15","modified_gmt":"2026-05-15T00:00:15","slug":"empresas-devem-melhorar-liderancas-e-apostar-na-saude-mentalutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/empresas-devem-melhorar-liderancas-e-apostar-na-saude-mentalutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Empresas devem melhorar lideran\u00e7as e apostar na sa\u00fade mental"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/640\/naom_69ab426125853.webp?crop_params=eyJsYW5kc2NhcGUiOnsiY3JvcFdpZHRoIjoyNTYyLCJjcm9wSGVpZ2h0IjoxNDQxLCJjcm9wWCI6LTEsImNyb3BZIjo1OH19\" \/><\/p>\n<p>                                                    Nas recomenda\u00e7\u00f5es que constam do novo relat\u00f3rio do Laborat\u00f3rio Portugu\u00eas de Ambientes de Trabalho Saud\u00e1veis \u200b\u200b(Labpats), a que a Lusa teve acesso, os especialistas lembram que o compromisso das chefias com o bem-estar continua a ser &#8220;uma das \u00e1reas mais fr\u00e1geis&#8221;. Por isso, pedem um foco forte na sele\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7as com habilidades em comunica\u00e7\u00e3o, escuta ativa, gest\u00e3o de equipes, preven\u00e7\u00e3o de conflitos, \u00e9tica e intelig\u00eancia emocional. &#8220;Liderar de forma saud\u00e1vel n\u00e3o pode ser entendido como uma compet\u00eancia optativa&#8221;, defendem. Recomendam uma reorganiza\u00e7\u00e3o do trabalho de forma mais previs\u00edvel, justa e sustent\u00e1vel, o que inclui rever cargas de trabalho, ajustar prazos, refor\u00e7ar recursos humanos, redistribuir tarefas de modo mais equilibrado e assegurar tempos de pausa e recupera\u00e7\u00e3o. A esse respeito, eles alertam que &#8220;a preven\u00e7\u00e3o do desgaste n\u00e3o depende apenas da resili\u00eancia individual&#8221;, mas, sobretudo, do &#8220;desenho organizacional&#8221;. Quanto \u00e0 sa\u00fade mental e aos riscos psicossociais, eles defendem que as organiza\u00e7\u00f5es devem criar mecanismos claros de preven\u00e7\u00e3o do &#8216;burnout&#8217; e do ass\u00e9dio laboral, com canais seguros de sinaliza\u00e7\u00e3o, resposta oportuna, apoio psicol\u00f3gico acess\u00edvel e pol\u00edticas expl\u00edcitas de prote\u00e7\u00e3o. &#8220;A normaliza\u00e7\u00e3o do sofrimento ps\u00edquico no trabalho n\u00e3o pode continuar sendo tolerada&#8221;, alertam. Os especialistas tamb\u00e9m pedem uma aposta em modelos de trabalho &#8220;mais flex\u00edveis e inclusivos&#8221;, lembrando que os resultados dos dados coletados sugerem que o trabalho h\u00edbrido pode ser um fator de prote\u00e7\u00e3o e que o teletrabalho pode ser &#8220;particularmente relevante&#8221; para alguns grupos, nomeadamente trabalhadores com doen\u00e7a cr\u00f4nica. &#8220;A flexibilidade, quando acompanhada de boas condi\u00e7\u00f5es materiais e regras claras, deve ser vista como medida de promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e n\u00e3o apenas como arranjo log\u00edstico&#8221;, consideram. Recomendam igualmente que se devolva centralidade ao reconhecimento, \u00e0 justi\u00e7a e \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o profissional, alertando que a percep\u00e7\u00e3o de remunera\u00e7\u00e3o injusta, a falta de reconhecimento e a baixa participa\u00e7\u00e3o nas decis\u00f5es &#8220;corroem o v\u00ednculo&#8221; entre os profissionais e a organiza\u00e7\u00e3o. Por isso, pedem &#8220;maior transpar\u00eancia nos crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o, progress\u00e3o e remunera\u00e7\u00e3o&#8221;, bem como &#8220;pr\u00e1ticas regulares de &#8216;feedback&#8217; e valoriza\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o dos trabalhadores&#8221;. Por fim, os especialistas aconselham as organiza\u00e7\u00f5es a ouvir &#8220;de forma consequente&#8221; seus trabalhadores, ressaltando que incorporar a voz dos profissionais nas decis\u00f5es \u00e9 essencial para transformar ambientes de trabalho fragilizados em contextos mais saud\u00e1veis, mais participativos e mais sustent\u00e1veis. Eles lembram igualmente que a promo\u00e7\u00e3o de ambientes de trabalho saud\u00e1veis \u200b\u200b\u00e9 &#8220;um processo cont\u00ednuo&#8221; e que a mudan\u00e7a passa por integrar o tema ao DNA da organiza\u00e7\u00e3o, com recursos alocados e envolvendo a todos. Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Lusa, a coordenadora do estudo, T\u00e2nia Gaspar, defende que essa mat\u00e9ria deve ser &#8220;um pilar fundamental na estrat\u00e9gia das empresas&#8221;. Apesar dos v\u00e1rios alertas deixados, ele diz ter uma &#8220;expectativa positiva&#8221; e explica o porqu\u00ea: &#8220;Por um lado, os trabalhadores mais novos v\u00e3o exigir mais isso (medidas centradas no bem-estar) e, por outro lado, as lideran\u00e7as tamb\u00e9m v\u00e3o ficar cada vez mais jovens&#8221; \u00e0 medida que s\u00e3o substitu\u00eddas. Leia Tamb\u00e9m: Relat\u00f3rio alerta para &#8220;adapta\u00e7\u00e3o&#8221; a estresse e exaust\u00e3o de trabalhadores<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas recomenda\u00e7\u00f5es que constam do novo relat\u00f3rio do Laborat\u00f3rio Portugu\u00eas de Ambientes de Trabalho Saud\u00e1veis \u200b\u200b(Labpats), a que a Lusa teve acesso, os especialistas lembram que o compromisso das chefias com o bem-estar continua a ser &#8220;uma das \u00e1reas mais fr\u00e1geis&#8221;. 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