{"id":22436,"date":"2026-05-15T07:47:00","date_gmt":"2026-05-15T07:47:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/o-que-quer-o-governo-mudar-com-a-reforma-laboral-que-foi-ditoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-05-15T07:47:00","modified_gmt":"2026-05-15T07:47:00","slug":"o-que-quer-o-governo-mudar-com-a-reforma-laboral-que-foi-ditoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/o-que-quer-o-governo-mudar-com-a-reforma-laboral-que-foi-ditoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"O que quer o Governo mudar com a reforma laboral? O que foi"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/640\/naom_665ee508d94a4.webp?crop_params=eyJsYW5kc2NhcGUiOnsiY3JvcFdpZHRoIjoyNTYwLCJjcm9wSGVpZ2h0IjoxNDQwLCJjcm9wWCI6MCwiY3JvcFkiOjEyMX0sInBvcnRyYWl0Ijp7ImNyb3BXaWR0aCI6MTA4NCwiY3JvcEhlaWdodCI6MTkyNywiY3JvcFgiOjczMywiY3JvcFkiOjB9fQ==\" \/><\/p>\n<p>                                                    O Governo aprovou, na quinta-feira, em Conselho de Ministro a proposta de lei de revis\u00e3o da lei laboral, sendo o pr\u00f3ximo passo a aprova\u00e7\u00e3o &#8211; ou n\u00e3o &#8211; na Assembleia da Rep\u00fablica. A Esquerda fez cr\u00edticas, enquanto a Iniciativa Liberal (IL) afirmou querer discutir a proposta do Executivo de Lu\u00eds Montenegro. Afinal, o que quer o Governo mudar? E o que j\u00e1 foi dito?<\/p>\n<p>                                                    O an\u00fancio da aprova\u00e7\u00e3o da proposta de lei para alterar a lei laboral foi feita pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Seguran\u00e7a Social, Ros\u00e1rio Palma Ramalho, durante a confer\u00eancia de imprensa do Conselho de Ministros.<br \/>\n                                                    Recorde-se que Governo, sindicatos e patr\u00f5es reuniram-se durante v\u00e1rios meses para chegar a um acordo, que n\u00e3o foi poss\u00edvel alcan\u00e7ar.<br \/>\n                                                    A ministra justificou a necessidade desta reforma com a urg\u00eancia de &#8220;flexibilizar regimes&#8221;, &#8220;refor\u00e7ar direitos e garantias&#8221; e &#8220;reformar a negocia\u00e7\u00e3o coletiva&#8221;, insistindo que Portugal tem a &#8220;segunda legisla\u00e7\u00e3o laboral mais r\u00edgida&#8221; dos pa\u00edses da OCDE.<br \/>\n                                                    Proposta com &#8220;mais de 50 altera\u00e7\u00f5es&#8221;, mas ainda &#8220;a meio do jogo&#8221;<br \/>\n                                                    A proposta de lei de reforma da lei laboral, que teve como &#8220;ponto de partida&#8221; o anteprojeto inicial apresentado no dia 24 de julho de 2025, contempla mais de &#8220;mais de 50 altera\u00e7\u00f5es&#8221; ao documento inicial e resultam do processo negocial que ocorreu durante cerca de nove meses.\u00a0<br \/>\n                                                    Das mais 50 altera\u00e7\u00f5es, 12 das quais resultam de medidas propostas pela UGT, salientou a governante, sublinhando que a proposta de lei resulta da &#8220;reflex\u00e3o do Governo ao longo do processo&#8221; e dos &#8220;contributos&#8221; feitos pelos parceiros sociais, academia e sociedade civil.<br \/>\n                                                    No entanto, a ministra do Trabalho ressalvou que este processo de revis\u00e3o laboral est\u00e1 ainda &#8220;a meio do jogo&#8221;, uma vez que o Presidente da Rep\u00fablica, Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro, ter\u00e1 de analisar a &#8220;vers\u00e3o final&#8221; do diploma &#8211; caso seja aprovado no Parlamento.\u00a0<br \/>\n                                                    &#8220;Temos aqui, como disse, um jogo com duas metades. A primeira metade j\u00e1 foi decorrida, foi a fase da concerta\u00e7\u00e3o social. Agora vamos \u00e0 segunda, que \u00e9 naturalmente a fase parlamentar&#8221;, disse, recusando classificar, desde j\u00e1, este processo como um insucesso.<br \/>\n                                                    O que pode mudar?<br \/>\n                                                    Entre as principais medidas, o Governo manteve a vers\u00e3o inicial do seu anteprojeto relativa ao prazo dos contratos, prevendo que volte a ter um m\u00e1ximo de tr\u00eas anos no caso dos contratos a termo certo e de cinco anos a termo incerto, apesar de durante as negocia\u00e7\u00f5es ter sido admitido manter-se as dura\u00e7\u00f5es de dois e quatro anos, respetivamente.<br \/>\n                                                    De acordo com a Ros\u00e1rio Palma Ramalho, tamb\u00e9m a revoga\u00e7\u00e3o da proibi\u00e7\u00e3o de recurso ao outsourcing ap\u00f3s despedimentos volta a ser igual \u00e0 do anteprojeto inicial do Governo, mantendo a revoga\u00e7\u00e3o das restri\u00e7\u00f5es ao &#8216;outsourcing&#8217; (contrata\u00e7\u00e3o de trabalho externo), durante um ano, ap\u00f3s despedimentos.<br \/>\n                                                    A n\u00e3o reintegra\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria dos trabalhadores em caso de despedimento il\u00edcito mant\u00e9m-se igual \u00e0 da proposta inicial do Executivo, sendo extensiva \u00e0s empresas de pequena, m\u00e9dia e grande dimens\u00e3o, quando na lei atual s\u00f3 est\u00e1 dispon\u00edvel para as micro empresas com at\u00e9 nove trabalhadores ou quando os visados exercem cargos de chefia.<br \/>\n                                                    O Governo vai ainda alargar os servi\u00e7os m\u00ednimos em caso de greve ao setor de cuidado de pessoas doentes, crian\u00e7as institucionalizadas, pessoas com defici\u00eancia e seniores.\u00a0<br \/>\n                                                    E no que diz respeito \u00e0 parentalidade?<br \/>\n                                                    No que toca \u00e0 parentalidade e \u00e0 concilia\u00e7\u00e3o entre a vida familiar e a vida profissional, o Governo introduziu, com a proposta de reforma laboral aprovada, algumas altera\u00e7\u00f5es.<br \/>\n                                                    Por exemplo, na quest\u00e3o da licen\u00e7a por interrup\u00e7\u00e3o da gravidez, esta proposta evolui face ao anteprojeto \u00a0inicial apresentado pelo Governo a 24 de julho do ano passado. A solu\u00e7\u00e3o agora adotada \u00e9 diferente, o que reflete a negocia\u00e7\u00e3o com a UGT ao longo dos \u00faltimos meses: a m\u00e3e passa a beneficiar de &#8220;uma licen\u00e7a entre 14 e 30 dias, paga a 100% pela Seguran\u00e7a Social, enquanto o pai ter\u00e1 direito a tr\u00eas dias de falta justificada&#8221;.<br \/>\n                                                    Outra das novidades \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o da jornada cont\u00ednua para pais e av\u00f3s de crian\u00e7as at\u00e9 aos 12 anos, ou com defici\u00eancia, doen\u00e7a cr\u00f3nica ou doen\u00e7a oncol\u00f3gica, &#8220;permitindo reduzir a pausa de almo\u00e7o e terminar o trabalho mais cedo, por acordo com o empregador&#8221;.<br \/>\n                                                    Quanto \u00e0 licen\u00e7a parental, a licen\u00e7a inicial pode chegar aos seis meses pagos a 100%, &#8220;quando exista partilha entre os progenitores na fase final da licen\u00e7a&#8221;. A proposta prev\u00ea ainda o aumento da licen\u00e7a exclusiva do pai.<br \/>\n                                                    A quest\u00e3o do regime de amamenta\u00e7\u00e3o foi uma das que gerou pol\u00e9mica, em julho do ano passado, j\u00e1 que o Governo previa duas grandes mudan\u00e7as. A reforma aprovada na quinta-feira mant\u00e9m o regime &#8220;mais favor\u00e1vel da Europa, preservando o direito \u00e0 dispensa de duas horas de trabalho por dia, pagas pelo empregador, at\u00e9 aos dois anos da crian\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p>                                                    A proposta de reforma laboral hoje aprovada em Conselho de Ministros reflete algumas ced\u00eancias por parte do Governo ap\u00f3s as negocia\u00e7\u00f5es com a UGT. \u00c9 o caso do regime de amamenta\u00e7\u00e3o, muito contestado na altura em que o anteprojeto foi apresentado, em julho, e que afinal se mant\u00e9m.<br \/>\n                                                     Tom\u00e1sia Sousa | 18:04 &#8211; 14\/05\/2026 <\/p>\n<p>                                                    As rea\u00e7\u00f5es de CGTP e UGT&#8230;<br \/>\n                                                    Numa primeira rea\u00e7\u00e3o, o secret\u00e1rio-geral da Confedera\u00e7\u00e3o Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) \u00a0apontou que &#8220;a realidade n\u00e3o corresponde depois \u00e0 a\u00e7\u00e3o concreta&#8221;. &#8220;Se olhamos para um dos pretextos que o Governo utiliza, como o da produtividade para impulsionar os sal\u00e1rios, o que constatamos \u00e9 que n\u00e3o \u00e9 novo. O problema \u00e9 que exige sempre mais aos trabalhadores&#8221;, considerou.<br \/>\n                                                    &#8220;Aquilo que a ministra apresentou agora \u00e9 um verdadeiro retrocesso na vida dos trabalhadores. \u00c9 o regresso ao documento original de 24 de julho, o mesmo documento que os trabalhadores t\u00eam combatido ao longo destes 9 meses&#8221;, continuou Tiago Oliveira.<br \/>\n                                                    Por seu turno, a UGT considerou que a proposta de reforma laboral que o Governo enviar\u00e1 ao Parlamento &#8220;\u00e9 mais pr\u00f3xima do anteprojeto&#8221; de julho de 2025 que recebeu um rotundo &#8216;n\u00e3o&#8217; da central, disse \u00e0 Lusa o secret\u00e1rio-geral adjunto, S\u00e9rgio Monte.<br \/>\n                                                    Se, apesar da rejei\u00e7\u00e3o, o Governo tivesse decidido entregar ao parlamento a vers\u00e3o discutida em 23 de abril no secretariado nacional da UGT &#8220;estaria a enviar uma proposta que tinha evolu\u00eddo bastante em rela\u00e7\u00e3o ao anteprojeto de julho do ano passado, mas infelizmente n\u00e3o \u00e9 o caso&#8221;, disse.<br \/>\n                                                    &#8230;e o que dizem os partidos pol\u00edticos?<br \/>\n                                                    A presidente da Iniciativa Liberal (IL), Mariana Leit\u00e3o, celebrou o facto de esta discuss\u00e3o seguir agora para a Assembleia da Rep\u00fablica, afirmando que isso deveria ter acontecido mais cedo, e deixou um desafio aos partidos de esquerda, que se op\u00f5em \u00e0s mudan\u00e7as propostas pelo executivo.<br \/>\n                                                    &#8220;Em vez de simplesmente dizerem que n\u00e3o gostam de nada e portanto nem sequer v\u00e3o participar na discuss\u00e3o, que se juntem \u00e0 discuss\u00e3o, que digam como \u00e9 que v\u00e3o p\u00f4r na pr\u00e1tica as ideias que v\u00eam aqui defender&#8221;, pediu, acusando estes partidos de &#8220;nem pensarem&#8221; sobre este assunto.<br \/>\n                                                    J\u00e1 o Partido Socialista (PS) adiantou que ir\u00e1 votar contra a revis\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o laboral na generalidade se a proposta que chegar ao Parlamento mantiver &#8220;as suas traves mestras, conforme resulta das palavras da ministra do Trabalho&#8221;.<br \/>\n                                                    &#8220;No caso de a AD se associar ao Chega para uma aprova\u00e7\u00e3o na generalidade, o PS n\u00e3o se eximir\u00e1 a apresentar as propostas de altera\u00e7\u00e3o com os mesmos prop\u00f3sitos com que a UGT obstou no processo at\u00e9 agora decorrido em sede de Concerta\u00e7\u00e3o Social&#8221;, referiu uma fonte \u00e0 Lusa.<br \/>\n                                                    O deputado \u00fanico do Bloco de Esquerda (BE), Fabian Figueiredo, assegurou que os bloquistas ir\u00e3o apresentar propostas para &#8220;modernizar as rela\u00e7\u00f5es de trabalho&#8221; e &#8220;garantir que quem trabalha em Portugal consegue ter acesso a uma vida digna&#8221;. Referiu ainda que &#8220;a sociedade portuguesa j\u00e1 demonstrou uma vez atr\u00e1s da outra&#8221; que n\u00e3o quer estas altera\u00e7\u00f5es ao c\u00f3digo do trabalho.<br \/>\n                                                    Por seu turno, a l\u00edder parlamentar do Livre, Isabel Mendes Lopes, afirmou que, a partir das informa\u00e7\u00f5es dadas pela ministra do Trabalho, deu para entender que &#8220;o que foi aprovado n\u00e3o difere muito do que foi apresentado em julho do ano passado e continua a insistir no aumento da precariedade&#8221;, criticando o fim dos trav\u00f5es ao &#8216;outsourcing&#8217; ou a possibilidade de n\u00e3o reintegrar um trabalhador depois de um despedimento sem justa causa.<br \/>\n                                                    O deputado do PCP Alfredo Maia salientou que este pacote laboral &#8220;est\u00e1 claramente rejeitado&#8221; pelos trabalhadores, mas tamb\u00e9m por acad\u00e9micos e &#8220;largas camadas da sociedade&#8221;, sublinhando que essa rejei\u00e7\u00e3o deve manter-se.<br \/>\n                                                    Por fim, a deputada \u00fanica do PAN, In\u00eas de Sousa Real, apontou que o Governo apresentou &#8220;uma reforma muito t\u00edmida&#8221; que ter\u00e1 de ser analisada com mais detalhe no parlamento, defendendo que era preciso haver &#8220;mais arrojo na vis\u00e3o&#8221; do executivo e uma discuss\u00e3o que se alargasse a todos os partidos representados na Assembleia da Rep\u00fablica.<br \/>\n                                                    De salientar que, caso a proposta de lei seja aprovada no Parlamento, o diploma seguir\u00e1 para o Pal\u00e1cio de Bel\u00e9m, onde caber\u00e1 ao Presidente da Rep\u00fablica, Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro, dar ou n\u00e3o &#8216;luz verde&#8217; \u00e0s propostas do Governo de Lu\u00eds Montenegro.<\/p>\n<p>                                                    A IL desafiou hoje a esquerda a juntar-se \u00e0 discuss\u00e3o da lei laboral no Parlamento, enquanto Livre, PCP e BE insistiram que a proposta do Governo aumenta a precariedade e o PAN pediu &#8220;mais arrojo&#8221;.<br \/>\n                                                    \u00a0Lusa | 19:09 &#8211; 14\/05\/2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Governo aprovou, na quinta-feira, em Conselho de Ministro a proposta de lei de revis\u00e3o da lei laboral, sendo o pr\u00f3ximo passo a aprova\u00e7\u00e3o &#8211; ou n\u00e3o &#8211; na Assembleia da Rep\u00fablica. 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